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BALANÇO

Aumenta de 7 para 17 o número de empresas que namoram instalação em Mogi, diz secretário

Em entrevista a O Diário, Gabriel Bastianelli, responsável pelo Desenvolvimento da cidade, apresenta visão otimista e revela que novas empresas estão interessadas em investir em Mogi das Cruzes, mesmo durante a pandemia de Covid-19

Heitor HerrusoPublicado em 10/09/2021 às 18:49Atualizado há 18 dias
Gabriel Bastianelli detalha funcionamento do Mogi Conecta Empregos e apresenta números otimistas / Foto: arquivo pessoal
Gabriel Bastianelli detalha funcionamento do Mogi Conecta Empregos e apresenta números otimistas / Foto: arquivo pessoal

O Diário acompanha regularmente a abertura de vagas de emprego na cidade. Nesta quinta-feira (9), por exemplo, divulgou que há quase 380 delas disponíveis atualmente. Mas mostrar os números apenas não basta. É preciso analisá-los, interpretá-los. Para isso, a reportagem ouviu o secretário municipal de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli. Ele apresenta uma visão otimista e revela que novas empresas estão interessadas em investir em Mogi das Cruzes, mesmo durante a pandemia de Covid-19.

Até o primeiro semestre deste ano, 7 ou 8 empresas “namoravam” o município, diz o gestor. Agora já são “17 empresas nesse rol de namoro, de vinda para a cidade, de investimentos aqui”, continua ele. Algumas, embora ainda não possam ter os nomes divulgados, devem ser instalar ainda em 2021, a depender de fatores como logística e a negociação imobiliária.

Mesmo que as negociações ainda estejam em curso, em um processo de busca ativa realizada pela Pasta, que “vai a campo buscar empresas”, a avaliação de Bastianelli é positiva, quando se considera a insistente presença do novo coronavírus. “Estamos alcançando uma posição de consolidação. No mês de abril desse ano a cidade superou os 100 mil empregados, número que há muito tempo não chegávamos”.

Apesar da comemoração, o número parece pequeno. Mas o secretário garante que não é. Ele explica os dados obtidos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Para esta análise a gente precisa olhar a pirâmide etária. Dados do IBGE, de 2018, mostram que nossa população economicamente ativa gira em torno de 25 a 26% da cidade. Ou seja, 1/4 dos munícipes estão nesse quantitativo”.

Ele segue, mostrando que há mais de 100 mil crianças em solo mogiano, além dos “aposentados, empresários e pessoas que trabalham em outros municípios”. Tudo isso justifica, na visão dele, o olhar positivo sobre o número de empregados na cidade. De fato, os dados do mesmo Caged mostram que em julho, pelo segundo mês, Mogi apresentou saldo positivo.

A perspectiva otimista do gestor que assumiu o cargo no começo dese ano não é infundada ou sem referência, frisa Bastianelli. “A gente avalia que está retomando, assim como todo o país. Nesse prognóstico vemos, de maneira consistente, o crescimento. O gráfico é linear, de subida”.

Outro fator que implica nesta visão é a projeção para o futuro a curto prazo. “Vem aí o Dia das Crianças, data importante para o comércio. Em outubro e novembro começam as contratações para as festas de fim de ano, e com o arrefecimento da pandemia, a expectativa é de aumento na demanda por mão de obra para atender o que de fato empresários vão precisar”.

Sobre o pós-pandemia, cenário que se aproxima a cada dia, com a baixa ocupação de leitos e o avanço da vacinação em Mogi, o responsável pelo Desenvolvimento é igualmente otimista, embora aqui reforce a necessidade de “cautela”.

“Empresas estão vindo para cidade, ampliando, e essa avaliação é de que há grande apetite destes investimentos, crescimento dessas empresas, o que redunda na criação de novas oportunidades de trabalho”.

Bastianelli cita, ainda, fatores como “programas para qualificação e melhoria de mão de obra”, “revisão de lei de incentivo” e “relacionamento institucional com esferas dos governos federal e estadual, que visam fomento”.

 Mogi Conecta Empregos

Braço forte do programa Mogi Conecta lançado pela gestão de Caio Cunha (PODE), o Mogi Conecta Empregos foi inaugurado em maio último, para substituir o antigo Emprega Mogi. Gabriel Bastianelli garante que a mudança vai além do nome, já que o novo serviço imprime um “novo conceito, mais humanizado”, cujo foco é o atendimento que busca “entender o que o cidadão procura”.

Em julho, O Diário mostrou que 361 oportunidades de trabalho estavam disponíveis na plataforma. Em agosto, 321. Agora em setembro, 342. O secretário garante que todas as vagas são atuais e estão, de fato, disponíveis.

Ele apresenta também outros números: são 80 mil pessoas cadastradas ao todo, e entre janeiro e agosto, 1.930 delas foram admitidas em empresas via sistema, que já divulgou 2.864 vagas. Entre as contratações, destaca-se a faixa etária entre 21 e 35 anos.

Hoje, 24,8% da oferta total de vagas é composta por um cargo apenas: “operador de telemarketing”. O gestor municipal credita este fato ao “turn over” (termo em inglês para “rotatividade de pessoal”), que “é muito alto” neste setor.

Questionado sobre a atuação de outras áreas, como o comércio e a indústria, Bastianelli, que foi Gestor de Negócios em startup e Gestor de Projetos na Incubadora Tecnológica de Mogi das Cruzes e atua em Consultoria em Gestão Empresarial desde 2011, forneceu mais dados.

“Depois da função de operador de telemarketing, temos a função de ajudante geral, que hoje é o top 2 e atende tanto a indústria como o comércio e serviços. Uma terceira, que vem mantendo constância, é a função de vendas, consultor de vendas. Os três setores também precisam desta pessoa, e por isso essa é a demanda top 3. Já o top 4, que demonstra como a indústria está aquecida após ficar com demanda reprimida, é a função de soldador”.

Ainda assim, a administração municipal busca integrar mais vagas ao sistema. “Fazemos contato com empresas para levantar a necessidade de contratação delas”, diz. Na sequência, fala em investimentos. “A proposta do Mogi Conecta é fazer a descentralização. Por isso o terminal de Jundiapeba vai passar por uma reforma agora. Conseguimos recurso e vamos ressignificar aquele espaço, trabalhando de forma mais abrangente com os serviços da secretaria”.

Gabriel Bastianelli é co-Fundador da Comunidade Alto Tietê Valley, atua no Polo Digital de Mogi e tem uma empresa de consultoria. Com repertório de quem é familiarizado com a “cultura startup”, afirma que a secretaria de Desenvolvimento criou recentemente um “wish list” (lista de desejos), com itens que motivam empresários e empreendedores a se fixarem na cidade. “Com base na categorização entendemos o caminho a ser percorrido para atrair empresas”, anuncia. Ele finaliza dizendo que espera, em breve, poder divulgar alguns dos nomes responsáveis por investimentos.

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