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SETOR PRIVADO

‘Para o mercado imobiliário, o pior (da crise) passou’, diz Henry Borenstein

Henry Borenstein, CEO da Helbor, analisa o mercado imobiliário e detalha planos e obras em Mogi

Eliane JoséPublicado em 15/10/2021 às 18:38Atualizado há 2 meses
Divulgação - Helio Norio
Divulgação - Helio Norio

Em entrevista durante a abertura do Espaço Helbor, na Capital, o mogiano Henry Borenstein, CEO da Helbor,  afirmou que o pior da pandemia e do momento econômico para o mercado imobiliário já passou. Ele prevê um balanço bom deste ano e projeta, no curto prazo, novos lançamentos em cidades como São Paulo. Para Mogi das Cruzes, antecipou o plano de iniciar as vendas de mais uma fase do empreendimento Reserva Serra do Itapety, em parceria com a Suzano, entre o Rodeio e César de Souza no primeiro trimestre de 2022. 

Também confirmou metas como a entrega do Patteo Urupema, um projeto da HBR, em meados do que vem, com inauguração em outubro, além da expansão do Mogi Shopping.

Sobre o mercado  imobiliária, como um todo, Henry Borenstein afirmou que o segmento teve “um período muito atrelado à inflação e à pandemia. Na Helbor, mesmo com todas as dificuldades, o ano está sendo bom para a companhia, e para o setor imobiliário como um tudo. Nós estamos preocupados com o futuro, obviamente, mas no curto prazo, estamos fazendo os nossos lançamentos, e inclusive, neste trimestre a companhia realizou cinco lançamentos em São Paulo, e está focando em bons terrenos, com boas localizações, destinados mais às classes média e alta”.

Segundo ele, impacto da pandemia e da inflação foi menor nesse nicho. Observou-se, ainda uma migração desse publico para as casas de campo, com um boom em condomínios deste perfil.

“O que está acontecendo na cidade de São Paulo é que as pessoas querem morar bem, em bons locais, porém, em apartamentos menores. Deixam um apartamento de um por andar e  400, 500 metros quadros e vão para um menor, bom, de 200 a 250 metros quadros, porque têm a casa de campo”.

De olho nessa tendência e na  raridade de bons endereços em SP, a Helbor conseguiu formar um banco de terrenos em locais como Jardins e Itaim-Bibi, para onde projeta lançamentos. 

O ritmo dessas ações, no entanto, está atrelado aos juro baixo, empregos e inflação controlada. “Estamos olhando com lupa para o ano que vem, que é um ano político, e a nossa estratégia é não acelerar, para dar o passo certo”.

Sobre a inflação, inscreve, “nós tivemos a questão do aço, do cobre, mas até o último INCC, que é um índice que regula o nosso setor,  já veio em um percentual mais próximo da realidade que estávamos acostumados.

Outro sinalizador positivo é o controle dos casos da Covid. Ele avaliou: “Estamos quase no fim dessa pandemia, vamos assim dizer, a produção também voltou e acho que isso tende a se normalizar. Não vejo, a curto prazo, um aumento grande os insumos da construção civil. Acho que o pior já passou”.

No último trimestre, reforçou, “não só para Helbor, mas se você acompanhar o fechamento de todas as empresas, você vê que elas estão performando bem e acredito  que o ano será um ano bom”, disse.

CEO da Helbor, ele lembra que esse mercado viveu uma grande crise em 2018 e 2019. “Também por isso houve menos oferta de produtos, e eu diria que em meados do ano passado, começou a sair mais produtos e lançamentos porque tinha uma demanda um pouco reprimida”.

Além disso, diante da volatividade da Bolsa, e a situação  dos juros, na opinião pessoal dele, uma parte do consumidor usou a poupança para adquirir um imóvel, por segurança.

A respeito da performance da Helbor na Bolsa, ele respondeu que “o mercado de capitais sofre como um todo, não só as ações da Helbor, mas de todas as companhias” e isso se deve, avalia, ao fato de o “mercado estar muito descolado da realidade porque (as empresas) estão vindo com bons resultados e balanços. Mas isso tem muito a ver com o que vai acontecer no ano que vem, a questão dos juros, da política, das reformas, e o mercado de capitais sempre se antecipa um pouco. Posso dizer é que, no geral, as empresas do setor estão muito baratas, como um todo”.

Para o investidor, sugeriu, “é olhar o leque de companhias, a Helbor é uma empresa de 44 anos, já passou por várias crises”.

Sobre a Bolsa, ele aposta em uma reação positiva com a divulgação dos resultados das empresas em no início de novembro.

Sobre Mogi, antecipou o lançamento de mais uma parte do Reserva Serra do Itapety, junto com o grupo Suzano, na área  da Fazenda Rodeio, no primeiro trimestre do ano que vem. “As obras estão bem avançadas, e muitas pessoas estão olhando para essa questão de loteamentos, de casas, será um empreendimento que atenderá não só a população de Mogi, mas muita gente de fora, que vai olhar aquele empreendimento como uma opção de segunda moradia”.

Destacou os lançamentos em César de Souza, “Praças” e Ipoemas,  a ampliação do Mogi Shopping, já anunciada, e a entrega do Patteo Urupema em 2022. “A nossa ideia em Mogi é o que sempre falo, somos genuinamente somos mogianos,  queremos continuar lá, a gente não quer sair de lá nunca. E temos ainda uma boa reserva de terrenos, em pontos como o Mogilar, onde a gente fez o Patteo Mogilar e temos o Paseo Mogilar e é um lugar estratégico para a companhia”.

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