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PANDEMIA

Indústrias da região têm aumento de 93% nos casos de gripe e 62% de Covid

Cenário gera afastamento dos colaboradores e impacto para a produção na região

O Diário
19/01/2022 às 18:26.
Atualizado em 19/01/2022 às 18:56

Casos de gripe e Covid geram afastamentos nas indústrias da região (Divulgação)

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Indústrias da região têm aumento de 93% nos casos de gripe e 62% de Covid

Cenário gera afastamento dos colaboradores e impacto para a produção na região

O Diário
19/01/2022 às 18:26.
Atualizado em 19/01/2022 às 18:56

Casos de gripe e Covid geram afastamentos nas indústrias da região (Divulgação)

A indústria do Alto Tietê registrou aumento de 93% nos casos de gripe a partir de janeiro deste ano, período em que o Brasil enfrenta uma onda atípica da doença. Já os casos de Covid-19, apresentaram uma alta de 62% no mês no setor. Os dados são de uma pesquisa de amostragem realizada pelo Grupo de Recursos Humanos (GRH) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê, com empresas que atuam em diferentes segmentos da indústria de transformação nas cidades de abrangência da entidade.

Num universo de 3.500 trabalhadores das empresas pesquisadas, a proporção é de 2,61% afastamentos em decorrência da influenza, o que corresponde a 90 pessoas, e de 1,40%, ou seja, 48 trabalhadores pelo coronavírus.

O afastamento de colaboradores pelas doenças respiratórias gera impactos para a indústria, desde a parada parcial da produção até gastos extras com recursos humanos.  Isso porque para driblar a falta de colaboradores, parte das indústrias aumentou as horas extras. Há casos, ainda, de remanejamento de pessoal de outros setores e contratação de temporários. De maneira geral, 30% dos entrevistados afirmaram que os casos de Covid-19 comprometeram a produção, já para 33%, os casos de gripe contribuíram para piorar o cenário. 

“A indústria, assim como outros setores produtivos, está sentindo os impactos desse aumento significativo dos casos de gripe e mesmo de Covid, ainda que com quadros mais leves. Ambas as situações, no entanto, são de rápida transmissão e, portanto, o afastamento acaba sendo inevitável. Com isso, há alteração em toda a rotina de produção das fábricas e, em segmentos que estão com alta demanda, é preciso rapidamente cobrir as faltas”, ressalta Newton Bianchi, coordenador do Grupo de Recursos Humanos (GRH) do Ciesp Alto Tietê.

Segundo ele, a expectativa é de redução nos casos de gripe e Covid a partir do final deste mês. Para isso, destaca a importância dos cuidados pessoais e o reforço das medidas protetivas. Das fábricas entrevistadas, todas estão reforçando as medidas de limpeza e higiene, além de intensificar as campanhas de prevenção às doenças respiratórias. Uma parcela menor mantém o home office em alguns setores e a maioria já atingiu 100% do ciclo vacinal de duas doses e caminha para a totalidade das doses de reforço.

“O cuidado individual é decisivo para a saúde do coletivo e a manutenção das atividades diárias nas empresas”, frisa Bianchi.

Mesmo com os números apurados, 60% das empresas que notaram aumento dos casos de Covi-19 em janeiro, revelaram que o índice é menor que o do ano passado. Já 20% delas acreditam que o índice foi maior e outros 20% avaliam como igual. No quadro de gripe, 46% dos pesquisados afirmam que o volume de casos foi maior que no ano anterior, enquanto outros 46% consideram menor e 6% como igual.

Novo protocolo

A adoção do novo protocolo de isolamento recomendado pelo Ministério da Saúde também foi foco da pesquisa do Ciesp. No início do mês, a pasta anunciou a redução do tempo de afastamento de 10 para 7 dias para os pacientes que apresentam casos leves e moderados de Covid-19. Ainda há possibilidade de o isolamento ser reduzido para apenas cinco dias, no entanto, a pessoa não pode apresentar sintomas no quarto dia após ser diagnosticada com a doença e só é liberada se o teste tipo RT-PCR der negativo.

Sobre o tema, 56% das empresas informaram que vão aderir ao novo protocolo, 18% continuarão seguindo o protocolo anterior, 12% estão avaliando, 6% não vão aderir e outros 6% utilizarão protocolos próprios.

  

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