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Eleição da Mesa Diretora já movimenta a Câmara de Mogi

Sem a presença de antigas lideranças que controlavam o processo eleitoral, um número exagerado de candidatos já se apresenta para concorrer ao cargo de presidente do Legislativo

DARWIN VALENTEPublicado em 21/07/2021 às 18:10Atualizado há 7 dias
Foto: Arquivo O Diário
Foto: Arquivo O Diário

A cinco meses das futuras eleições para a Mesa da Câmara, já se pode notar um intenso movimento de virtuais candidatos ao lugar hoje ocupado pelo presidente Otto Flôres de Rezende (PSD).

Resultado da falta de antigas lideranças internas que controlavam o processo eleitoral, pelo menos nove nomes  despontam como candidatos: o próprio Otto, mais Marcos Furlan (DEM), Fernanda Moreno (MDB), Francimário Farofa (PL), Clodoaldo de Moraes (PL), Edson Santos (PSD),  Pedro Komura (PSDB), Iduigues Martins (PT) e Mauro Margarido (PSDB). 

Todos dispostos a enfrentar a linha duríssima de fiscalização imposta sobre as Câmaras pelo atual Tribunal de Contas do Estado (TCE), que já deixou alguns antigos vereadores inelegíveis.

Um ou dois anos?

Há uma dúvida persistindo sobre o tempo de mandato do futuro presidente da Câmara de Mogi.

Durante alterações realizadas recentemente no Regimento Interno do Legislativo foi aprovado o mandato de dois anos para quem vier a assumir a presidência, a partir do próximo ano. 

Nos meios jurídicos, no entanto, há quem diga que para ser válida, tal alteração teria de constar também da Lei Orgânica do Município. 

Acontece que para isso, a decisão deveria ter sido votada pelos vereadores, o que não aconteceu. Portanto, prevê-se  até mesmo uma questão de ordem jurídica antecedendo a futura campanha  para a Mesa Diretora. 

Afinal, quem vencer a disputa, que promete ser bastante acirrada, ficará um ou dois anos no cargo?

Partidos e fundo eleitoral

O deputado federal, Marco Bertaiolli (PSD), não gostou nem um pouco de ser questionado por uma ouvinte da Rádio Metropolitana sobre o fato de haver votado favoravelmente ao aumento no fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, que  veio embutido no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviado à Câmara pelo Governo Federal. 

O deputado disse que quando tiver de votar o assunto,  de maneira específica,  vai se posicionar contra o fundo público. 

Bertaiolli defende a volta do financiamento privado para as campanhas, sem o pagamento direto aos políticos, mas aos partidos, que ficariam encarregados de administrar a distribuição dos recursos diretamente  aos seus integrantes. 

Na opinião dele, tal intermediação reduziria o comprometimento do político com suas fontes de recursos. Há controvérsias.

Vírus da reeleição

O prefeito Caio Cunha (PODE) falou pela primeira vez em reeleição numa live do jornal O Novo, nesta semana. Questionado pela repórter sobre o seu futuro na política, o prefeito mogiano descartou totalmente qualquer hipótese de vir a se candidatar a deputado nas eleições do próximo ano. E foi então que ele tocou no perigoso assunto:

"Fui eleito para ser prefeito de Mogi. E continuarei sendo, pelo menos por quatro anos, e se for da vontade de Deus e do povo, e se for consequência de um bom trabalho, oito anos. Mas nosso foco está mesmo nesses quatro anos. Eu estou focado na cidade", garantiu Caio.

Balanço

Ao realizar um balanço de seis meses do atual mandato, o prefeito Caio Cunha, falou em uma economia de R$ 26 milhões, resultante de cortes de despesas e anunciou também uma solução alternativa - e possivelmente definitiva - para a rotatória Kazuo Kimura (também conhecida como rotatória do Habib's) e seus  oito semáforos.

Caio também disse estar empenhado em levar água até grandes estruturas de reservatórios que foram construídos na cidade para melhorar o abastecimento dos bairros, mas que até agora, "não receberam um pingo sequer" do líquido. Segundo o prefeito, para que as obras aparecessem aos olhos da comunidade, inverteu-se o sistema de implantação:primeiro foram instalados os reservatórios, sem que houvesse levado a água até eles.

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