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Lojas fechadas deixam Mercadão deserto nas manhãs de domingo

Grande parte dos comerciantes deixou de abrir seus espaços aos domingos; local mais se assemelha a um estabelecimento fantasma

Darwin Valente
22/11/2022 às 07:03.
Atualizado em 22/11/2022 às 07:04

Corredores do Mercado Municipal com as lojas fechadas e ausência cada dia maior de público naquele que já foi um dos principais pontos de compras e de encontros aos domingos (Mário Ferreira - Divulgação)

Surpresa e decepção são os sentimentos que, certamente, tomam conta dos mogianos mais antigos que se arriscam a visitar o Mercado Municipal, aos domingos, pela manhã. 

O local que já foi referência para compras e encontros de amigos, atualmente mais se parece com um estabelecimento fantasma, tal a quantidade de lojas fechadas que dão ao local uma imagem desalentadora. Especialmente para quem conheceu o Mercadão de anos atrás, que pulsava desde as primeiras horas da manhã, até o meio-dia, quando as portas se fechavam com muitos clientes ainda lá dentro.

Os tempos mudaram. O movimento agora se concentra nos sábados e, aos domingos, a maioria dos boxes permanece inativa. 

(Mário Ferreira - Divulgação)

No domingo passado (20), em pleno início de Copa do Mundo, o Mercadão parecia morto. 

Os açougues completamente fechados; as pastelarias, idem; como exceção de uma, onde havia fila para se comer um pastel ou outro salgado. 

Salvavam o dia, no andar térreo do outrora movimentado centro de vendas, as lojas de frutas, floriculturas, pontos de vendas de queijos e produtos para feijoadas.

Sem a iluminação natural da maior parte dos boxes, o clima no interior do Mercadão era soturno, escuro em alguns corredores. Algo que não incentivava a presença de consumidores por ali.

Numa das lojas de frutas, o proprietário trocava impressões com o cliente, ambos preocupados com os rumos do tradicional local. 

Ele reclamava da concorrência dos supermercados e até defendia que se fechasse, em definitivo, o Mercadão aos domingos, sob a alegação de que poderia ser um dia reservado para a limpeza e obras específicas em cada ponto.

O comerciante alegava que era preciso estancar o desgaste sofrido pelo centro de compras com a manutenção de tantas lojas fechadas durante as manhãs dos domingos.

E ficava no ar uma pergunta básica: as lojas foram se fechando por falta de clientela, ou os clientes deixaram de frequentar o local por conta do número cada vez maior de lojas fechadas?

Seja qual for o real motivo, o certo é que se não fechar em definitivo aos domingos, o Mercadão precisará passar por uma ampla revitalização, que terá de ser discutida em conjunto por autoridades municipais e comerciantes. 

Há de ser feita alguma coisa para voltar a atrair os consumidores dos domingos pela manhã, como ocorria no passado.

Ficar da forma como se encontra representará, como disse o comerciante, o suicídio lento daqueles comércios que ainda se dispõem a trabalhar aos domingos, mesmo enfrentando o desânimo e os outros efeitos da ausência de boa parte dos seus próprios colegas do Mercado.

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