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MERCADO

Caged: Brasil cria 278.639 empregos com carteira em agosto

Apesar do crescimento em relação a julho, saldo representa queda de 25% na comparação com igual mês de 2021, quando houve forte abertura de vagas com a abertura da economia

Agência O Globo
29/09/2022 às 14:04.
Atualizado em 29/09/2022 às 14:04

Entre janeiro e agosto, foram abertos 1,853 milhão de postos de trabalho (Divulgação - Agência Brasil)

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MERCADO

Caged: Brasil cria 278.639 empregos com carteira em agosto

Apesar do crescimento em relação a julho, saldo representa queda de 25% na comparação com igual mês de 2021, quando houve forte abertura de vagas com a abertura da economia

Agência O Globo
29/09/2022 às 14:04.
Atualizado em 29/09/2022 às 14:04

Entre janeiro e agosto, foram abertos 1,853 milhão de postos de trabalho (Divulgação - Agência Brasil)

O mercado formal de trabalho apresentou em agosto a geração líquida (admissões menos demissões) de 278.639 empregos. Embora positivo, o saldo representa queda de 25% na comparação com o registrado em igual período do ano passado, que foi de 372.265, reforçando a tendência de desaceleração na geração de vagas com carteira assinada em 2022.

Entre janeiro e agosto, foram abertos 1,853 milhão de postos, considerando dados ajustados (declarações dos empregadores fora do prazo). No mesmo período de 2021, o saldo estava em 2,173 milhões de empregos.

No ano passado, a criação de vagas foi forte, pois a economia estava reabrindo, após ter ficado meses fechada no período mais intenso da pandemia.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência nesta quinta-feira.

Na comparação com julho, o resultado de agosto ficou acima. Em julho, foram abertas 221.345 vagas, segundo dados revisados.

Recorde de trabalho com carteira em agosto

Considerando o estoque de empregos formais no país - ou seja, o total de pessoas empregadas com carteira - são 42,5 milhões de trabalhadores em agosto, o maior resultado para o mês de toda a série do Caged, segundo o MInistério do Trabalho.

O resultado do emprego formal em agosto superou a expectativa do mercado, que previa saldo de 265 mil postos. Relatório da XP Investimentos destaca que o total de contratações permaneceu praticamente estável entre julho e agosto, mas está 9,3% acima do nível registrado em dezembro de 2021, “o que reflete o sólido crescimento da atividade econômica brasileira durante 2022”.

As demissões também permaneceram estáveis entre julho e agosto, em 1,777 milhão. Segundo o relatório, é o maior nível desde meados de 2014. Em relação a dezembro, os cortes subiram 7,5%.

No mês passado, a criação de empregos foi puxada pelo setor de serviços, com saldo de 141.113 empregos. Em seguida, ficou a indústria, com 52.760 contratações, na quarta alta consecutiva. No comércio foram abertas 41.886 vagas e na construção civil, 35.156. A agricultura respondeu por 7.724 postos.

Segundo o Caged, o nível do emprego formal subiu em todos os estados, com destaque para São Paulo, que apresentou saldo positivo de 74.973 postos de trabalho. No Rio, foram 30.838 e em Minas Gerais, 27.381.

O salário médio nas contratações atingiu R$ 1.949,84,em agosto, aumento de R$ 29,27 na comparação com julho. No entanto, a remuneração média mensal ainda está abaixo do valor registrado em agosto do ano passado, que era de R$ 1.951,30.

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