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Gravidez e Bebê

Anda mais esquecida? Tudo o que muda no cérebro de grávida

O cérebro de grávida sofre transformações para adaptar a mulher para a maternidade e para cuidar melhor do seu bebê. Entenda!

BabyHome
16/06/2022 às 13:30.
Atualizado em 07/06/2022 às 20:03

Anda mais esquecida? Tudo o que muda no cérebro de grávida - BabyHome (Divulgação/Shutterstock)

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Anda mais esquecida? Tudo o que muda no cérebro de grávida

O cérebro de grávida sofre transformações para adaptar a mulher para a maternidade e para cuidar melhor do seu bebê. Entenda!

BabyHome
16/06/2022 às 13:30.
Atualizado em 07/06/2022 às 20:03

Anda mais esquecida? Tudo o que muda no cérebro de grávida - BabyHome (Divulgação/Shutterstock)

Conversamos com um neurocientista para entender melhor as transformações incríveis que acontecem no cérebro de grávida, para ajudar o corpo e as emoções a se prepararem para cuidar de um bebê

 Parece mágica, mas é só o funcionamento majestoso da biologia do seu corpo, desenhado perfeitamente para que você tenha capacidade, instinto e habilidades para cuidar de um ser humano novinho em folha: seu bebê. Você sabia que o cérebro de grávida sofre alterações físicas? A parte conhecida como massa cinzenta, por exemplo, que é o córtex, fica menor na parte ligada à cognição social. É como se ela ficasse mais afinada, para ajudar você a reconhecer e a se sintonizar melhor com seu filho. Segundo os pesquisadores que detectaram essa descoberta, as transformações fazem com que as mães identifiquem mais facilmente as necessidades do bebê, fiquem mais atentas a sinais de perigo e ameaças e a estreitar o vínculo. 

 “Muitas destas alterações relacionadas à neuroplasticidade no cérebro materno são influenciadas por um hormônio produzido pelo hipotálamo, chamado ocitocina, e podem ter relação com as áreas também associadas à teoria da mente, descrita como a capacidade de inferir e compreender os estados cognitivos e emocionais de outros indivíduos, que, nesse caso, seria a capacidade da mãe em interpretar com precisão os sinais implícitos e explícitos de seu bebê”, explica o neurologista Leonardo Valente de Camargo, doutor e professor do curso de Medicina na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em entrevista exclusiva a BabyHome. 

 De acordo com ele, para tornar uma gestação viável, o organismo da mulher passa por mudanças comportamentais, hormonais, imunológicas, cardiovasculares e gastrointestinais, que começam na gravidez e persistem no pós-parto. “A gravidez envolve surtos hormonais radicais, que desencadeiam adaptações biológicas no corpo e no cérebro feminino, beneficiando a proteção e o desenvolvimento do feto”, afirma. 

  

Cérebro de grávida: a mulher fica mais esquecida?

 Sim, mas não acontece com todas. A internet criou até um termo para isso: “monesia”. “Uma das áreas afetadas nas modificações decorrentes da maternidade são os hipocampos, intimamente relacionados com a memória”, aponta o professor. E a memória nem sempre volta ao normal depois do parto, viu? Um estudo publicado na Nature Neuroscience mostrou que algumas alterações permanecem evidentes por, pelo menos, dois anos depois do parto. “Uma metanálise publicada no Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology por pesquisadores australianos evidenciou que a memória das gestantes e puérperas podem ser significantemente prejudicadas por interrupções seletivas, nos campos com maior demanda executiva”, diz o neurologista. Os pesquisadores sugerem que isso aconteça porque, nesse momento, o cérebro privilegia a conexão com o bebê. Então, caderninho na mão e anote o que for importante, para não esquecer. 

  

Um vício chamado bebê

 Outra “mágica” que acontece no seu cérebro, também relacionado ao apego com o bebê, é que o rosto e as expressões do seu filho, depois que ele nasce, passam a ser viciantes. Isso mesmo, como drogas ou álcool. “Pistas faciais infantis ativam regiões de recompensa cerebral e estão associadas ao neurotransmissor dopamina. Tal ativação é similar à que ocorre durante o uso de substâncias ilícitas. Uma publicação de 2017 do Human Brain Mapping demonstrou que, ao visualizar imagens de rostos felizes de seus próprios bebês, mães com vícios mostraram um padrão impressionante de ativação diminuída nas regiões cerebrais influenciadas pela dopamina e pela ocitocina”, descreve Camargo.

  

Ouvidos aguçados: outra mudança no cérebro de grávida

 Sabe aquele momento em que ninguém ouviu nada, mas o bebê fez “ah” e a mãe já levantou para ver o que estava acontecendo? O refinamento da audição também está relacionado a uma transformação cerebral que aumenta o seu senso de cuidado e a ligação com seu filho. É uma questão de sobrevivência! “Após o parto, a neuroplasticidade favorece a capacidade de responder adequadamente às necessidades do recém-nascido. Sintonizar e entender o choro do bebê estão entre as principais habilidades necessárias e executadas nos estágios iniciais da maternidade”, explica o professor. “Em 2021, um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine trouxe a primeira evidência concreta do aumento significativo do volume cortical em todas as regiões e sub-regiões auditivas, o que pode refletir rápidas adaptações do cérebro da mãe em relação à interpretação confiável do choro do recém-nascido. Houve também uma tendência de um maior aumento pós-parto nas regiões do hemisfério cerebral direito em comparação com as regiões do hemisfério cerebral esquerdo, o que pode estar relacionado à capacidade de discernir o tom, o som e o volume do choro de um bebê”, complementa. 

  

E o cérebro do pai, muda também?

 O corpo do pai, incluindo o cérebro, não sofre modificações durante a gestação da mulher. No entanto, a ciência já detectou algumas alterações hormonais, como a diminuição da testosterona e o aumento da prolactina. Um estudo mais recente, cujos resultados foram publicados em 2020, na revista Cerebral Cortex Communications, mostrou que os pais de primeira viagem também tiveram uma redução significativa no volume do córtex, com um afinamento também, para estreitar o vínculo. “Essas mudanças foram associadas às respostas cerebrais mais fortes às fotos de seus próprios bebês”, explica.

 É, se você está se preparando para engravidar, saiba que não é só a sua barriga que vai mudar, não…

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