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MERCADO DE TRABALHO

Brasil criou 135 mil vagas de emprego com carteira assinada em novembro

Balanço de empregos representa menos da metade do que no mesmo mês de 2021; salário de contratação também cai, para R$ 1.919

Agência O Globo
28/12/2022 às 15:48.
Atualizado em 28/12/2022 às 16:08

Saldo de empregos ficou positivo (Foto: divulgação / Marcelo Camargo / Agência Brasil)

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MERCADO DE TRABALHO

Brasil criou 135 mil vagas de emprego com carteira assinada em novembro

Balanço de empregos representa menos da metade do que no mesmo mês de 2021; salário de contratação também cai, para R$ 1.919

Agência O Globo
28/12/2022 às 15:48.
Atualizado em 28/12/2022 às 16:08

Saldo de empregos ficou positivo (Foto: divulgação / Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O Brasil registrou a criação 135 mil novos postos de trabalho com carteira assinada em novembro, segundo menor resultado no ano, de acordos com dados do Caged divulgados nesta quarta-feira. E o salário médio em todo o país, considerando as novas admissões, ficou em R$ 1.919 no mês de novembro, seguindo também uma trajetória de queda.

As Estatísticas Mensais do Emprego Formal foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Os dados da geração de emprego em novembro são menores que as registradas em outubro, quando foram abertas Outubro 162.029 vagas de emprego formal e menos da metade do ocorrido em novembro do ano passado, quando foram criados 313.773 postos com carteira de trabalho assinada.

O Caged ainda aponta uma redução real de R$ 20,46 no salário médio de admissão, já descontadas a inflação.

No ano, o Brasil acumula o saldo de 2,46 milhões novos trabalhadores no mercado formal, ao considerar o número total de admissões subtraído pelo número total de demissões.

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Lucio Capelletto, comemorou os dados acumulados de 2022. Até o final de novembro o estoque de emprego formal chegaou a 43.144.732 trabalhadores com carteira assinada.

— É somente com confiança que os investimentos são realizados, as empresas crescem e os empregos são gerados. A confiança tem sido significativa por parte dos empresários, haja vista a geração de empregos — cita o secretário.

 Os efeitos do aumento da taxa de juros para reduzir a inflação persistente são apontados como centrais para a desaceleração da atividade econômica, afetando negativamente o ritmo de crescimento no mercado de trabalho, na avaliação do economista Rodolpho Tobler, do FGV/IBRE.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar este ano em alta de 5,64%, segundo última previsão do boletim Focus, do Banco Central (BC).

— Quando limpamos fatores sazonais que aquecem a economia, como vendas de natal e turismo, a expectativa é de desaceleração em relação aos trimestres anteriores. Olhando para 2023, a expectativa é de desaceleração no crescimento econômico, com uma inflação ainda persistente — pontua Rodolpho Tobler.

Dos cinco setores, apenas dois tiveram saldo positivo em novembro. Foram 105.969 novas vagas para o setor de serviços e 92.312 novos postos para o comércio. Indústria teve queda de 25.707 ocupações, seguida dos setores de Construção e Agricultura, que respectivamente tiveram baixa de 18.769 e 18.211.

Segundo Matheus Pizzani, economista da CM Capital, a queda de 1,05% no salário médio real de admissão entre outubro e novembro é explicada pela concentração elevada da criação de empregos em setores como o de comércio e serviços, já com níveis salariais baixos.

— É interessante notar ainda que mesmo segmentos com nível salarial mais elevado dentro do setor serviços, como o de informação e comunicação, vem sofrendo uma queda significativa em seus saldos mensais, com a diferença entre o saldo de setembro e novembro sendo 72% (2.201 contra 8.034) — cita Pizzani.

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