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HISTÓRIAS DE MOGI

Em 1982, festa da vitória do prefeito de Mogi influenciou a eleição de vereadores

A comemoração da vitória do prefeito Antônio Carlos Machado Teixeira afetou a vigilância dos fiscais que acompanham a apuração no Clube Náutico

Darwin Valente
14/11/2022 às 11:13.
Atualizado em 14/11/2022 às 11:45

Antonio Carlos Machado Teixeira foi eleito prefeito de Mogi das Cruzes em 1982 (Arquivo O Diário)

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HISTÓRIAS DE MOGI

Em 1982, festa da vitória do prefeito de Mogi influenciou a eleição de vereadores

A comemoração da vitória do prefeito Antônio Carlos Machado Teixeira afetou a vigilância dos fiscais que acompanham a apuração no Clube Náutico

Darwin Valente
14/11/2022 às 11:13.
Atualizado em 14/11/2022 às 11:45

Antonio Carlos Machado Teixeira foi eleito prefeito de Mogi das Cruzes em 1982 (Arquivo O Diário)

Nas eleições de 1982, os votos ainda eram contados a mão, um a um, verdadeiro sacrifício para apuradores, juízes eleitorais e fiscais partidários, que tinham de ficar de olho para que uma cédula em branco não se transformasse em voto para algum candidato amigo do escrutinador. Foram dias e dias de apurações, no Náutico, até que a contagem de votos para prefeito, mais rápida que a de vereador, indicou a vitória do candidato Machado Teixeira.

Foi uma festa dos oposicionistas  que saíram num trenzinho para comemorar a vitória. A festa desguarneceu a vigilância dos fiscais. O suficiente para que alguns candidatos a vereador, derrotados assumidos, dessem a  “volta por cima”, nas últimas urnas, elegendo-se como só eles sabiam, mas jamais contavam.

Waldemar x Padre Herval

Mesmo com o advento do voto de legenda, o governista Waldemar Costa Filho disputava sozinho a Prefeitura de Mogi, em 1976, contra três oposicionistas: Rubens Magalhães, Padre Herval Brasil e Américo Kimura. O padre morava na rua Coronel Souza Franco, quase defronte à casa de Waldemar, onde hoje é a sede do PL. Todo dia, pela manhã, fazia questão de esperar o adversário sair para, da varanda,  mostrar-lhe o polegar virado pra baixo, sinal de negativo, uma provocação ao arenista que usava justamente o positivo como símbolo de sua campanha. Foi assim, um dois, três dias, uma semana. Numa segunda-feira, de humor alterado, Waldemar estava saindo de casa e  lá estava o padre fazendo o seu sinal característico.  Ele não conversou: “Quer saber de uma coisa, padre? Vá tomar no c*. O senhor e esse seu dedo”. Foi a derradeira  aparição de Herval.

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