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DE OUTUBRO A OUTUBRO

Inadimplência sobe 5,17% em Mogi e mogiano deve, em média, R$ 4,6 mil

Crescimento de inadimplentes na cidade é menor do que o registrado da região Sudeste e nacional; situação é melhor do que em 2018 e 2020

Eliane José
22/11/2022 às 16:53.
Atualizado em 22/11/2022 às 22:49

Média de devedores e do total de dívidas dos moradores em Mogi é menor do que a nacional e da região Sudeste (Foto: divulgação / PMMC)

Balanço divulgado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio) em suas redes sociais nesta terça-feira (22) revela um crescimento de 5,17% dos inadimplentes em Mogi das Cruzes na comparação entre outubro de 2021 e o mesmo mês deste ano. O dado é menor do que a média na região Sudeste (8,46%) e da média nacional (9,24%).

A pesquisa feita com base no SPC Brasil e divulgada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também revela detalhes do endividamento na cidade como o valor médio da dívida, que gira em torno de R$ 4,6 mil, e a prevalência do atraso nas contas contraídas junto aos bancos, seguida de água e luz.

O consumidor têm dívidas, em média, durante o período de dois anos e três meses. A média mogiana fica abaixo em alguns aspectos dos índices apurados na região Sudeste e no Brasil.

Outro dado diz respeito à expansão do número de dívidas em atraso em 12,92%, em relação a outubro de 2021. De novo, quando comparada a região Sudeste (19,05%) e o Brasil(19,11%), nota-se uma situação mais confortável no município.

Valterli Martines, que preside o Sindicato do Comércio Varejistas de Mogi das Cruzes, afirma que os dados mostra uma melhora na economia com a redução do endividamento quando comparado com períodos recentes, como o da pandemia. Ele também destaca o fato de o endividamento menor no município, na comparação com o estado e o país, confirma o poderio econômico da cidade.

Os meses de outubro com os maiores picos do envididamento ocorreram em 2018 (quando por pouco as dívidas não alcançaram a marca dos 30%) e 2020 (acima dos 10%), segundo a pesquisa do SPC Brasil. 2020 foi o marco inicial da Covid-19.

De setembro para outubro, o número de dívidas por inadimplente na cidade saltou 0,51% na cidade; já no Sudeste e no país, a variação foi de 1,80%.

O tamanho da dívida

No mês passado, cada consumidor mogiano que estava no vermelho devia, em média, R$ 4.649,16 na soma de todas os compromissos em atraso.

Os dados ainda mostram que 24,94% dos consumidores tinham dívidas de valor de até R$ 500, enquanto para 38,81% esse teto era de até R$ 1.000.

O tempo médio de atraso dos devedores negativados de Mogi das Cruzes é igual a 27 meses, ou seja, dois anos e três meses. Nesse universo, 32,81% dos consumidores possuem tempo de inadimplência de 1 a 3 anos.

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A pesquisa também indica outros detalhes sobre os devedores: a faixa que mais deve é de pessoas que têm entre 30 a 39 anos (27,09%).

A participação dos devedores por sexo apresenta-se bem distribuída, sendo 51,21% mulheres e 48,79% homens.

Bancos

A maior parte das dívidas foi contraída junto aos bancos, com 77,71% de pendências por falta de pagamento;  na sequência estão o comércio (8,57%), água e luz (7,29%) e comunicação (6,04%); outros setores correspondem a 6,38%.

Total das dívidas

No mês passado, cada consumidor inadimplente local tinha, em média, 2,122 dívidas em atraso. Esse número ficou acima das médias da região Sudeste (2,009 dívidas) e nacional (1,980 dívidas ).

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