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INFORMAÇÃO domingo 2

Albiero usava meteorologia para traçar o perfil da pessoa no dia de sua morte

Chuva no dia ou hora do enterro era sinal positivo; sol quente demais boa coisa não era; história é usada até os dias atuais

Darwin ValentePublicado em 10/12/2021 às 16:13Atualizado há 1 mês
Arquivo O Diário
Arquivo O Diário

O ex-diretor regional do Ciesp de Mogi, Angelo Albiero Filho, tinha uma maneira muito peculiar de saber o índice de bondade das pessoas, durante a passagem dela pela terra. 

Se chovesse no dia do sepultamento, o morto, certamente, teria cumprido com louvor a sua missão pelo planeta. 

Por outro lado, a graduação dos raios solares no cemitério dava a medida exata do débito deixado pelo defunto. 

Albiero citava sempre isso quando falecia alguém do seu grupo de amigos. 

Os  mesmos que viram chover bastante antes do enterro dele próprio. E que, ainda hoje, fazem questão de lembrar da história sempre que se encontram em algum  velório, ou quando a morte de algum conhecido é anunciada para os velhos companheiros. 

A história, é claro, sempre rende boas risadas, mas há quem também quem não esconda certa preocupação com a meteorologia em relação a seu próprio futuro.

Armadilha para cães: amor

Waldemar Costa Filho era prefeito em segundo mandato, no final da década de 70, época em que as ruas de Mogi andavam atulhadas de cães vadios, ou melhor, “cães sem-teto”. 

Num encontro com jornalistas da cidade, veio a cobrança. 

E ele não se embaraçou, respondendo de pronto:

“Pois amanhã eu vou resolver isso. E já vou antecipar a vocês de que forma. Vou mandar que o chefe da Carrocinha - antigo veículo usado para apreensão de cães vadios  -  amarre uma cadela no cio   e percorra as ruas da cidade. Quando juntar um bando de cães em volta, basta tocar para o Depósito Municipal”. 

A promessa que deixou a todos perplexos pela, digamos, originalidade, jamais foi cumprida. 

O prefeito alegou que ”senhoras da sociedade mogiana”, amigas de sua esposa, ligaram para desencorajá-lo. 

E, assim, os cachorros  continuaram nas ruas. (Mas, e se isso ocorresse nos dias atuais???)

Currículo, não!!!

Nos tempos difíceis, após o golpe militar de 1964, quando se fechavam câmaras e assembleias com certa facilidade, veio uma ordem de Brasília para que todos os parlamentares fizessem uma declaração de bens dos dez últimos anos. 

O jornalista Sebastião Nery, o “pai” do folclore político, conta que João Batista Botelho, conhecido na Assembleia de São Paulo como “João Cuiabano”, preparou seu dossiê e quando ia enviá-lo, alguém o advertiu que precisaria também dar a “eles” o seu currículo. 

Homem de poucas letras, mas decidido, o “Cuiabano” virou uma fera: 

“Isso eu não vou dar, de jeito nenhum. Só conseguirão, se passarem sobre o meu cadáver.”

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