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Mototáxis, uma infeliz ideia que pode trazer problemas à cidade

Vereadora volta a insistir para que o serviço seja criado na cidade, mesmo com todos os riscos que poderá trazer para Mogi das Cruzes

Darwin Valente
07/12/2022 às 07:15.
Atualizado em 07/12/2022 às 07:35

Transporte de passageiros por motos: novidade que a vereadora Maria Luiza Fernandes (SDD) quer implantar no trânsito já complicado da cidade (Foto: reprodução / redes sociais)

Na falta de algo mais proveitoso para se discutir na Câmara, a vereadora Malu Fernandes (SDD) volta a insistir na história da implantação de mototáxis na cidade. 

Por meio de um requerimento, ela cobra o envio à Câmara pelo Executivo, de um projeto de lei destinado à criação de tal (des) serviço.

Na Mogi atual, onde as ruas antigas não dão conta sequer dos carros e outros veículos, inclusive um grande número de motociclistas entregadores, que por elas trafegam, a vereadora insiste em transformar motos em transporte coletivo, mesmo com todos os riscos que tal medida possa significar, tanto para virtuais usuários como para o trânsito já por demais carregado e complicado da cidade.

Motoqueiros com passageiros na garupa viriam para tornar esse movimento ainda mais caótico na cidade, especialmente nos horários de pico, quando o trânsito mais para do que anda.

Sem contar com o pior: a criação desse tipo de serviço é mais uma porta para sua exploração pelo crime organizado, como acontece em outros pontos do País e até no exterior.

Aqueles que não têm memória curta, certamente devem se lembrar de uma época em que fato semelhante aconteceu na cidade com a liberação do transporte para os chamados “perueiros” ou motoristas de vans, que passaram a dividir linhas domésticas com os ônibus regulares, inclusive com o aval da Prefeitura.

Não foi preciso de muito tempo para que os problemas entre grupos que disputavam o controle do serviço resultassem em confrontos mais sérios, como o assassinato de um sindicalista, algo jamais ocorrido, até então, na história recente da cidade.

Somente depois de muita negociação e mão de ferro de algumas autoridades mogianas, foi possível contornar a confusão do transporte alternativo que agora a vereadora – autora, vale dizer, de outros trabalhos e ações que dignificam a confiança nela depositada pelos eleitores, especialmente os jovens – busca reviver com os tais mototáxis.

Mogi não merece isso. Ainda é tempo de rever tal proposta.

 Emprego à vista

A Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes publicou na edição desta terça-feira (6) do Diário Oficial do Estado de São Paulo uma lista detalhada com as nomeações de 220 concursados para exercerem, em caráter efetivo, diferentes funções junto a setores do Executivo.

Segundo a Coordenadoria de Recursos Humanos do município, as nomeações obedecem à ordem de classificação em concurso público realizado pelo município no ano de 2020.

As secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social serão as maiores beneficiadas com a chegada dos futuros funcionários, que ainda não têm prazo para se apresentar na Prefeitura.

 Convocação

O Centro Especializado em Reabilitação Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, antigo Sanatório Santo Ângelo, está convocando seis pessoas para regularização de imóveis, em razão de medida contida em processo judicial e obedecendo a manifestação da Procuradoria do Estado. As pessoas deverão comparecer à sede do CER Dr. Arnaldo no prazo de cinco dias, a contar desta terça (6). Quem está sendo convocado: Wanda dos Santos Silva, Marlene dos Santos, Carlos Murce da Rocha, Lílian Mendes de Souza Branco, Maria Soares da Silva e Nanci dos Santos Duarte Cardoso.

 ITBI...

A Câmara de Ferraz de Vasconcelos finalmente votou e aprovou, em segundo turno, o projeto de lei que permite o parcelamento em até cinco vezes, o pagamento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). 

O texto de autoria do Executivo havia sido votado, pela primeira vez, no final do mês passado. Agora a matéria que altera o Código Tributário Municipal segue para a sanção da prefeita Priscila Gambale (PSD).

 ...em parcelas

O ITBI tributo é gerado durante a compra ou venda de um imóvel e é cobrado pelo município em que a propriedade está localizada. 

A documentação para transmissão de propriedade do bem só poderá ser liberada após a confirmação do pagamento. 

Com isso, o comprador se torna oficialmente o proprietário do imóvel. Até agosto, Ferraz já arrecadou mais de R$ 3,4 mi com o tributo.

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