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Costa Neto corre atrás de mais dois senadores para a bancada

Eleita com mais de 820 mil votos, a ex-ministra Tereza Cristina (PP) está na mira do presidente do PL para aumentar a bancada no Senado

Darwin Valente
14/10/2022 às 07:07.
Atualizado em 14/10/2022 às 21:07

Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, articula nos bastidores o ingresso de novos senadores para aumentar ainda mais a bancada já majoritária no Senado Federal (Foto: arquivo)

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, vem demonstrando que deseja aproveitar ao máximo o atual momento de muito prestígio de seu partido para fortalecer ainda mais a composição liberal junto ao Congresso Nacional.

Não bastasse contar com ampla maioria de deputados e senadores junto à Câmara Federal e Senado, o presidente quer avançar ainda mais no poder de fogo político-eleitoral de suas bancadas.

Isso tanto pode garantir amplas condições de governabilidade, se Bolsonaro vencer o segundo turno; como lhe dar um poder ainda maior de negociação, caso tenha de conviver com Lula (PT) num futuro governo.  

Por isso mesmo, informações vindas de Brasília dão conta de que Costa Neto está tentando filiar ao PL mais dois senadores, que demonstraram ser bons de votos nas eleições passadas.

Na mira do presidente do PL está, inicialmente, a ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Tereza Cristina, eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul pelo PP, com 829.149 votos. Com forte penetração junto a lideranças do agronegócio na região Centro-Oeste do País, pelo trabalho realizado junto ao Ministério da Agricultura, Tereza chegará ao Senado conduzida por uma expressiva votação e pela aceitação de seu trabalho por um setor de vital importância para a economia do País.

 Ela, no entanto, já teria deixado escapar sinais de insatisfação com a possível fusão de seu partido com o União Brasil, como tem se comentado.

Não é à-toa, portanto, que cresceram os olhos e o interesse político-partidário de Costa Neto em torno dela. As negociações caminham e podem chegar a bom termo, segundo observadores dos bastidores do Congresso, em Brasília.

Já o segundo nome sondado pelo presidente liberal é mantido em sigilo por integrantes do partido, sob alegação de que a divulgação pode criar dificuldades nas negociações, também em andamento.

Atualmente, o PL conseguiu conquistar a maior bancada do Senado a partir de 2023. Serão 15 senadores, oito deles eleitos na eleição passada. Com isso, o partido fica à frente das principais bancadas, como PSD (11), União Brasil (10), e MDB e PT (cadeiras cada).

E é claro que as atenções do presidente do PL se voltam também para a Câmara, onde seu partido conquistou 99 vagas, bem adiante do PT (68), União Brasil (59), PP (47) e MDB (42).

Controlador interno

Sob a alegação de estar atendendo a uma exigência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP),  a  Mesa Diretora da Câmara de Mogi apresentou projeto de resolução propondo a criação do cargo de controlador interno da Casa, a ser exercido por servidor efetivo e estável a ser nomeado pelo presidente Marcos Furlan (PODE).

Ao futuro controlador caberão verdadeiros superpoderes. Entre outras atribuições, ele terá de planejar, coordenar e dirigir as atividades de controle interno, observando e fazendo observar o cumprimento da legislação e normas técnicas, propor a criação de atos normativos, verificar legalidade e legitimidade de atos de gestão.

Salários

Entre suas funções, está a de examinar os gastos com a folha de pagamento e verificar o cumprimento dos limites legais com pessoal e total do Legislativo.

A propósito, um estudo da própria Câmara indica que a criação da "função de confiança" de controlador interno irá resultar, a princípio, num gasto estimado de R$ 21.718,82 até o término do exercício 2022, e de R$ 56.061,71 e R$ 57.743,56 respectivamente nos exercícios 2023 e 2024.

Mas não haverá problemas: segundo a tesoureira Maria Valéria Andari Sabino, tudo isso “atende ao exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não ultrapassando os 70% de gasto com pessoal, conforme prelecionado em Lei.”

Desembargador

Vale o registro: O desembargador aposentado, José Santana, ex-vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que faleceu no último dia 4, já havia atuado como juiz na região do Alto Tietê. Depois de haver ingressado na Magistratura em 1969, ele atuou em Santo André e Pederneiras, antes Poá e Mogi das Cruzes, de onde seguiu para São Paulo.Tornou-se juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo em 1985 e aposentou-se em dezembro de 2001.

Viagens

A Câmara de Mogi está contratando uma empresa especializada para “fornecimento de passagens aéreas, hospedagem e traslados”. O processo de licitação na modalidade pregão se encerra no dia 25 de outubro, às 9h30. Questionada sobre quem iria viajar, a assessoria informou que se trata de um procedimento convencional para o caso de alguma necessidade. “No momento, não há previsão de viagens”, informa a assessoria.

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