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Criaticidade

O problema do trânsito de Mogi não é o Mogiano

Um breve passeio é o suficiente para entender os problemas estruturais que desafiam motoristas dia a dia

Josué SuzukiPublicado em 04/08/2021 às 14:44Atualizado em 04/08/2021 às 19:25
Eisner Soares
Eisner Soares

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O trânsito de Mogi das Cruzes é o que podemos chamar de um ambiente que abriga dois universos distintos, mas que de certa forma, essa aparente incompatibilidade cria uma situação de equilíbrio. Aliás, é justamente esta atração do negativo com o positivo que evita o caos.

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É totalmente aceitável afirmar, mesmo sem ser um especialista em trânsito, que está nas ruas um dos maiores problemas estruturais da cidade. Mas também é coerente o pensamento de que o grande problema do trânsito de Mogi não é o Mogiano.

Acredito que muitos leitores não vão concordar comigo, o que é totalmente plausível. Afinal, como disse o escritor, toda unanimidade é burra (e quem sou eu para discordar de Rodrigues?). Mas creio que, muitos como eu que passamos uns bons bocados por outros trânsitos por aí, concordarão que em Mogi há bons exemplos de respeito, educação e empatia ao volante. Por aqui, o pedestre tem preferência e há uma comunicação solidária entre motoristas.

Por outro lado, vemos ruas mal sinalizadas, semáforos e cruzamentos sem sintonia com carros. Andar pela cidade é uma aventura e a situação só é amenizada justamente pela ação de motoristas que diariamente praticam a empatia sobre rodas.

Não se trata de uma crítica à gestão pública. Está claro que Mogi cresceu sobre uma estrutura concebida talvez para uma cidade que não esperava tal crescimento. Aliás, este é um problema comum entre médias e grandes cidades do Interior, atravessa gestões e perdura. E nos acostumamos com o improviso e com a dependência dessa boa educação e empatia do mogiano.

Mas a atenção que o trânsito de Mogi exige do mogiano deve estar presente também nas prioridades das políticas públicas. A rua íngreme, estreita não são problemas quando se coloca criatividade e boa vontade nas ações. É possível mudar, transformar, acertar.

Passaram-se gerações e gestões sem uma solução. Não significa que devemos esperar outras gerações e gestões para melhorar.

O problema está aí. Reconhecê-lo é o primeiro passo para a solução.

SUGESTÕES? É SÓ MANDAR.