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Uma história de Fumaça, o sem-teto abusado

Responsável pela Assistência Social da Prefeitura, Toninho mandou recolher o conhecido andarilho da cidade ao Ambulatório Municipal. Mas na segunda vez houve surpresa

Darwin ValentePublicado em 16/07/2021 às 18:28Atualizado há 12 dias
Foto: Arquivo O Diário
Foto: Arquivo O Diário

Fumaça foi um desses personagens  inesquecíveis que perambulava por Mogi nos anos 60 e 70.

Toninho Andari, assessor da Promoção Social, encontrou-o, certa vez, deitado na calçada da antiga rodoviária, na praça Firmina Santana, bem no centro da cidade. 

Ligou para o Ambulatório e ordenou que o levassem para lá, dessem banho, comida, roupa nova e internação definitiva junto à Liga Humanitária. 

Fumaça foi embora no dia seguinte. 

Tempos depois, Toninho voltou a encontrá-lo, numa calçada do centro. 

Passou-lhe um sermão  e avisou que iria mandá-lo de volta para o Ambulatório. 

Fumaça fez que nada ouviu. Mas quando Toninho parou de falar, ele retrucou, definitivo: 

“Afinal, quanto você ganha por cada um que você manda para lá?” 

O bom samaritano ouviu e decidiu deixar Fumaça por ali mesmo.

Voto a voto

Nas eleições municipais de 1982, os votos ainda eram contados a mão, um a um, verdadeiro sacrifício para apuradores, juízes e fiscais partidários que tinha de ficar de olho para que uma cédula em branco não se transformasse em voto a favor de algum candidato amigo do escrutinador. 

Foram dias e dias de apuração, até que a contagem para prefeito, mais rápida que a de vereador, indicou a vitória do candidato de oposição, Antonio Carlos Machado Teixeira. 

Foi uma grande festa dos oposicionistas que saíram num trenzinho pelas ruas para comemorar a vitória. 

A festa desguarneceu a vigilância dos fiscais. 

O suficiente para que alguns candidatos a vereador, que já haviam assumido a derrota publicamente, conseguissem “dar a volta por cima” nas últimas urnas, elegendo-se de um modo que só eles sabiam. Mas que jamais contariam.

Cuidado com o Minhocão!

Volto a lembrar aqui neste espaço uma das muitas histórias de José Albuquerque de Farias, folclórico paraibano, cujas histórias são contadas por Sebastião Nery e outros que conviveram ou tomaram conhecimento de suas incríveis tiradas.

Certa vez, ele teria vindo para São Paulo e estava no Brooklyn  quando chamou um táxi. 

Queria se dirigir até a Central da Globo. 

Quando o carro chegou, ele se espantou: era uma mulher ao volante, coisa que ele não costumava ver pelas bandas da Paraíba. 

A motorista, gentilmente, lhe pergunta: “O senhor quer  que eu pegue o Minhocão ?”

Desconhecendo tratar-se do Elevado Costa e Silva, ele disparou, de pronto: “Se a senhora souber  dirigir só com uma mão, fique à vontade”. A corrida terminou antes mesmo de começar...

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