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Indefinição da Artesp causa preocupação ao prefeito Caio Cunha

Prefeito de Mogi está cético em relação a uma possível mudança de planos do governo estadual que retiraria o pedágio da Mogi-Dutra do plano de concessão

Darwin ValentePublicado em 11/10/2021 às 17:54Atualizado há 16 dias
Eisner Soares
Eisner Soares

O prefeito Caio Cunha (PODE) não esconde a sua preocupação diante da indefinição da Agência de Trasportes do Estado de São Paulo (Artesp) em relação à publicação de um novo edital relativo ao projeto de concessão das rodovias Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga e Padre Manoel da Nóbrega. 

A  medida passou a ser prometida pela agência depois que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou alterações no primeiro edital em razão de reclamações apresentadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.

O temor do prefeito, revelado por ele à coluna, na semana passada, está relacionado à aproximação do período eleitoral. Caio acha que, passadas as eleições que envolvem diretamente o governador João Doria e seu vice, Rodrigo Garcia, ambos do PSDB, não haveria maiores riscos ou obstáculos para que o governo venha a colocar em prática o seu projeto de concessão rodoviária, que inclui a instalação de cinco pedágios, um deles na ligação Mogi-Dutra, que a cidade vem combatendo desde o seu primeiro anúncio.

Quem visita o site oficial da Artesp é surpreendido, logo na home page, com um pop-up que salta à vista do internauta, com um aviso de que as mudanças no edital para atender às exigências do TCE-SP estão sendo providenciadas para que a concorrência pública possa ter continuidade. 

Acontece que este aviso por lá se encontra há  mais de um mês, sem que o novo edital seja anunciado.

O silêncio da Artesp preocupa a todos os mogianos que estão na luta contra o pedágio na Mogi-Dutra. E as expectativas tanto giram em torno de um novo documento que mantenha a proposta do posto de cobrança naquela rodovia, como há esperança de que a nova peça contenha alterações  para exclusão daquele pedágio dos planos do governo. 

É o que os mogianos esperam e torcem para que aconteça. 

Caio Cunha demonstra ceticismo em relação a esta segunda hipótese. Não acredita que ela venha a ocorrer, apesar dos rumores dando conta de que o atual governo estaria estudando uma saída honrosa para retirar o pedágio da Mogi-Dutra de seu projeto.

Por achar que o governo não abrirá mão de tamanha fonte de renda é que Caio Cunha garante já estar com o seu setor jurídico pronto para contestar novamente a licitação, caso o governo insista em cobrar pelo uso da Mogi-Dutra.

De um ou outro modo, o certo é que todos estão de olho, aguardando a próxima cartada de João Doria e seus secretários. E torcendo para que o governo resolva abrir mão do pedágio e atender ao apelo de mais de um 1 milhão de moradores da região do Alto Tietê, em especial os de Mogi das Cruzes. 

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