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DIVERSIDADE

EDP abre a primeira escola de eletricistas para pessoas trans, que poderão atuar no Alto Tietê

Inscrições estão abertas e a turma pioneira, com 16 integrantes, terá aulas em Guarulhos

O DiárioPublicado em 11/11/2021 às 10:58Atualizado há 16 dias
Divulgação/EDP
Divulgação/EDP

Estão abertas as inscrições para a formação de eletricistas destinada a pessoas trans. A iniciativa da EDP, distribuidora de energia que atua na região do Alto Tietê, Vale do Paraíba, Guarulhos e outras cidades, atende a uma das bandeiras do Fórum Mogiano LGBT: oferecer ferramentas para inserção dessa população on mercado de trabalho.

Na apresentação do projeto, a EDP lembra que a população trans enfrenta todos os tipos de obstáculos para ingressar no mercado de trabalho, como o preconceito e a falta de oportunidades. Essa situação e a busca de uma ampliação da diversidade em seus quadros, embasa o lançamento da primeira escola de eletricistas exclusiva para pessoas trans.

A turma, com 16 participantes, será realizada em Guarulhos (SP). As inscrições estão abertas até o dia 3 de dezembro pelo link www.escolatrans-edp.com.br. As aulas começam em janeiro, Mês da Visibilidade Trans. Também haverá o programa no Espírito Santo, com 16 vagas no município de Serra.

Os participantes contarão com formação profissional completa, ministrada pelo SENAI, e possibilidade de contratação ao término do curso. Receberão também materiais didáticos, uniformes e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de bolsa-auxílio e almoço no local. O programa é pioneiro no setor elétrico e reafirma o compromisso da EDP de direcionar pelo menos 50% das contratações para profissionais de grupos sub-representados, como mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência, LGBTQIAP+ e 50+.

Além da capacitação técnica, a escola contemplará um módulo voltado ao  desenvolvimento de competências comportamentais, ministrado por Maite Schneider, cofundadora da plataforma de recrutamento TransEmpregos e consultora de Inclusão e Diversidade.

A EDP também disponibilizará seu Programa de Assistência Social para estudantes do curso. Esta iniciativa oferece acolhimento humanizado por meio de um canal que funciona 24h, sete dias por semana, com ligação gratuita e confidencial. O programa oferece suporte psicológico, em serviço social, previdenciário e jurídico.

“Fomentar a educação a partir de ações intencionais e propositivas é fundamental para gerarmos oportunidades às populações mais vulnerabilizadas. Ao promover uma jornada de desenvolvimento e capacitação profissional, a escola será um passo em direção à cidadania, empregabilidade e acolhimento da população trans”, afirma Fernanda Pires, vice-presidente de Pessoas e ESG da EDP no Brasil.

Diversidade

A empresa afirma que intensifica a diversidade em todas as áreas da Companhia. Em 2018, a empresa foi pioneira ao criar a primeira escola de eletricistas afirmativa para mulheres, iniciativa que proporcionou a contratação de aproximadamente 40% das estudantes que concluíram o curso. Atualmente, duas turmas estão em andamento em Vitória (ES),  com previsão de formatura para dezembro de 2021.

 Sobre o curso e inscrições

Com carga horária de aproximadamente 500 horas e cerca de três meses de duração, a Escola de Eletricistas é gratuita e tem como foco a qualificação e capacitação de pessoas trans como eletricistas de redes de distribuição de energia. A iniciativa é uma parceria da EDP com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Após a finalização do curso, os estudantes recebem certificado chancelado pelo SENAI e permanecem no banco de talentos da EDP, podendo participar de processos seletivos para vagas efetivas.

O curso terá aulas teóricas e práticas a respeito dos princípios e leis que regem o funcionamento de sistemas elétricos. O intuito é promover aprendizado sobre os procedimentos e técnicas necessárias para planejamento, execução, avaliação e inspeção das redes, bem como sobre manutenções preventivas e corretivas, dentro das normas técnicas e de segurança.  Ao término do curso, a expectativa é que essas pessoas estejam capacitadas para o mercado de trabalho.