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Primeiros meses do Bebê

Descubra soluções para possíveis problemas com amamentação

Mito do leite "fraco", pega incorreta, rachaduras, mastite, mamilos planos, ducto entupido... Veja as soluções para problemas na amamentação

BabyHome
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03/10/2022 às 07:00.
Atualizado em 01/10/2022 às 10:28

BabyHome - Descubra soluções para possíveis problemas com amamentação (Divulgação/Shutterstock)

É comum, nos primeiros dias com o bebê em casa, sentir dor nos seios e ter problemas na amamentação. Há mulheres que relatam fissuras e até sangue. Existem pomadas para aliviar a dor, que não é pouca, mas como superar se dali a duas horas é preciso amamentar de novo? Mesmo com os mamilos rachados e sangrando, o bebê pode continuar a mamar, sem nenhum risco. No entanto, é preciso considerar o conforto da mãe. Afinal, tem de ser bom para os dois, não é mesmo?

 O mito do leite fraco ou insuficiente

Um dos grandes mitos do aleitamento, e que deixa muitas mães aflitas, é a de que o bebê chora porque está com fome. Ou seja: o mito de que ela tem pouco leite e que não é suficiente para alimentar o bebê. Antes de mais nada, é preciso ter em mente que não existe pouco leite, pois as glândulas mamárias trabalham por estimulação. Isto quer dizer que a sucção do bebê mantém e regula a produção. Quanto mais ele mama, mais leite você produz.

A verdade é que o leite materno é de fácil digestão e o estômago dos bebês é muito pequeno, então, é natural que ele queira mamar muitas vezes. Além disso, o peito e esse contato pele a pele dá aconchego. Por isso, manter a livre demanda é a melhor solução. Mas, se você achar que não está com tanto leite, estimule com a bomba de extração por ao menos duas semanas. Você pode fazer isso entre uma mamada e outra.

E não acredite em quem diz que o leite materno é ralo ou fraco: ele tem todos os nutrientes de que o bebê necessita, inclusive para fortalecer a imunidade dele. O importante é esvaziar bem um seio antes de oferecer o outro, pois a composição do leite muda ao longo da mamada, ficando com mais gordura para o final.


Problemas na amamentação: ductos entupidos

Toda mãe produz leite para o bebê, mas alguns fatores podem reduzir a quantidade e, aí sim, causar problemas na amamentação. Um exemplo é ter um dos ductos (os canais por onde passam o leite) bloqueado. Ocorre quando o bebê não esvazia todo o seio na mamada. Às vezes, isso se resolve sozinho, quando a criança "desentope" o ducto ao mamar.

Esfregar uma toalha no mamilo pode ajudar a remover a "camada" de células da pele que cresceram em cima do ducto e que bloqueiam o leite.

 Ação do estresse e da ansiedade

Outra causa comum de problemas na amamentação é o estresse. Se a mãe está muito ansiosa, o cérebro libera substâncias como o cortisol que interferem na fabricação de prolactina e ocitocina, os hormônios que atuam na produção do leite. É por isso que dizem que o leite começa a ser produzido na cabeça!

Tomar bastante leite não aumenta a produção, viu? Nem beber cerveja preta, conforme algumas crenças - aliás, cuidado com a ingestão de álcool, nicotina e remédios, que podem chegar ao bebê pelo leite materno. E beba muita água, essa sim crucial para aumentar a produção.

Tente perceber o que há por trás da sua ansiedade, pedir ajuda, conversar com o obstetra, consultar um terapeuta ou buscar outra solução que seja viável para o seu caso. Inclusive, pergunte ao seu médico sobre a possibilidade de tomar algum medicamento que estimule a produção de leite.

 Rachaduras e pega errada

Em muitos casos, porém, é a pega do bebê que provoca problemas na amamentação, por estar errada. Ele não deve sugar apenas o bico, mas abocanhar a aréola, com a boca bem aberta. O recém-nascido precisa ficar com os lábios levemente voltados para fora e o queixo deve tocar a mama.

Uma das posições indicadas para o aleitamento é colocar o bebê todo voltado para você, com a cabeça na altura do mamilo e apoiada na dobra do seu cotovelo, barriga com barriga. Mas há outros encaixes possíveis, descubra o melhor para vocês. Há consultoras para problemas na amamentação que podem ajudar nessa fase.

É a pega errada que costuma provocar fissuras e rachaduras. A regra é: se dói para amamentar, está errado. Se já tiver machucado, você pode passar um pouco do próprio leite na lesão, pois ele ajuda a cicatrizar. Vale também tomar sol nas mamas, desde que seja nos horários permitidos.

Além disso, deixe os seios livres, sem sutiã nem protetores, e evite mesmo usar blusas enquanto estiverem feridos. Se não for possível, uma boa dica é usar camisetas de algodão bem largas, que encostem pouco neles. Há também pomadas para ajudar a cicatrizar - pergunte ao seu médico. Porém, elas devem ser retiradas antes de oferecer o peito ao bebê - ou seja, lave bem a área.

 Mastite

A rachadura provocada pela pega incorreta do peito também pode abrir espaço para outro problema: a mastite ou inflamação da mama. Se não cuidar, pode evoluir para uma infecção bacteriana. Além disso, o leite parado nos ductos pode causar inchaço, "empedrar" e inflamar a mama. Para além da dor, os sintomas podem incluir queimação, vermelhidão, mamas endurecidas e até mesmo febre, náusea e calafrio.

Para tratar, há remédios que não interferem no aleitamento. É bom saber que você pode adotar outras medidas para aliviar a dor, como ordenha e compressas frias - se for preciso, o médico irá receitar antibiótico.

Para evitar esse problema, é importante que o bebê faça a pega correta e que o seio seja todo esvaziado - se ele ainda estiver cheio ao fim da mamada, retire o resto com bomba ou com as mãos. De novo: amamentar em livre demanda é uma ótima forma de prevenção.

 Cólica no aleitamento: é normal?

Sentir cólicas enquanto dá de mamar é normal, pois o ato libera hormônios que estimulam o útero a se contrair. Não se assuste, essa sensação deve sumir em duas ou três semanas.

 Tipos de mamilo

Por fim, o tipo de mamilo pode influenciar no aleitamento, mas nenhum impede que você amamente seu bebê. Aliás, este é outro mito que precisa ser combatido.

 Lembre-se sempre:

• Posicione o bebê para que pegue a aréola do jeito certo.

• Primeiro, ele deve mamar em um seio até "esvaziá-lo". Depois, se ele ainda estiver com fome, pode mamar também no outro.

• Comece a mamada seguinte sempre pelo último seio no qual o bebê mamou na vez anterior.

• Seu filho está ganhando peso? Então, as mamadas vêm sendo eficientes. Ouça mais seu coração (e o médico) e menos os palpites de quem está de fora.

 E mais:

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