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Ainda no papel, mudança na rotatória do Habib’s é motivo para polêmicas

Presidente da Associação de Moradores do Mogilar, José Arraes, questiona a falta de atenção com os pedestres no projeto a ser colocado em prática pela Prefeitura de Mogi

Darwin Valente
15/03/2023 às 07:10.
Atualizado em 15/03/2023 às 10:35

Ideia de alterar radicalmente a estrutura da conhecida "rotatória do Habib's" continua no papel e provocando muita polêmica em recente reunião do Conselho Municipal da Cidade (Foto: arquivo / O DIário)

Apesar de prometida para o final do primeiro ano da atual administração municipal, a modificação radical projetada para a rotatória existente junto à praça Kazuo Kimura, também conhecida como “rotatória do Habib’s”, ainda não saiu do papel, mas continua sendo motivo de discussões entre os mogianos.

A esperada solução para os eternos congestionamentos no trecho da avenida Francisco Rodrigues Filho até César de Souza, foi assunto durante recente reunião do Conselho Municipal da Cidade (ConCidade) e, a exemplo de tudo que se relaciona com o sempre complicado trânsito de Mogi, acabou gerando debates, inclusive sobre os possíveis efeitos das mudanças que estão prometidas para aquela região, no centro tradicional do  bairro do Mogilar.

Presente ao encontro, o presidente da Associação dos Moradores do Mogilar, José Arraes, entendeu que a grande preocupação do projeto serão os automóveis, tanto que até mesmo uma empresa especializada foi contratada para quantificar os carros naquela região da cidade, buscando eliminar os conflitos que provocam engarrafamentos.

Mas é justamente nesse ponto que surge outra complicação, como explica o próprio Arraes. “Além dessa alternativa, o projeto prevê utilizar algumas ruas do bairro Nova Mogilar, construir travessias no córrego Lava-Pés e alterar sentidos de mão e contramão também no bairro do Mogilar”.

Segundo Arraes, “a alternativa de desviar o intenso trânsito da avenida Francisco Rodrigues Filho  para dentro do Nova Mogilar e Mogilar, certamente prejudicará, sobremaneira, a mobilidade dos  moradores locais, das crianças e dos idosos”. Arraes lembra que do outro lado, no bairro do Mogilar,  existe um intenso fluxo de pedestres, motivado pelas estações rodoviária e ferroviária, as faculdades da UMC e Braz Cubas, dois ginásios esportivos, quatro grandes supermercados (dois Assaí, Makro e Alabarce), a feira livre de domingo, além dos shows na Avenida Cívica.

“Tudo isso, diz ele, causa um impacto muito grande aos pedestres, muito mais que dos automóveis, lembrando que no projeto não existem preocupações, com outros tipos de mobilidades, como ciclistas, caminhões e até os ônibus urbanos de transporte de trabalhadores”.

Por isso mesmo, o presidente da Associação dos Moradores do Mogilar conclui que “esse projeto não pode ser definitivo”, diz ele, que propôs outra discussãodo caso junto com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Mogi para ampliar o debate, também sob o ponto de vista dos pedestres.

Por fim, ele promete que, não havendo modificações condizentes com os interesses dos moradores dos dois bairros,  ele pretende apelar ao Ministério Público para que seja exigido um  Estudo de Impacto Sobre a Vizinhança.

 Perdendo o trem (1)

Mogi das Cruzes continua cada vez mais distante dos planos ferroviários dos governos estadual e federal para São Paulo. Depois que o trem de alta velocidade optou por parada exclusivas na Capital e São José dos Campos, no trajeto paulista da linha até o Rio de Janeiro, mais uma notícia desalentadora acaba de ser divulgada.

Em recente reunião com empresários paulistas, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) qual será o segundo trajeto do Trem InterCidades (TIC), a ser implantado no Estado.

 Perdendo o trem (2)

Depois da ligação São Paulo-Campinas, cuja concorrência poderá ser aberta no final deste mês, está prevista a implantação da linha São Paulo-Sorocaba. Só depois, então, chegará a vez da esperada São Paulo-São José dos Campos. Só que, até agora, o governo ainda não disse se os trens de passageiros passarão pelo centro de Mogi, ou se seguirão pelo ramal de Parateí, sem atender à população mogiana. Também não se viu, até agora, qualquer mobilização de representantes da cidade junto ao governo estadual para reivindicar a inclusão de Mogi na rota do TIC.

 Em obras

A CPTM divulgou nota informando que uma das escadas rolantes da estação de Suzano, da Linha 11- Coral, localizada na área livre daquele ponto, deverá permanecer desativada até a próxima sexta-feira (17). Isolada e sinalizada, a escada deverá receber serviços para garantir o seu pleno funcionamento, especialmente nos horários de grande movimento. Até a conclusão da manutenção, os passageiros poderão usar outra escada rolante e um elevador, como alternativas.

 ‘Vestição’, o retorno

Uma solenidade que não acontecia há mais de 15 anos, voltará a ocorrer, em Mogi das Cruzes, neste domingo (19), na Igreja de São Benedito, localizada no Santuário do Senhor Bom Jesus, no centro. Trata-se da cerimônia da ‘vestição’, em que os integrantes da Irmandade de São Benedito recebem a ‘opa’, ou seja, a vestimenta que caracteriza os integrantes daquele grupo religioso. Ao todo, 14 novos irmãos receberão as vestes, na cor marrom, semelhante à de São Benedito.

 Novos festeiros

Segundo o padre Marcos Sullivan, reitor do Santuário do Bom Jesus, neste domingo, a igreja viverá dois momentos especiais: durante a cerimônia da ‘vestição’, marcada para as 7h30, as vestimentas serão abençoadas e os novos irmãos serão revestidos, depois de receberem o estatuto da irmandade e fazerem o compromisso de viver de acordo com as normas daquele documento. Logo em seguida, às 10h30, haverá a apresentação dos novos festeiros de São Benedito, cujos nomes serão conhecidos pelo público somente no momento do anúncio oficial.

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