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Geraldo Alckmin conta histórias da política e dá lição sobre fotos de campanhas

Frequentador habitual das padarias e adepto dos cafezinhos, o ex-governador é um exímio contador de "causos" como os que são mostrados pela coluna

Darwin ValentePublicado em 09/10/2021 às 14:00Atualizado há 18 dias
Arquivo/O Diário
Arquivo/O Diário

Com um grupo de amigos mogianos, numa conhecida padaria da cidade, Alckmin dava lições quando assunto era foto de campanha para os tradicionais santinhos. 

Ele aconselhou: 

“Foto boa é aquela em que você fica bonito... e parecido”. 

E para arrematar,lembrou-se de uma sessão de fotos com o conhecido Bob Wolfenson, famoso por retratar celebridades, as maravilhosas mulheres das inesquecíveis capas de revistas masculinas, que hoje não mais existem. 

Já fazendo referências elogiosas ao trabalho do fotógrafo, Alckmin  o alertou sobre eventuais olheiras, pois havia participado de um debate na noite anterior e dormido pouco. 

E Wolfenson: 

“Governador, tenho uma boa e uma má notícia. A boa é que as olheiras a gente retoca no fotoshop e resolve o problema. A má: não existem as tais mulheres maravilhosas. São todas produtos deste mesmo fotoshop”. 

Os interlocutores riram amarelo, um tanto decepcionados com o que acabavam de ouvir.

O desmaio da atriz

A história seguinte também foi contada por Geraldo Alckmin, numa de suas visitas a Mogi.

Recém-chegada à Assembleia, a atriz Ruth Escobar foi protagonista de várias polêmicas, a mais famosa delas com o truculento coronel Erasmo Dias, também deputado. 

Os dois trocavam pesados insultos, até que Ruth decidiu ir à tribuna para o último e decisivo pronunciamento contra o desafeto. 

À medida que ia lendo o discurso, recheado de impropérios, aparentava ansiedade e nervosismo cada vez maiores. 

Ao terminar o discurso, no ápice dos xingamentos, Ruth desmaiou. 

O corre-corre foi enorme. 

E enquanto médicos, como o próprio Alckmin, acudiam a colega, ainda no chão, alguém cuidava de recolher as folhas do discurso, espalhadas pelo plenário. 

Foi então que um observador atento notou que, ao final do texto, vinha o aviso: “Desmaiar”. 

A atriz cumprira à risca o recomendado.

Olha pra frente, Juarez!

Outra de Geraldo Alckmin. 

Um velho amigo do Vale do Paraíba muito relutou, mas acabou  convencido pela esposa a viajar de avião, pela primeira vez. 

A cada informação dada pela aeromoça, nos procedimentos da viagem, ele reclamava e ameaçava descer. 

O voo correu sob protestos  intermináveis aos ouvidos da mulher, que tentava, de todos os modos, acalmar o marido. 

A viagem já se aproximava do fim quando o piloto tentou mostrar gentileza e, ao microfone, avisou:

“Senhoras e senhores, aqui é o comandante Juarez. Estamos chegando ao nosso destino. Se vocês olharem à sua direita verão a cidade; um pouco mais adiante, a serra e a praia”, dizia ele, quando o matuto não se conteve e, aos gritos, interrompeu: 

“Juarez, Juarez, fica quieto e olha pra  frente, senão você não desce esse trem!”

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