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Bertaiolli deixa o baixo clero ao assumir Comissão de Finanças da Câmara Federal

Presidência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados dará uma visibilidade ainda maior ao trabalho do parlamentar de Mogi das Cruzes

DARWIN VALENTE
03/05/2022 às 06:02.
Atualizado em 03/05/2022 às 06:02

Deputado Marco Bertaiolli assume a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e se afasta de vez do chamado baixo clero do Legislativo Federal (Arquivo O Diário)

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Bertaiolli deixa o baixo clero ao assumir Comissão de Finanças da Câmara Federal

Presidência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados dará uma visibilidade ainda maior ao trabalho do parlamentar de Mogi das Cruzes

DARWIN VALENTE
03/05/2022 às 06:02.
Atualizado em 03/05/2022 às 06:02

Deputado Marco Bertaiolli assume a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e se afasta de vez do chamado baixo clero do Legislativo Federal (Arquivo O Diário)

Ao  assumir, na semana passada, o cargo de presidente da Comissão de Finanças e Tributação, a segunda mais importante da Câmara Federal, o deputado mogiano Marco Bertaiolli (PSD-SP) deixa o chamado baixo clero da Casa e passa a ocupar um lugar de maior destaque entre os parlamentares do Congresso Nacional.
Baixo clero é uma expressão usada para designar parlamentares com pouca expressão na Câmara dos Deputados, os quais são movidos, especialmente, por interesses provincianos ou pessoais. 
Tais deputados não possuem muita influência ou participação nas atividades políticas mais destacadas do parlamento, estando mais preocupados com aspectos relativos à sua base eleitoral, obtendo, em função disso, pouca aparição na mídia em geral.
Chegando a presidente da CFT, o  mogiano consegue uma posição que poucos atingem no decorrer da primeira legislatura.
Tal conquista, entretanto, não ocorreu por mero acaso. Bertaiolli tem trabalhado duro - e muito - para chegar a tal posição. 
Primeiramente, soube escolher corretamente  a seara onde passou a atuar na Câmara. 
Valendo-se das experiências obtidas ao longo de dois mandatos como prefeito de Mogi das Cruzes e nos cargos de vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), optou por assumir a defesa das micro, pequenas e médias empresas, setor de grande representatividade em termos numéricos  e de elevado peso na economia nacional.
E foi assim que ele obteve um grande destaque ao atuar como relator da Lei 14.195/2021, mais conhecida como a Lei do Ambiente de Negócios. Isso o levou a contatos pessoais com dirigentes  de bancos e outras instituições financeiras, grandes conglomerados econômicos, chegando até aos dirigentes do Banco Mundial, sem contar o Ministério da Economia
O resultado da relatoria foi elogiado até mesmo pelo presidente da Câmara, o que o acabou conduzindo para o cargo de presidente da Frente Parlamentar do Empreendedor, que reúne políticos e empresários. Ficou ainda mais conhecido no meio
Tudo isso somado à natural desenvoltura ao discursar, clareza de raciocínio (coisa rara entre a maioria dos deputados) e algum conhecimento em finanças e tributação,  acabou resultando em sua chegada à presidência da Comissão da CFT, que terá pela frente debates dos mais importantes, quando chegarem ao plenário da Câmara, por exemplo, os projetos de reformas tributária e fiscal.
Embora conquistando projeção pessoal dentro da Câmara, o deputado não pode descuidar de suas bases eleitorais. 
Afinal é delas que virão os votos necessários para sua reeleição, permitindo a continuidade do seu trabalho no Congresso. É claro que  o novo cargo não só abre portas, como facilita a destinação de recursos, que poderão colaborar de maneira decisiva com o trabalho de “varejo” do deputado. 
Mesmo com uma campanha ela frente, Bertaiolli pode comemorar estas conquistas, decisivas também para o seu projeto político de futuro. Passos grandes foram dados no primeiro mandato, os quais poderão ser ampliados com a reeleição. Mas para isso serão necessários votos, muitos votos.

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