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Solange Wuo fala de planos para atuar como diretora da Bacia do Alto Tietê na Anamma

Ambientalista que atua junto ao Codemat e como diretora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano quer ampliar expedição de licença ambiental pelos municípios e incentivar adoção de políticas de bem-estar animal

Darwin Valente
08/07/2022 às 07:07.
Atualizado em 08/07/2022 às 07:31

Ambientalista Solange Wuo, que vem atuando na área de meio ambiente de prefeituras da região, assumiu o cargo de diretora da Bacia Hidrográfica do Tietê na regional paulista da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma) (Foto: divulgação / Prefeitura de Suzano)

Intensificar o trabalho de licenciamento ambiental junto aos municípios; auxiliar na implantação de políticas voltadas para o bem-estar animal nas cidades da região; e intermediar as reivindicações regionais junto aos governos estadual e federal serão alguns dos principais objetivos da ambientalista Solange Wuo, atual diretora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Suzano e coordenadora da Câmara Técnica de Gestão Ambiental do Condemat, ao assumir o cargo de diretora da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que abrange 34 municípios, na regional paulista da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma), durante o biênio 2022/2024. A Anamma é uma entidade do terceiro setor, fundada em 1988, que atua em todo o País e presta serviços de interesse coletivo, agregando gestores municipais em defesa de uma gestão ambiental local mais sustentável.

Com a experiência adquirida em mais de duas décadas de trabalho junto às áreas de defesa do meio ambiente das prefeituras de Salesópolis, Suzano e Guararema, Solange Wuo  acredita que seu cargo junto à Anamma será positivo para as cidades da região.

Por isso, entre suas metas está a ampliação junto aos municípios do Alto Tietê da capacitação para que possam emitir licenciamento ambiental, trabalho ainda restrito a Mogi, Suzano, Guararema, Itaquá, Guarulhos e Santa Isabel. A estruturação adequada dos conselhos municipais de Meio Ambiente e preparação de pessoal especializado permitirão que mais cidades possam estar capacitadas para emitir tal certificado e prestar tal serviço especialmente para moradores de áreas rurais e agricultores, que têm dificuldades em acessar a Cetesb ou Secretaria do Meio Ambiente via internet.

Entre as preocupações da diretora está também a participação dos municípios na Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) cobrada pelo Ibama pelos licenciamentos, desde 2012, mas atualmente distribuída somente entre os governos federal e estadual. 

“Não é justo que os municípios fiquem de fora dessa divisão, a partir do momento em que eles passam também a expedir o licenciamento ambiental”, afirma ela.

Solange Wuo também espera colaborar com os municípios, por meio da Anamma, para auxiliar na criação de políticas relativas ao bem-estar animal. Apesar de estar entre os assuntos mais discutidos nos últimos tempos, a questão não possui legislação específica nas áreas federal, estadual ou municipal, cabendo às cidades criarem suas próprias regras e diretrizes para o tema. Entre as ações da Anamma está a organização dos municípios para a elaboração de suas próprias políticas e na busca de recursos para que possam ser colocadas em prática.

Ela também espera colocar a entidade, da qual é diretora, a serviço de questões ambientais locais, com a limpeza do rio Tietê, em Mogi das Cruzes, hoje defendida por ONGs como Icati e entidades de bairros. Segundo Solange a entidade pode participar como intermediária entre os municípios e órgãos estaduais ou federais que possam, de algum modo, solucionar tais problemas.

Outra preocupação da Anamma atualmente é a mobilização permanente para tentar estancar o “desmonte total” da política ambiental nacional pelo atual governo federal. A posição da entidade é trabalhar para que não se perca o que foi conquistado nesta área durante as últimas décadas.

Wuo também se mostra muito preocupada com a ação do crime organizado na região, na ocupação de terrenos localizados em áreas de mananciais, que são transformados em loteamentos e vendidos a terceiros, com o uso dos mais variados artifícios para enganar os compradores e até os próprios donos desses terrenos.

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