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Indefinição torna incerto o futuro político de Geraldo Alckmin

O PSD desistiu de esperar pela decisão do ex-governador e abandona sua nova candidatura a governador do Estado. Algo ruim para o deputado federal de Mogi, Marco Bertaiolli

Darwin ValentePublicado em 13/01/2022 às 08:12Atualizado há 8 dias
Disputa de Alckmin pelo Governo de SP era quase certa, mas ele pode buscar a vice-presidência / Divulgação - Ciete Silvério
Disputa de Alckmin pelo Governo de SP era quase certa, mas ele pode buscar a vice-presidência / Divulgação - Ciete Silvério

Volto das férias e encontro um quadro de indefinição em relação ao futuro político do ex-governador Geraldo Alckmin. Até o final do ano passado, era tida como praticamente certa a sua filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, para concorrer, mais uma vez, ao comando do governo do Estado de São Paulo. E foi quando surgiram os primeiros comentários sobre uma possível aliança com o PT para que o político valeparaibano viesse a ser o possível vice do presidenciável, Luiz Inácio Lula da Silva. 

A princípio, tudo sinalizava para uma especulação passageira, entre as muitas que surgem em tempos de noticiário fraco e que acabam ganhando manchetes e espaço nas redes sociais. Chegamos a comentar, aqui neste espaço, que tal união sinalizava como água e azeite, elementos que não costumam se misturar pelas propriedades muito particulares de cada um deles.

Pois o que parecia mero boato de campanha acabou ganhando força e, mesmo diante das evasivas de ambos os lados, passou a se tornar algo factível, tratado com inesperada seriedade pelos veículos de imprensa e também pelos próprios políticos que gravitam em torno da sucessão presidencial brasileira.

O assunto atingiu um patamar tão elevado de veracidade a ponto de levar o experiente Gilberto Kassab a anunciar a desistência do PSD de ter Geraldo Alckmin como seu candidato a governador do Estado nas eleições deste final do ano. Uma decisão que só veio confirmar a aproximação cada dia maior entre Alckmin e o pré-candidato Lula. 

Mas, apesar de tudo isso, não existe nenhuma confirmação de ambos sobre a concretização de tal aliança. Parte do PT não aceita Alckmin como vice de Lula, enquanto muitos aliados do ex-governador também não conseguem acreditar que tal pacto esteja se viabilizando.

Isso significa que há mais contras do que prós para a efetivação da aliança, o que pode acabar deixando Alckmin longo do PT e de partidos, como o PSD, que poderiam dar o devido suporte à sua virtual candidatura ao governo paulista.

Ruim para Alckmin; ruim também para o deputado federal mogiano Marco Bertaiolli (PSD), que já se aprontava para surfar na onda de uma campanha ao lado de seu amigo pessoal, pedindo votos por todo o Estado. Seria algo positivo para as campanhas de ambos, se a aproximação com o partido de Kassab tivesse se confirmado. 

Mais que isso, com Alckmin e Bertaiolli eleitos - e suas chances são inequívocas - estaria aberto o caminho para que o ex-prefeito fosse chamado e se licenciasse da Câmara para assumir alguma importante Secretaria de Estado, algo que o mogiano certamente não rejeitaria.

A indefinição em torno da candidatura de Alckmin (a governador ou vice-presidente?) mostra que, na verdade, tal situação não é boa para ele e seus correligionários. Afinal, a eleição está cada dia mais próxima e os futuros candidatos não podem mais perder tempo. Experiente, Geraldo Alckmin sabe disso...

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