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Reversão de faixas pode ser a solução para congestionamentos no caminho de César

Mudança do trânsito na pista contrária pode ser uma alternativa para ao menos minimizar os congestionamentos diários nas avenidas João XXIII e Francisco Rodrigues Filho

Darwin ValentePublicado em 13/09/2021 às 17:56Atualizado há 15 dias
Arquivo O Diário
Arquivo O Diário

Uma bem-sucedida experiência da Capital poderia ser adotada em Mogi das Cruzes para tentar pelo menos minimizar os problemas críticos de congestionamentos entre o distrito de César de Souza e os bairros do Socorro e  Mogilar, no caminho para o centro da cidade, verificados diariamente, em, no mínimo três horários: pela manhã, por volta de meio-dia (hora do almoço) e no período da tarde.

Atualmente, para se ultrapassar os trechos das avenidas João XXIII e Francisco Rodrigues Filho, as duas principais ligações entre César e o centro, chega-se a levar de meia a uma hora, preso no trânsito que não deslancha por uma série de fatores, o principal deles, o excesso de veículos que se utilizam ao mesmo tempo das duas vias.

A sugestão do leitor Elias Tomé da Silva Pires, encaminhada a esta coluna e ao vereador Edson Santos (PSD), seria adotar o mesmo sistema de São Paulo, que consiste na reversão de uma das faixas da pista contrária à do espaço congestionado, para, com ajuda de cones e de guardas de trânsito, oferecer mais uma opção de tráfego para ajudar a descongestionar os espaços travados. 

“Se o pessoal do trânsito observar bem, chega-se a gastar uma hora para percorrer o trecho entre a Elgin e o centro do Socorro, pela avenida João XXIII, o mesmo acontecendo em relação à avenida Francisco Rodrigues Filho, entre César de Souza e a rotatória do Mogilar. Era só inverter uma faixa, com cones e agentes de trânsito, entre 6h30 e 8h30, assim como no período da tarde, quando o trânsito volta a se complicar. É o que se usa na Radial Leste, avenida Santos Dumont, entre outros pontos da Capital. Estou lá quase diariamente e isso se tornou usual, além de funcionar muito bem”, afirma Elias da Silva Pires.

A experiência de inversão de faixa de tráfego poderá ser algo inédito no trânsito da cidade , onde já aconteceram algumas experiências  parecidas, como a criação das faixas exclusivas para ônibus, que acabaram sendo esquecidas depois que se chegou à conclusão de que não havia coletivos suficientes para a ocupação permanente das faixas .o que acabava por complicar ainda mais o trânsito nos outros espaços restantes, utilizados pelos demais veículos. 

Manteve-se, então,  a preferência dos ônibus nas faixas, que, no entanto, deixaram de ser exclusivas para os coletivos, podendo ser utilizadas por automóveis no momento em que não estiverem ocupadas pelo transporte público.

Caso venha a ser adotada, ainda que em termos experimentais, a reversão  vai exigir uma estratégia mais intensa da Secretaria de Transportes, já que terá de disponibilizar, diariamente, agentes para cuidar do tráfego, além da colocação e retirada dos cones invertendo a mão de direção na faixa a ser revertida, nos horários mais críticos, pelo menos durante a manhã e no período da tarde. Vale a experiência, depois de avaliada e estudada a proposta do leitor de O Diário. 

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