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Gravidez e Bebê

Você já levou seu bebê ao oftalmologista?

Quando levar o bebê ao oftalmologista pela primeira vez e o que observar para saber se algo está fora do comum? Especialista explica

BabyHome
31/05/2022 às 13:30.
Atualizado em 31/05/2022 às 20:36

Você já levou seu bebê ao oftalmologista? - BabyHome (shutterstock)

Caso da filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin reforça a importância de começar a cuidar dos olhos das crianças desde cedo: saiba quando levar seu bebê ao oftalmologista e a que sinais ficar atento para detectar problemas

Lua, 1 ano, foi diagnosticada com um tipo raro de câncer nos olhos, chamado retinoblastoma. Os pais, o apresentador Tiago Leifert e a jornalista Daiana Garbin pensaram mil vezes antes de levar o assunto a público, mas, mesmo um pouco receosos, decidiram fazê-lo, justamente para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce. Para isso, é fundamental que os pais levem os bebês ao oftalmologista desde cedo. Conversamos com uma especialista para entender quando e como devem ser feitas essas consultas de rotina e com o que os pais precisam se preocupar. 

Lua, filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin, foi diagnosticada com retinoblastoma: a importância de levar o bebê ao oftalmopediatra

Além de falar da importância do teste do olhinho e das consultas de rotina, a oftalmopediatra Márcia Ferrari, do H.Olhos - Hospital de Olhos, em São Paulo (SP), lista os sinais a que os adultos devem ficar atentos, porque podem indicar que algo não vai bem com a saúde do bebê. Confira!


Teste do olhinho: a primeira avaliação dos olhos do bebê

"Desde 2017, foi aprovada a lei que obriga a realização do teste do reflexo vermelho (teste do olhinho) nos recém-nascidos, em todos os hospitais e maternidades públicos e privados do país, para o rastreamento de doenças oculares", explica Márcia. O teste do olhinho deve ser realizado, de preferência, nas primeiras 48 horas de vida do bebê ou antes de ele ter alta e ser liberado para ir da maternidade para casa. 

"Durante o exame do reflexo vermelho são rastreadas doenças congênitas já presentes no nascimento. Essas doenças podem se manifestar nos primeiros meses e anos de vida da criança e  é exatamente por isso que é importante realizar o exame precocemente", complementa a especialista. Quanto antes os problemas forem detectados, maiores as chances de minimizar os danos à visão. 



Com que frequência levar o bebê ao oftalmologista?

Muitos pais deixam para começar as consultas de rotina mais tarde, muitas vezes quando a criança já está em idade escolar e tem alguma queixa, como dificuldade de enxergar a lousa ou dor de cabeça constante. Na verdade, os cuidados devem começar muito antes! "Considerando esta primeira avaliação, do teste do olhinho, os pais devem agendar a segunda avaliação aos 6 meses de vida e a terceira com 1 ano de idade, para depois manter avaliações anuais", aponta a médica.  



Os problemas mais comuns detectados nos olhos do bebê nos primeiros meses de vida

Mas o que pode acometer a visão das crianças tão cedo? Há várias possibilidades às quais os profissionais de saúde, pais e cuidadores devem ficar atentos. "Nos primeiros meses de vida podem surgir sinais de catarata congênita, glaucoma congênito, estrabismo, obstrução de via lacrimal e retinoblastoma [o câncer que afeta Lua]. Todas essas doenças podem comprometer o desenvolvimento da visão da criança e devem ser diagnosticadas o mais rápido possível para que se estabeleça um tratamento e preserve a visão em desenvolvimento", reforça Márcia.  



Sinais de que algo pode não ir bem com a visão do seu bebê

A criança com boa visão interage bem com o ambiente: busca e pega objetos de forma precisa, responde com o olhar aos comandos dos pais e caminha com segurança. Por isso, se você perceber que algo está diferente, procure uma avaliação profissional. "O comprometimento da saúde ocular também se mostra pela percepção de anormalidades como olho torto, assimetria das pálpebras, secreção ocular, olhos vermelhos e inchaços na região dos olhos. Os pais devem sempre observar o reflexo fotográfico dos olhos, que devem ser simétricos e de cor vermelho-alaranjado", diz a oftalmopediatra. 


Mas, atenção: o fato de o seu bebê apresentar um olhar vívido, não ter nenhum dos sinais citados acima e interagir bem com o meio, não quer dizer que você pode pular ou adiar as consultas de rotina com um especialista em oftalmologia pediátrica. "Algumas lesões iniciais podem ser detectadas apenas com um exame oftalmológico minucioso, realizado pelo oftalmopediatra, durante o exame de rotina", reforça Márcia.  

Algumas alterações observadas pelos pais são naturais no desenvolvimento ocular do bebê e entre elas podemos citar a incoordenação dos movimentos oculares, falso estrabismo e secreção ocular.  



Sinais que podem parecer "estranhos", mas são normais nos olhos dos bebês

Se você já ficou desesperado, respire e mantenha a calma. As consultas de rotina são importantes, mas há algumas alterações que podem parecer preocupantes, mas são normais nos olhos dos bebês. Nos primeiros meses de vida, por exemplo, os movimentos dos olhos dos bebês são descoordenados e alguns podem apresentar falso estrabismo e secreção. 

"A incoordenação dos movimentos oculares pode ocorrer de forma fisiológica até os 6 meses de vida, mas sempre deve ser avaliada porque pode ser um sinal de baixa visão", afirma a oftalmopediatra. "Atenção, apenas, para não confundir estes movimentos com o nistagmo, que é o tremor dos olhos e pode ser indicativo de baixa visão ou ter causa neurológica", alerta. 

"O falso estrabismo (também chamado de pseudoestrabismo) acontece quando a posição dos olhos parece mostrar um desvio, mas, na verdade, os olhos estão alinhados e o desenvolvimento da visão é normal. Nestes casos, não há com o que se preocupar e nada a fazer. Entretanto, é necessário confirmar com o oftalmopediatra que não se trata de um estrabismo verdadeiro", explica. 

Já a presença de secreção em pequena quantidade, sem vermelhidão e sem inchaço, também pode ser comum nos bebês e não representar nenhum tipo de problema. Segundo a médica, isso acontece porque a superfície ocular está se adaptando ao meio ambiente. "Um pequeno aumento dessa secreção pode estar associada ao aumento de secreção nasal ou obstrução congênita de via lacrimal. De qualquer forma, o melhor é consultar um oftalmopediatra para se certificar de que são alterações fisiológicas e saber como proceder nestes casos", orienta.  



As perguntas que você precisa fazer para o médico na primeira consulta do bebê no oftalmologista

"Na primeira consulta com o oftalmologista os pais devem questionar qual é a periodicidade ideal das consultas com o oftalmologista ( é o que eu chamo de puericultura oftalmológica), como fazer para estimular o desenvolvimento visual da criança e o mais importante: questionar o que deve ser observado no comportamento da criança", esclarece Márcia. 



E aí? Prontos para marcar a primeira consulta do seu filho?

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