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TRANSPORTE

Trem parado prejudica operação de empresas no Distrito do Taboão, segundo a Agestab

Enquanto a agência formada por empresários afirma que a suspensão do tráfego chega a ocorrer durante meia hora; a MRS informa que as manobras mudaram e estão ocorrendo fora do horário comercial

O Diário Publicado em 13/12/2021 às 12:33Atualizado há 1 mês
Divulgação/Agestab
Divulgação/Agestab

Uma nova causa de transtornos volta a provocar a reclamação de empresários e trabalhadores do Distrito do Taboão: os períodos de fechamento da passagem de nível da Estrada do Taboão do Parateí, segundo eles, têm trazido problemas a quem mora, trabalha e investe no distrito industrial de Mogi das Cruzes. 

Segundo os relatos de motoristas e pedestres, reunidos pela Agestab, o trecho, localizado no km 1,3 da estrada, fica bloqueado por mais 30 minutos, em média, cerca de três vezes por dia. Situação que impacta diretamente na rotina do distrito. Somados os períodos, eles representam cerca de uma hora meia.

A Estrada do Taboão é a principal via do distrito industrial.

O bloqueio ocorre para que os trens de carga da MRS, que prestam serviço para uma empresa de cimento, possam fazer as manobras. O Diário questionou a MRS que afirmou que as manobras foram transferidas para fora do horário comercial.

Apesar disso, fotos divulgadas pela Agestab e tiradas no local mostram filas quilométricas formadas por carros, caminhões, vans do transporte escolar, viaturas, e ônibus do transporte público. Imagens flagram, inclusive, viaturas do Samu e da Polícia Militar paradas à espera da liberação do tráfego.

Além do longo tempo de fechamento, a passagem de nível conta com outros problemas, como a ausência de sinalização (sonora e até mesmo placas informativas); a inexistência de iluminação; e, ainda, buracos e pavimentação com desníveis.

Desalento

Informada sobre os transtornos causados e com o objetivo de dialogar e intermediar uma solução, a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab) promoveu uma reunião com a equipe operacional da MRS e da Tupi, no começo de outubro, em uma empresa do Taboão.

A diretoria da Agestab apresentou um dossiê, no qual descrevia a situação e os prejuízos gerados às indústrias, aos trabalhadores e moradores, e aos estudantes.

O documento entregue à equipe da MRS solicitava que a empresa buscasse alternativas para que o tempo de fechamento da passagem de nível fosse diminuído; pedia para que a companhia encontrasse maneiras de realizar o bloqueio, sempre que possível, fora do horário comercial; e, ainda, para que o tempo de bloqueio, quando necessário, fosse fracionado, liberando o tráfego a cada 10 minutos. Situação que evitaria a formação de quilômetros de fila.

O dossiê alertava para a necessidade de deixar o local seguro, com a instalação de sinalização adequada, sinal sonoro, barreiras físicas, iluminação e manutenção constante na pavimentação.

Dois meses e meio após a primeira reunião, os problemas continuam e se intensificaram. Na percepção de muitos que utilizam a Estrada do Taboão, os períodos de fechamento estão ainda maiores.

A Agestab, após a primeira reunião, não obteve mais retornos oficiais da MRS. Nenhuma resposta foi dada ao dossiê entregue. Um novo encontro, que deveria ser realizado pouco tempo após o primeiro, como forma de manter o diálogo e a transparência e verificar quais ações poderiam ser adotadas pela companhia e quais seriam os prazos, não se concretizou.

“A Agestab gostaria que a MRS e a Cimento Tupi mantivessem o diálogo com o Taboão, com a Associação Gestora, afinal, a atividade que realizam no nosso distrito causa impacto diretos a todos”, disse o presidente da Agestab, Osvaldo Baradel. “Este distanciamento da MRS e da Cimento Tupi e a percepção de que o tempo de bloqueio aumentou ao invés de diminuir, tem nos preocupado, porém, seguiremos na busca de intermediar uma solução”, afirmou.

O Diário procurou a MRS Logística, responsável pela operação do serviço, e solicitou informações sobre a operação, o total de horários de passagem dos trens, bem como as providências tomadas.

Em resposta, recebeu a seguinte nota: "Representantes da associação, da MRS e da Cimento Tupi tiveram reunião no início de novembro, quando foram pedidos ajustes na manobra das composições. As áreas operacionais da MRS fizeram os ajustes e as manobras estão ocorrendo em horário fora do período comercial. Além da iniciativa, as equipes da empresa estão atentas, analisando de forma constante quais outras iniciativas podem ser adotadas. Por fim, ressaltamos que a MRS está disponível para o diálogo com a sociedade".