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Entenda o discurso de Valdemar na entrevista após segundo turno

O presidente do PL prometeu fazer oposição ao governo Lula (PT). Mas há dúvidas até aonde esta “oposição” poderá realmente chegar

Darwin Valente
10/11/2022 às 07:11.
Atualizado em 10/11/2022 às 07:13

Valdemar Costa Neto concedeu entrevista para dizer que seu partido fará oposição ao governo Lula e que Jair Bolsonaro será o presidente de honra do PL (Reprodução - PL)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, concedeu entrevista coletiva, em Brasília, para dizer que o partido do presidente Jair Bolsonaro irá fazer oposição ao governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Aproveitou para informar que Bolsonaro ocupará o cargo de presidente de honra do partido e que deverá percorrer o País fazendo política e buscando novos filiados para a agremiação, antes de ser novamente candidato do PL a presidente da República, em 2026, daqui a quatro anos, portanto.

A posição do presidente liberal, no entanto, precisa ser melhor avaliada, tanto à luz da entrevista, como de alguns fatos mais recentes.

Em primeiro lugar, a atitude oficial do partido não poderia ser outra. Surpresa seria se ocorresse o contrário.

Mas até aonde irá realmente esta oposição é algo que terá de ser avaliado a partir das primeiras medidas que o futuro presidente irá tomar, ainda na fase de transição, já iniciada sob a batuta do moderado Geraldo Alckmin, um amigo de Valdemar.

O discurso “oposicionista” do presidente liberal, na entrevista, tecendo loas a Bolsonaro, ficou evidente como um instrumento para aplacar a sanha beligerante de bolsonaristas mais radicais do partido, alguns deles, inclusive, presentes à coletiva.

Afinal, dos 99 deputados eleitos pelo PL, que representarão a maioria na Câmara durante a próxima legislatura, segundo avaliações mais recentes, 45 estão fechados com Bolsonaro e 54 mais próximos da política de composição do Centrão, que é também a de Valdemar.

Na entrevista, nem mesmo quando acossado por questões, digamos, mais capciosas, Valdemar deixou de ser o moderado governista que sempre tem sido, desde os seus derradeiros confrontos com o ex-ministro Sérgio Motta, no governo de FHC, e depois com Roberto Jeferson, na época do mensalão, em que ele não se saiu tão bem assim.

Mas, ao mesmo tempo, conseguiu agradar e até arrancar aplausos de alguns radicais, quando defendeu o direito de manifestação dos bolsonaristas (embora fazendo restrições em favor da legalidade), ou ao dizer que o partido terá, obrigatoriamente, em razão de sua maioria, que eleger o futuro presidente do Senado, algo que os adeptos do presidente vêem como primeiro passo para tentar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF e TSE.

Valdemar utilizou um inquestionável jogo de cintura para demonstrar grande apreço pelo presidente Bolsonaro e, ao mesmo tempo, evitar posições de confronto, tanto em relação ao Judiciário quanto ao novo governo.

No máximo, ousou dizer que Lula não precisaria de PEC para pagar o auxílio de R$ 600 a partir de janeiro, já que dispõe de outras fontes de recursos.

O presidente liberal buscou empurrar para o início das atividades do futuro Congresso e do novo presidente inúmeras questões que lhe foram apresentadas, como se desejasse dar tempo ao tempo e, com isso, não se posicionar no atual momento, que ainda se vivem os impactos dos resultados das urnas no segundo turno.

Com isso, Valdemar busca evitar confrontos internos antecipados, especialmente com Bolsonaro ainda no poder.

Em 2023, serão outros tempos e até lá, o hábil político saberá exatamente qual será o real poder de fogo de seu partido. E, mais que isso, o seu próprio poderio dentro do PL.

De resto, sobrou a volta de Valdemar aos holofotes e microfones da mídia nacional, algo que não acontecia havia alguns bons anos. Assim como na mídia regional.

 Al Jazeera em Mogi

Por conta da Copa do Mundo, uma equipe da Al Jazeera, uma das mais importantes emissoras de televisão do Oriente Médio, está em Mogi, buscando informações sobre os primeiros anos do craque Neymar, em sua terra natal. 

