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Prefeito escondia e se negava a mostrar uma coisa "muito feia"

Histórias do antigo prefeito de Biritiba Mirim, que tinha mania de chupar os dentes até nas solenidades em que costumava participar

DARWIN VALENTE
06/11/2022 às 17:50.
Atualizado em 06/11/2022 às 17:53

No passado, o prefeito Waldemar Costa Filho presenteou Biritiba Mirim com um semáforo (Arquivo O Diário)


Biritiba Mirim já teve um prefeito que gostava de usar ternos um tanto, digamos, extravagantes. Costumava compor o branco da calça, paletó e sapatos, com o vemelho-sangue da gravata e meias, vestuário que o tornava conhecido nas solenidades, dentro e fora da cidade.

O dito político  também tinnha alguns hábitos pouco higiênicos como o de chupar os dentes, como se estivesse tentando retirar algo que parecia ter ficado eternamente preso entre eles.

Certo dia, o folclórico personagem se encontrava no Palácio dos Bandeirantes e ao  repetir seu conhecido hábito,  foi questionado por um outro prefeito, que estava ao seu lado, na cerimônia:

“Prefeito, por que o senhor não usa o fio dental?” .

Sem entender o real sentido da pergunta, o simplório político respondeu:

“Ah, eu não uso porque minha bunda é muito feia!”

 Trânsito, sanfona, Câmara e Bíblia
Na época em que Mogi presenteou Biritiba com o “semáforo da discórdia”, o prefeito de Mogi era Waldemar Costa Filho  e seu diretor de Trânsito, Luiz Alves Teixeira, que, não se sabe por qual motivo, era chamado por seus companheiros de Prefeitura de Luiz Sanfoneiro. 

Nascido no Estado do Acre, não havia notícia de que Teixeira tivesse habilidades com sanfona, acordeom, ou qualquer outro instrumento de fole.

Divulgado pelo jornal à época, o apelido só foi esquecido quando ele deixou o staff de Waldemar e se tornou um bem votado vereador  da Câmara de Mogi. 

Combativo, Teixeira ganhou destaque pelos seus embates em plenário, especialmente com o seu polêmico companheiro Ivan Siqueira.

Chegou a presidente da Câmara, renunciou ao cargo e, tempos depois, abandonou a política. 

Hoje, Luiz Teixeira combate em uma outra trincheira (do bem): tornou-se um pacato pastor evangélico.


'Petipuá', 'puasson' e' pulê roti'
O escritor Leonardo Motta conta, em seu livro “Sertão Alegre”: O negro Belarmino era um cozinheiro cheio de pompa e orgulho. Trabalhava no antigo “Hotel de France”, em Fortaleza. Quem o azucrinava com sua cor, ele não deixava por menos: “Roupa preta é que é roupa de gala”. E arrematava: “Penico também é branco”.

Chegava um cliente, esnobava no francês:

“Que tal um puassom (‘poisson’, peixe) com petipuá (‘petit pois’, ervilha)”?

Mas nunca conseguiu entender que ‘poulet rôti’ é frango assado e não simplesmente frango.

Transferido para a Pensão do Bitu, reclamou ao patrão, logo no primeiro dia, ao passar diante do galinheiro:

“Seu Bitu, me dê a chave da despensa para eu tirar o mio (milho), pois inté essa hora, os pulê roti estão tudo em jejum”.
 

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