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Criaticidade

Reflexões sobre o Mogi 500 anos: O futuro é logo ali

Outros gestores que virão terão sua parcela de responsabilidade para que tenhamos uma cidade mais digna e planejada

Josué Suzuki
01/07/2022 às 19:12.
Atualizado em 02/07/2022 às 01:33

Mogi 500 Anos (Reprodução)

Onde você estará daqui 38 anos?

Talvez andando por longas e largas avenidas em Mogi das Cruzes, passeando por um dos inúmeros parques, em um Pico do Urubu totalmente reformulado, preservado, mas preparado para um turismo ambiental responsável...

O trânsito flui que é uma beleza, sem aqueles semáforos confusos (não entendo por que demoraram tanto para ver o óbvio). Tantos secretários de trânsito passaram por tantas administrações e ninguém fez nada para melhorar esta confusão do dia a dia nas ruas. “Será que eles dirigem em Mogi?”, pensava eu. Mas isso tudo é coisa do passado.

Será?

Essa reflexão veio ao participar do lançamento do Programa Mogi 500 Anos. A Prefeitura reuniu imprensa, autoridades, empresários e sociedade civil para jogar a ideia: vamos pensar a cidade para os próximos 38 anos, quando a Mogi que vivemos, seja por escolha, seja por destino, completará 500 anos de vida.

A inspiração veio de iniciativas parecidas em Recife e Maringá. E vem recheada de elogios.

Afinal, gestão pública também se faz com planejamento.

Mas é preciso ter continuidade. A comunidade deve assumir esse projeto como seu.

Não só.

Outros gestores que virão terão sua parcela de responsabilidade para que tenhamos uma cidade mais digna e planejada. Aí vem o mais difícil: comprometimento e continuidade.

Afinal, gestão pública também é continuar.

E a história recente mostra que não continuamos em muitas ocasiões. Mudamos de nome alguns projetos e outros foram simplesmente esquecidos. O Mogi 2040 é um exemplo.

Dito isto, vem a terceira definição de gestão pública: ter humildade.

Está na Bíblia: Em Provérbios, “a humildade antecede a honra”. Em Filipense, “nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos”. E tem o conhecido “Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança.”

Somente os humildes que colocam a cidade acima de seus próprios nomes mostram a verdadeira essência de um líder. E continuar o Mogi 500 não é enaltecer o outro, mas fazer melhor a missão que as urnas colocaram em suas mãos. Somente cidadãos comprometidos com a cidade são capazes de abraçar causas que outros começaram.

O projeto foi lançado, os convites foram feitos. Agora a hora é de desconstrução do “eu” de cada um para que todos abracem a causa e a torne factível e possível.

Por fim, toda essa discussão me traz à memória uma experiência pessoal. Andei por alguns lugares e hoje estou mogiano. Mas, nessas andanças, participei de um plantio coletivo de árvores em um parque da cidade. Qualquer dia passo por lá para ver como está a “minha obra de arte”, que fiz sujando minhas mãos de barro e o meu coração de orgulho.

Quem sabe, daqui alguns anos aqui em Mogi, eu ande por longas avenidas, dê uma volta em um Pico do Urubu totalmente renovado e faça todo esse trajeto de forma tranquila em um trânsito sem complicações. Na mente, a lembrança: “Eu participei do momento quando tudo isso foi planejado”.

É onde quero estar daqui 38 anos.

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