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Bispo de Mogi será porta-voz de brasileiros no encontro com papa Francisco, em Roma

Visita Ad Limina Apostolorum acontece na próxima semana, no Vaticano, e será uma reunião de prestação de contas dos bispos de São Paulo com a principal autoridade mundial da Igreja Católica.

Darwin Valente
16/09/2022 às 07:06.
Atualizado em 16/09/2022 às 18:18

Bispo de Mogi, dom Pedro Luiz Stringhini, viaja nesta sexta-feira (16) para Roma, onde terá um encontro com o papa Francisco , no final da próxima semana (Foto: arquivo)

O bispo diocesano de Mogi das Cruzes e presidente da Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Luiz Stringhini, será o porta-voz dos representantes das 42 dioceses do Estado de São Paulo que estarão em Roma para participar, a partir da próxima semana, da Visita Ad Limina Apostolorum, um encontro periódico com o papa Francisco para uma espécie de confraternização e prestação de contas à maior autoridade do comando da Igreja Católica em todo o mundo.

Durante a saudação ao papa Francisco, dom Pedro Stringhini deverá apresentar as três províncias formadas pelas dioceses de Aparecida, São Paulo e Sorocaba, das quais ele faz parte, cujos representantes estarão presentes ao encontro.

Em seguida, o religioso deverá agradecer ao papa “por tudo que ele tem nos ensinado, por meio de seus escritos, pronunciamentos e ações tomadas à frente da Igreja Católica, que ele tão bem governa”.

Por fim, dom Pedro pretende expor ao pontífice os muitos problemas que vêm sendo enfrentados por religiosos da Congregação Fraternidade dos Pobres de Jesus, originários de São Paulo, que participam de uma missão junto à Diocese de Pemba, localizada na região de Cabo Delgado, em Moçambique, na África. Além de fome, miséria, distâncias e da precariedade econômica e de recursos daquela região, os religiosos paulistas têm sido alvos de constantes ataques de grupos radicais muçulmanos, ligados possivelmente, segundo o bispo, ao Estado Islâmico.

“Esses grupos têm causado muito sofrimento aos missionários que, por mais de uma vez, já tiveram que deixar os lugares onde estavam vivendo, auxiliando o povo e construindo igrejas, em razão dos ataques que têm deixado muita gente morta”, diz dom Pedro, que promete mencionar isso ao papa, solicitando “que ele continue chamando a atenção do mundo, como já fez outras vezes,para o sofrimento da África”.

O bispo dom Pedro Luiz Strighini viaja para Roma nesta sexta-feira (16). Chega à Itália no sábado (17) e, na segunda-feira (19) inicia a participação na Visita Ad Limina, ao lado de um grupo formado por 60 bispos do Estado de São Paulo. Devido ao grande número de representantes, a comitiva paulista foi dividida em dois grupos. O primeiro, do qual dom Pedro faz parte, será formado por representantes das províncias de Aparecida, São Paulo e Sorocaba. As outras três, com representantes de Ribeirão Preto, Campinas e Botucatu, farão a visita na próxima semana. Ao todo, 42 dioceses da Regional Sul da CNBB estarão representadas no Vaticano.

“Como o episcopado do Brasil é muito grande, cada uma das 18 regionais realiza a visita em datas diferentes.

A visita de dom Pedro e seu grupo inclui a realização de missas, em português, em cada uma das grandes basílicas de Roma, a começar pela de São Pedro, antecedendo à de São João Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo Fora dos Muros, entre outras.

Também serão feitas visitas aos Dicastérios, que são congregações voltadas para assuntos específicos, como educação, clero, vidas consagradas e leigos, entre muitas outras.

O encontro com o papa acontecerá somente na próxima sexta-feira (23), última etapa da visita. “Esses encontros servem para mostrar a unidade dos bispos do mundo inteiro com o papa, uma espécie de intercâmbio, quase uma prestação de contas, já que os relatórios das dioceses são feitos e enviados antecipadamente para o Vaticano”, diz dom Pedro Stringhini, que já está pronto para responder qualquer possível questionamento do papa Francisco sobre as futuras eleições no Brasil:

“Sobre perfil dos candidatos, certamente não abordaremos com o papa. Caso ele indague, direi que os bispos esperam que as eleições transcorram em paz, mesmo que, infelizmente, atos de violência tenham acontecido, que os resultados sejam reconhecidos e que a democracia prevaleça e se fortaleça”, garantiu dom Pedro.

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