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"Aí é o governador? Pois aqui é o papa!" E o telefone é batido na cara do governador

Prefeito recém-chegado ao cargo, "Quico" desconfiava de tudo. Até mesmo de uma ligação do chefe do Executivo paulista que desejava lhe dar uma ótima notícia.

Darwin Valente
08/05/2022 às 10:17.
Atualizado em 18/05/2022 às 09:18

Geraldo Alckmin, do Vale do Paraíba, foi vítima em muitas das historias de Quico que era prefeito quando o governador ocupava o Palácio dos Bandeirantes (Arquivo - O Diário)

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"Aí é o governador? Pois aqui é o papa!" E o telefone é batido na cara do governador

Prefeito recém-chegado ao cargo, "Quico" desconfiava de tudo. Até mesmo de uma ligação do chefe do Executivo paulista que desejava lhe dar uma ótima notícia.

Darwin Valente
08/05/2022 às 10:17.
Atualizado em 18/05/2022 às 09:18

Geraldo Alckmin, do Vale do Paraíba, foi vítima em muitas das historias de Quico que era prefeito quando o governador ocupava o Palácio dos Bandeirantes (Arquivo - O Diário)

Francisco Rodrigues Corrêa, o "Quico", é pródigo em boas histórias, a maioria delas  da época em que foi prefeito de Salesópolis.

Ele ainda guarda na memória a data:18 de fevereiro de 2001. 

"Quico" estava há menos de dois meses ocupando a cadeira de prefeito da cidade onde nasce o rio Tietê, quando atendeu a um chamado no aparelho celular:

"Alô, quem é?"

E do outro lado da linha, a resposta:

"Aqui é o governador do Estado".

E "Quico", mostrando toda sua esperteza:

"Ah, é? Pois eu sou o papa".

E desligou o celular.

Só que era mesmo Geraldo Alckmin que desejava comunicá-lo sobre a decisão que elevava Salesópolis à condição de estância turística.

Até  agora, Alckmin ainda conta essa história em viagens pelo interior.

E se diverte com o prefeito que lhe bateu o telefone, solenemente.

O encontro com Clinton, no elevador de Brasília

Certa vez, em Brasília, ao ingressar num elevador do Hotel Nahum, "Quico" jura que deu de cara com Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos.

"Not speak english", avisou o prefeito, já às voltas com os seguranças , enquanto sacava seu cartão de visitas e o entregava ao americano.

Com ajuda de um tradutor presente, no melhor estilo caipira, ele entabulou uma conversa rápida com o presidente norte-americano.

A história até hoje provoca dúvidas nos interlocutores do ex-prefeito.

Mas ele garante que fez sucesso, a ponto de ser fotografado, várias vezes, ao lado de Clinton. Trouxe as fotos e as colocou num painel, em seu gabinete, para surpresa dos vereadores que o visitavam.

Todos queriam saber a origem de tais imagens.

"Fui  recebido na Casa Branca", jactava-se o prefeito, fazendo suspense.

Sorria, Serra. Você esta sendo fotografado!

Acompanhado de um grupo de políticos liderado por Barjas Negri, então prefeito de Piracicaba, lá se foi "Quico" para o seu primeiro encontro com um presidente da República. Era Fernando Henrique Cardoso.

Após as conversas e pedidos de praxe, chegou a hora das fotografias.

E foi quando chegou o ministro José Serra.

Todos sorridentes,  perfilados ao lado de FHC.

Só Serra de cara fechada, bem ao seu feitio. "Quico" não gostou daquilo.

Após a primeira foto, deixou o grupo e foi direto para o ministro da Saúde.

Estendeu-lhe a mão e disse, em tom de súplica: "Serra, vê se me ajuda, que eu estou fudido, lá em Salesópolis". 

Serra começou a rir.

E as fotos seguintes ficaram bem melhores, com o sorriso do ministro.

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