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Geraldo Alckmin revela o desespero de um prefeito

Grande contador de causos, o ex-governador lembra quando foi procurado por um político apavorado, que pedia sua ajuda para cumprir as promessas que conseguiria realizar

Darwin Valente
14/01/2022 às 13:38.
Atualizado em 16/01/2022 às 12:09

Governador Geraldo Alckmin é um exímio contador das histórias que ele colecionou durante suas andanças como político por todo o interior de São Paulo, convivendo com prefeitos, vereadores e outros (Arquivo O Diário)

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Geraldo Alckmin revela o desespero de um prefeito

Grande contador de causos, o ex-governador lembra quando foi procurado por um político apavorado, que pedia sua ajuda para cumprir as promessas que conseguiria realizar

Darwin Valente
14/01/2022 às 13:38.
Atualizado em 16/01/2022 às 12:09

Governador Geraldo Alckmin é um exímio contador das histórias que ele colecionou durante suas andanças como político por todo o interior de São Paulo, convivendo com prefeitos, vereadores e outros (Arquivo O Diário)


História de Geraldo Alckmin contada a Gaudêncio Torquato:  
Um prefeito paulista chega ao governador, e expressa sua desolação: “Governador, pelo amor de Deus, me ajude, me ajude, me socorra! Estou perdido!”
E Alckmin: 
“Por que tanta aflição, prefeito, afinal você está apenas no meio do mandato. Há dois anos, ainda, pela frente". 
E o prefeito, cochichando no ouvido do governador, em tom de confessionário, conta o motivo do desespero: 
“Governador, eu exagerei. Prometi demais, governador. Muito mais do que podia cumprir. E hoje, estou apertado por todos os lados. Não tenho condição de pleitear um novo mandato. Me ajude, governador, me socorra!”
Alckmin abriu os braços, balançou a cabeça em sinal de dúvida, mas não teve coragem para dizer: “quem pariu Mateus que o embale”. 
Preferiu abrir uma boa gargalhada. 

Sinais dos novos tempos
Mais uma do consultor político Gaudêncio Torquato, contada em sua coluna “Porandubas Políticas”.
 Uma vinda la do Ceará, de tantas boas histórias:
"É o diabo, o mundo endoidou", exclamava Maneco Faustino nas ruas de Limoeiro/CE. 
E completava:
“Veja vosmicê: tá se vendo estrela a mei dia; já hai galinha com chifre; cangaceiro dá esmola pra fazer igreja; já apareceu bode que dá leite; chove no Ceará em agosto. E até muié já se senta em cadeira de barbeiro. Isso é ou num é o fim do mundo?”
O amigo Pedro Malagueta confirmava plenamente:
“Tá mesmo, cumpade, o mundo endoidou. Tenho três filha, duas casada e uma sorteira: as duas casada nunca tiveram menino; agora a sorteira todos os ano me dá um neto...” 

Fleury e o fio de bigode
Waldemar Costa Filho, o prefeito de Mogi, e Fleury Filho, o governador de São Paulo, viviam  às turras, por conta da desatenção do Estado em relação à cidade. 
Depois de uma longa intermediação do amigo comum, Angelo Albiero Filho, diretor regional do Ciesp,  ficou acertado que Fleury viria ao município para anunciar uma grande obra. Waldemar montou o palanque, o governador discursou e assegurou que não haveria necessidade de assinar  qualquer convênio já que entre ele e o prefeito valia o “fio de bigode”. 
O povo aplaudiu, Fleury se foi, o tempo passou e a obra não veio. 
O prefeito se vingou. 
A cada um que lhe indagava sobre a promessa, ele respondia: “Fleury me disse que valia o fio do bigode, mas só depois eu pude notar que ele nunca teve barba  e nem usava bigode. Era tudo mentira”. 

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