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Missa celebra os dez anos de d. Pedro Stringhini como bispo diocesano de Mogi

Entre os desafios a serem enfrentados por ele nos próximos tempos será a remontagem, ao lado da comunidade, da estrutura para a Festa do Divino Espírito Santo, abalada pela pandemia

Darwin Valente
23/11/2022 às 07:20.
Atualizado em 23/11/2022 às 08:03

Bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini está completando uma década à frente da Diocese de Mogi das Cruzes e tem muito a comemorar (Divulgação)

Uma missa de ação de graças, às 19 horas desta quinta-feira (24), na Catedral de Santana, irá celebrar o 10º aniversário da posse de dom Pedro Luiz Stringhini como o quinto bispo diocesano de Mogi das Cruzes. Ele foi nomeado pelo então papa Bento XVI, em 19 de setembro de 2012, para suceder a dom Airton José dos Santos.

Muita coisa mudou, desde a chegada de dom Pedro Stringhini na Diocese, que compreende os dez municípios da região do Alto Tietê.

Em 2012, eram 49 paróquias, uma paróquia pessoal e dois santuários diocesanos. Atualmente, são 87 paróquias, duas paróquias pessoais, cinco santuários diocesanos, uma quase-paróquia e uma área pastoral.

Nesses 10 anos de atividades, o bispo deu ênfase à formação de novos religiosos, tendo ordenado mais de 70 sacerdotes e cerca de 50 diáconos permanentes. Uma de suas principais medidas para isso foi a transferência da Faculdade de Filosofia e Teologia Paulo VI para o bairro do Mogilar, próximo ao centro de Mogi, junto com a modernização da estrutura e a abertura dos cursos aos leigos. Antes, eram restritos unicamente aos seminaristas.

Pouco conhecido da maioria do povo católico, o Tribunal Eclesiástico Diocesano, foi instalado em 2016, por orientação do papa Francisco.  Trata-se de um tribunal da Igreja que realiza a justiça canônica e direciona os caminhos corretos a serem seguidos em determinadas situações da vida da Igreja, “afim de que ela possa cumprir a missão que Cristo lhe incumbiu”. Dentre essas atribuições estão a declaração de nulidade do matrimônio, junto com a aceleração de outros processos ligados ao catolicismo.

A preocupação com as questões ambientais e sociais foi algo constante durante o período de dom Pedro Stringhini à frente da Diocese de Mogi. Em 2014, ele criou a Pastoral da Ecologia e Meio Ambiente e a Pastoral Carcerária. Sempre que possível, o bispo participou de celebrações em Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Mogi e Suzano.

Também esteve presente nas edições do Grito dos Excluídos e Excluídas, sempre no dia 7 de setembro, feriado da Independência.

A criação da Festa Diocesana “Evangelizai” também foi outra iniciativa do bispo, com objetivo de reunir as paróquias, comunidades, pastorais e movimentos do Alto Tietê, além de integrar o serviço pela evangelização.

Outro ponto interessante da década de dom Pedro à frente da Diocese de Mogi foi o apoio às tradições que reúnem o religioso ao profano em festas com grande participação comunitária, a maior delas, a Festa do Divino Espírito Santo.

A Festa do Divino sofreu um forte abalo em sua estrutura, durante a pandemia, quando o evento teve de seu suspenso, desmontando um esquema de trabalho já azeitado e que parece estar difícil de ser reestruturado, até por conta do falecimento de muitas pessoas de destaque na organização do evento.

Um dos desafios a ser enfrentado pelo bispo, no curto prazo, será atuar em conjunto com a comunidade mogiana para que a Festa do Divino volte a ter a solidez e participação popular, fundamentais para a manutenção de sua tradição na cidade. A atuação de dom Pedro terá um grande peso nesse trabalho.

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