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Na Prefeitura de Mogi, Caio Cunha enfrenta a difícil arte de fazer política

Prefeito mogiano está sentindo na pele as dificuldades de conduzir o jogo político a contento de seus aliados e já preparar terreno para disputar a reeleição, no pleito de 2024

DARWIN VALENTE
06/05/2022 às 06:39.
Atualizado em 06/05/2022 às 06:39

Prefeito Caio Cunha está enfrentando as dificuldades naturais que a política impõe a quem troca o Legislativo pelo Executivo, numa posição de comando (Arquivo Caio Cunha)

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Na Prefeitura de Mogi, Caio Cunha enfrenta a difícil arte de fazer política

Prefeito mogiano está sentindo na pele as dificuldades de conduzir o jogo político a contento de seus aliados e já preparar terreno para disputar a reeleição, no pleito de 2024

DARWIN VALENTE
06/05/2022 às 06:39.
Atualizado em 06/05/2022 às 06:39

Prefeito Caio Cunha está enfrentando as dificuldades naturais que a política impõe a quem troca o Legislativo pelo Executivo, numa posição de comando (Arquivo Caio Cunha)

O prefeito Caio Cunha (PODE) vem aprendendo, na prática, a difícil arte de fazer política quando se ocupa um cargo de maior peso, como o comando da Prefeitura de uma grande cidade, como Mogi das Cruzes.
Para comprovar isso, basta ficar num exemplo doméstico, ligado ao próprio partido do prefeito e os preparativos para as eleições deste final de ano.
Após receber o apoio decisivo da presidente do partido, deputada Renata Abreu, para a vencer as eleições municipais passadas na cidade, Caio certamente imaginava que seria a hora de retribuir tamanha ajuda, apoiando abertamente o nome de Renata Abreu para  a reeleição à Câmara dos Deputados.
Mas os caminhos da política não são tão retilíneos quanto poderia imaginar o prefeito. E logo que ele deu os primeiros sinais de apoio a Renata Abreu, logo surgiu pela frente o sinal vermelho do bairrismo agigantado da política doméstica: como o prefeito de uma cidade do porte de Mogi das Cruzes iria dar apoio a uma paraquedista, denominação dada a candidatos (as) de fora que aportam por aqui em busca de votos?
Caio sentiu na pele as primeiras reprovações e a solução para tal impasse veio por meio de um convite feito pela própria Renata Abreu para que a vice-prefeita Priscila Yamagami (PODE) entrasse na disputa como candidata a deputada federal. Assim, os votos dados a ela acabariam por colaborar com a reeleição da presidente à Câmara.
Priscila, porém, levou o convite a sério - e nem poderia ser de outra forma -, mas com isso, Caio Cunha voltou a ficar na berlinda, pois dizem os mais experientes que em política pode-se tudo, menos perder uma eleição.
E é exatamente neste ponto que o calo do prefeito aperta. Pois tornou-se uma questão de honra para ele eleger a sua vice deputada federal, sob pena de ver o seu prestígio eleitoral abalado pela a cidade que ele dirige.
E, dessa forma,  Caio Cunha volta a ficar entre a cruz e a caldeirinha, já que terá de se empenhar ao máximo para eleger Priscila, se quiser mostrar que os primeiros tempos de governo não abalaram o seu prestígio, algo que servirá como uma importante credencial para o seu ingresso na campanha  para reeleição, em 2024.
Elegendo Priscila, o prefeito terá, por sua vez, uma aliada de peso na futura campanha.
Mas para comprovar que a política é uma ciência difícil de ser entendida, ou, se preferir, um jogo complexo de ser jogado, há ainda uma outra questão a ser resolvida. Ao trocar o DEM pelo PODE, na reta final da janela partidária, o atual presidente da Câmara, vereador Marcos Furlan, teria condicionado sua filiação à obtenção de legenda e apoio do prefeito para uma candidatura a deputado estadual.
A legenda para a vice Priscila já foi assegurada, num recente encontro do comando do PODE com o governador Rodrigo Garcia (PSDB), a quem o partido do prefeito apoia para a reeleição.
Mas até agora, nada se falou sobre a vaga para a candidatura de Furlan à Assembleia. Algo que Caio precisará interferir para resolver. 
Como se vê, a política para um prefeito é  algo bem mais complicado que em seus tempos de vereador, quando as responsabilidades, convenhamos, eram bem menores e mais fáceis de serem contornadas ou resolvidas. 
E é bom lembrar que o atual processo está apenas começando...

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