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ELEIÇÕES 2022

Conheça os "paraquedistas" que tiveram mais votos do que os candidatos de Mogi

Análise mostra a votação de concorrentes de outras regiões que disputaram a preferência dos mogianos com nomes de fora de cidade

Heitor Herruso
03/10/2022 às 18:04.
Atualizado em 03/10/2022 às 22:17

Eleições O Diário (Reprodução)

A disputa eleitoral para os cargos de deputado estadual e federal trouxe surpresas à Mogi das Cruzes. Embora não tenha afetado a reeleição de Marcos Damasio (PL), André do Prado (PL), Marcio Alvino (PL), Rodrigo Gambale (Podemos) e Marco Bertaiolli (PSD), candidatos de fora da cidade, que "caíram de paraquedas" por aqui, tiveram desempenho melhor do que o de vários dos nomes locais.

Para estadual, os mais votados no município foram Marcos Damasio (PL), com 21.223 votos, Rodrigo Valverde (PT) com 20.699 votos, Marcos Furlan (PODE) com 14.765 votos, Clodoaldo de Moraes, com 10.963 votos, Gondim (União Brasil) com 10.127 votos, André do Prado (PL), com 8.632 votos, Inês Paz (PSOL), com 5.515 votos e Eduardo Suplicy (PT), com 5.098 votos.

Destes nomes, André do Prado é da vizinha Guararema e fez campanha por aqui, então sagra-se como uma exceção à regra, assim como Suplicy, já veterano e muito conhecido do público, que ficou disparado à frente de todos os concorrentes, com 807.015 votos ao todo, contra 276.811 votos totais do segundo colocado, Carlos Giannazi (PSOL).

Mas há que se destacar outras opções, que podem ser consideradas “paraquedistas” na cidade, já que são de fora e mesmo assim ficaram a frente de nomes regionais. Bom exemplo é Gilmaci dos Santos Barbosa (Republicanos), nascido em Dourados (MS) e atuante em Osasco, em São Paulo, que recebeu 3.261 votos, ou 1.923 a mais do que um candidato da casa, Romildo Campello (PV), que ficou com 1.338.

O desempenho de Gilmaci se aproxima ao de Fernanda Moreno (MDB), de Mogi, que teve 4.176 votos. E ele teve um resultado parecido com outro candidato que teve votação expressiva na cidade, Oseias Santos da Silva (PSD), também da capital paulista, que recebeu 2.696 votos.

Uma outra maneira de enxergar a performance dos mogianos é analisando a quantidade total de votos que Anderson da Acessibilidade (PP) e Josué Gonçalves, o Jô do Alho (PDT), receberam. Somando todas as urnas do país, eles tiveram 498 votos e 434 votos, respectivamente. Ou então 932 votos, quando juntos.

No cenário federal, Marco Bertaiolli (PSD) é de longe o mais votado, com 80.760 votos (ou 30,7% do total das urnas da cidade, que foi 263.049) e também teve boa aceitação Marcio Alvino (PL), de Guararema, com 6.579 votos.

Já Rodrigo Gambale (Podemos), de Ferraz de Vasconcelos, teve 3.164 votos. No cenário geral ele foi eleito, mas em Mogi ficou atrás de Jilmar Tatto (PT), que recebeu 4.062 votos de mogianos. 

Guilherme Boulos (PSL) também teve aceitação grande na cidade. Foram computados 7.134 votos para ele, contra 5.861 do postulante Felipe Lintz (PRTB), de Mogi. Ainda comparando o resultado de Boulos por aqui, ele teve aproximadamente 483% a mais do que Roberto Lucena (Republicanos), que é de Santa Isabel e recebeu 1.211 votos. 

Outro “forasteiro” que teve desempenho consideravelmente maior do que o de um mogiano é Mario Palumbo Junior (MDB). Apenas em Mogi, ele recebeu 1.245 votos. Já Michael Della Torre Neto (PTB), que é do município e foi candidto a prefeito, em 2020, teve 975 votos quando se considera todas as urnas de todo o Brasil. 

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