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Suzano investe no modal ferroviário para agilizar transporte de celulose

Empresa planeja ainda uma nova planta de R$ 19,3 bi, no chamado Projeto Cerrado, no Mato Grosso do Sul, com capacidade de 2,55 milhões de toneladas/ano, a partir de 2024

Darwin Valente
21/12/2022 às 07:06.
Atualizado em 27/12/2022 às 16:55

Trem com logotipo da Suzano é utilizado para transporte de celulose; empresas do setor estão investindo pesado no modal ferroviário para agilizar entregas (Foto: reprodução / Redes Sociais / Revista Ferroviária)

A empresa Suzano, fabricante de papel e celulose, está entre as três gigantes do setor – as outras são a Eldorado e Bracell – que se valem de uma medida provisória do governo federal, editada em setembro do ano passado, a qual permite a construção de novas ferrovias privadas, destinadas a melhorar a logística e a  competitividade de seus produtos.

A Suzano, que já percorre, entre outros, os trajetos ferroviários entre Jacareí e Santos, pela malha da MRS Logística, e de Aparecida do Taboado (MS) até o porto de Santos, pelas malhas Norte e Paulista, da concessinária Rumo, está solicitando, apesar do cenário de cautela na economia, autorização para a implantação de quatro das chamadas shortlines, linhas de traçados relativamente curtos, para ser utilizadas por locomotivas e vagões encomendados pela própria empresa.

Os novos empreendimentos estão distantes da sede da empresa, mas são necessários para facilitar o transporte de seus produtos em estados onde os sistemas viários não ajudam tanto. 

Nos planos da Suzano, ainda sem prazo para execução, estão as linhas do perímetro urbano de Três Lagos (MS), com 24,7 km; em São Luís (MA), de 5 km; Três Lagoas a Aparecida do Taboado (MS), de 136 km; e de Ribas do Rio Pardo a Inocência (MS), com 231 km. Juntos, os pedidos totalizam R$ 2,9 bilhões”, segundo informa a Revista Ferroviária, publicação especializada em assuntos ligados às ferrovias.

A revista informa ainda que com ou sem ferrovia privada, a Suzano já teria na ponta do lápis um investimento de R$ 19,3 bilhões no chamado Projeto Cerrado, que prevê a construção de uma nova planta em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, com capacidade de 2,55 milhões de toneladas/ano, cuja previsão de início de produção é 2024. 

Hoje a empresa produz 11 milhões de toneladas anuais (sendo 10 milhões de toneladas só para exportação e o restante distribuído no mercado interno), advindas de 11 unidades industriais espalhadas pelo Brasil. Esse número subiu depois que a Suzano consumou a fusão com a Fibria, no início de 2019.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostra dados que apontam o crescimento do transporte de celulose por ferrovias no País:entre os anos de 2020 e 2021, em plena pandemia, a elevação foi de 11,61%, chegando a 9 milhões de toneladas úteis. Algo que reflete diretamente na indústria ferroviária, que viu o número de vagões encomendados chegar a 1.200 e mais 20 locomotivas, em 2022.

Como cabe às empresas de celulose adquirir o seu próprio material rodante, segundo a Revista Ferroviária, desse total de vagões, 500 foram encomendados pela Suzano.

Todos esses números e tendências apontam para um caminho: a retomada, pouco a pouco, do protagonismo do modal ferroviário no transporte de cargas de maior tonelagem. 

Resta agora aos governantes darem início à recuperação do transporte de passageiros, como prometido para São Paulo com o Trem Intercidades, que deverá cobrir, inicialmente, o trajeto entre a Capital e Campinas e, logo em seguida, entre a Capital e o Vale do Paraíba, que poderá contemplar a região de Mogi das Cruzes.

 Na cidade e região, o transporte de passageiros já foi predominante até o início do século passado, quando o modal rodoviário foi relegando as ferrovias a um segunda plano e os ônibus assumiram o lugar dos trens de passageiros.

 Déficit na Polícia...

O déficit nos quadros das delegacias de Polícia paulistas atingiu um número recorde neste mês de novembro: 16.144 cargos vagos, segundo cálculos do “Defasômetro”, ferramenta usada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) para contabilizar as perdas em recursos humanos do setor sem reposição.

 Segundo a presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, dos 41.912 cargos previstos para a Polícia Civil, 25.763 estão ocupados, um déficit de 38,5 %.

 ... Civil do Estado

Há cinco anos, o mesmo índice era de 27,2%. Ainda segundo o Sindicato, a carreira com mais cargos vagos é a de investigador (3.994), seguida da de escrivão (3.805). A função de agente policial (1.510) é a terceira com maior defasagem, quase empatando com as carreiras de delegado (958) e de agente de telecomunicações (953).

 Reclamações

Num recente encontro informal de integrantes da Rede Nossa Mogi, no bairro do Mogilar, sobraram reclamações em relação ao prefeito Caio Cunha (PODE) que não estaria dando às principais bandeiras do grupo a atenção prometida durante a campanha eleitoral. 

Segundo se discutiu, o compromisso assinado com os Objetivos Sustentáveis definidos pela ONU como premissa de um desenvolvimento organizado para a cidade acabou se perdendo com as mudanças em secretarias-chave de tal processo.

 “Está faltando conexão entre o poder público e a sociedade civil”, concluiu José Arraes, um dos participantes da reunião.

 Pós diplomação

Depois de diplomado como deputado estadual reeleito por São Paulo com 216.268 votos, André do Prado (PR) deve acelerar as negociações, juntamente com o comando regional do PL, para tentar chegar ao posto de presidente da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, conforme já chegou a ser tratado pelo presidente nacional de seu partido, Valdemar Costa Neto. 

Um cargo para o qual somente um deputado da região já foi eleito e reeleito: o mogiano Francisco Franco, que curiosamente, também pertencia ao Partido Republicano, o PR daquela época.

 Quem foi

Chiquito Franco, como era conhecido, nasceu em Mogi, em 1908. Estudou Contabilidade em São Paulo e entrou na política como prefeito de Rancharia (SP), em 1950, pelo PTB. Elegeu-se deputado pela legenda do PR, pela primeira vez, em 1955 e foi reeleito para mais três mandatos. Assumiu a 1ª vice-presidência da Alesp entre 1958 /59 e chegou a presidente, por um breve mandato, entre 18 de fevereiro e 12 de maio de 1959. Posteriormente reelegeu-se para dois mandatos anuais, entre 12 de março de 1965 e 12 de março de 1967. Foi presidente do PR, vice-líder e líder da bancada do partido na Alesp. Foi cassado com base no AI-5, em 29 de abril de 1969, e teve seus direitos políticos suspensos por dez anos. Faleceu na Capital, em 17 de novembro de 1991, aos 83 anos.

 Pelas Apaes

O deputado federal Marcio Alvino (PL-SP) está propondo uma moção de aplausos e congratulações ao médico e deputado federal mineiro, Eduardo Barbosa. 

“Essa foi uma forma de homenagear o parlamentar que atua desde a década de 80 em favor das APAES, das pessoas com deficiência e demais grupos vulneráveis”, diz Alvino. 

O homenageado é vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Apaes, das Pestalozzis e de Entidades Coirmãs, que é presidida por Alvino, o qual há tempos transformou o trabalho em favor dos excepcionais em sua principal bandeira de atuação como deputado federal  por São Paulo.

 Boas festas

Em razão do descanso de Natal, esta coluna voltará a ser publicada a partir da próxima segunda-feira (26). O colunista agradece os votos de boas festas recebidos e deseja a todos um excelente Natal, com muita paz, saúde e felicidade. Até!

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