Os repórteres da emissora estatal, com sede em Doha, no Catar, irão visitar a Santa Casa de Misericórdia, onde o jogador nasceu, e conversar também com pessoas que tiveram contato com Neymar pai, durante os tempos em que ele jogou no União FC de Mogi.

Certamente também irão visitar o prédio do bairro do Rodeio, onde a Neymar Jr. e sua família viveram por algum tempo, até a ocorrência de um acidente que afastou o pai dos campos de futebol.

 Depois disso, a família mudou-se para a Baixada Santista, onde o menino começou jogando futsal, até chegar ao Santos FC, que lhe abriu caminho para a fama, Seleção Brasileira, Barcelona (Espanha) e, atualmente, Paris Saint-Germain (PSG), na França.

 Movimento

Conforme esta coluna já havia antecipado, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) deu início, nesta terça-feira (8), a um movimento de mobilização geral para tentar aprovar o projeto de lei da Câmara (PLP) 108/2021, que atualiza o limite do faturamento das micro e pequenas empresas, do microempreendedor individual e das empresas de pequeno porte, para que possa vigorar o mais rapidamente possível.

Segundo o parlamentar, o limite está desatualizado desde 2006. 

“São mais de 15 anos e muita coisa mudou ao longo deste tempo”, afirmou Bertaiolli, que coordena a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), que articulou evento realizado na Câmara com a participação de deputados, senadores, membros de frentes parlamentares do Congresso, além de entidades de classe de vários pontos do País.

 Lucro com...

A Movida, empresa de aluguel de carros, que integra o Grupo Simpar (antigo Julio Simões), com sede em Mogi das Cruzes, alcançou uma receita líquida de R$ 2,6 bilhões, no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 66,1% em relação a igual período do ano passado. O Ebitda (indicador financeiro que demonstra o lucro da empresa antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) bateu recorde no trimestre, alcançando R$ 925,3 milhões, 51% maior do que o registrado no terceiro trimestre de 2021.

 ...aluguel e vendas

A frota da empresa chegou a 213 mil carros, com crescimento de 26,4% em relação ao 3T21. No segmento de seminovos, o período registrou o maior volume de vendas em um trimestre: 20.023 carros vendidos.

Renato Franklin, CEO da Movida garante: “Seguimos firmes na execução de nosso plano estratégico, que nos levou a conquistar 2 milhões de novos clientes, a dobrar a frota, crescendo 104 mil carros desde o terceiro trimestre de 2020; e a superar a marca de R$ 10 bilhões em receita líquida anualizada, dado histórico na companhia”.

 Na Flip

O escritor de Mogi das Cruzes, Paulo Costa Junior, o Paulito, irá apresentar o seu segundo livro, Alma Indômita, durante a 20ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 23 e 27 próximos. 

A obra foi reeditada pela editora Autografia, do Rio de Janeiro, ganhou capa e formato novos, mas a história de um homem que não aceita a vida rotineira e busca algo que nem ele sabe o que é, persiste, intrigante. 

Segundo a assessoria do escritor, trata-se de um andarilho solitário e aventureiro, “capaz de fazer o leitor se emocionar, se revoltar, sofrer, torcer, julgar, mas nunca ficar indiferente”. 

Quem desejar encontrar o autor em Paraty, basta procurar a Casa Autografia, na rua Dr. Samuel Costa, 12, durante todos os dias da feira. O lançamento oficial do livro será na sexta-feira (25), às 14 horas

 Voto de pesar

A Câmara de Mogi aprovou voto de pesar pela morte do empresário Luiz Antonio Longato, que faleceu no último sábado (4), aos 74 anos, em razão de um derrame seguido de enfarte. A iniciativa foi do vereador Maurinho do Despachante (PSDB).

Longato era filho do imigrante italiano Olivo Benedito Longato e de Joana Maria Longato, formou-se na Universidade Braz Cubas e deixou a mulher, Terezinha, os filhos Maria Claudia, Ana Lúcia e Heitor Luiz e sete netos. 

Ficou conhecido por sua atuação à frente da Mecânica Longato, localizada na Vila Rubens, fundada em 1972 ,e por ser de fundador e ex-presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas Industriais de Mogi (Arpemei).

  

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