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Preservação da história

Mogi anuncia que vai tombar a Serra do Itapeti

Prefeitura também anunciou os processos de tombamento do Cemitério São Salvador e da Estação de César

O Diário
15/09/2021 às 16:57.
Atualizado em 15/09/2021 às 18:15

Majestosa, a Serra do Itapeti é a protagonista do filme, que já alcançou até mesmo festivais internacionais (Divulgação - 'Serráqueos')

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Preservação da história

Mogi anuncia que vai tombar a Serra do Itapeti

Prefeitura também anunciou os processos de tombamento do Cemitério São Salvador e da Estação de César

O Diário
15/09/2021 às 16:57.
Atualizado em 15/09/2021 às 18:15

Majestosa, a Serra do Itapeti é a protagonista do filme, que já alcançou até mesmo festivais internacionais (Divulgação - 'Serráqueos')

A Serra do Itapeti será tombada.

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (15/7), pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Foi também anunciado o tombamento do Cemitério São Salvador e da estação ferroviária de César de Souza (leia mais abaixo).

“É com muito orgulho que anunciamos o início desse trabalho, que certamente será árduo, porém muito importante para a preservação da nossa serra e de outros locais históricos da nossa cidade. Agora partimos para uma segunda fase um pouco mais burocrática, porém faremos com bastante empenho, para termos sucesso”, destacou a secretária-adjunta de Cultura, Lúcia Gonçalves. 

Sobre a Serra do Itapeti, foram apresentadas ferramentas previamente existentes de preservação do local, como o decreto 63.781 de 2018, que criou a Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Itapeti em uma extensão de 5.138,94 hectares. A ideia é que o processo de tombamento venha como um instrumento complementar de preservação da serra, de forma alinhada aos dispositivos protetivos já existentes.

A professora da UMC, Maria Santina de Castro Morini, fez uma apresentação, durante a qual enfatizou a importância de mais essa ação em prol da preservação da serra e lembrou que isso precisa estar aliado à uma questão educativa, de forma que as pessoas retomem o sentido de pertencimento com relação à serra e, logo, a consciência sobre a necessidade de preservação. 

A meta é finalizar os processos em um ano. “Essa é a nossa meta, porém não uma promessa, pois são três processos muito distintos, que ainda vão requerer muito estudo e muito trabalho”, acrescentou Glauco.

Tombamentos

Após a realização dos estudos necessários, havendo aprovação por parte do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), a Serra, o cemitério e a estação passarão a integrar de forma oficial o patrimônio histórico e paisagístico da cidade e a demolição e/ou destruição de qualquer um deles estará legalmente proibida. 

O pedido oficial para o início dos processos partiu da Diretoria de Fomento e Patrimônio, da Secretaria Municipal de Cultura, após um trabalho de campo e mapeamento feito pela equipe da Pasta.

“Agora temos profissionais qualificados para desenvolver esse trabalho e vamos nos empenhar para que isso sirva como um laboratório para futuras ações em prol da preservação do patrimônio”, enfatizou o presidente do Comphap, Selmo Roberto dos Santos.

Câmara defende a circulação dos subúrbios até a estação César de Souza (Eisner Soares)

O diretor de Fomento e Patrimônio da Secretaria de Cultura, Glauco Ricciele, apresentou informações históricas e técnicas referentes aos três locais. A estação ferroviária de Cezar de Souza, por exemplo, é do ano de 1921, portanto está completando 100 anos e faz parte da história da ferrovia na cidade, fundamental para o desenvolvimento do município. Além disso, foi a partir dela que o distrito como um todo cresceu.

O Cemitério São Salvador é recheado de arte e histórias (Foto: Eisner Soares)

Já o Cemitério São Salvador tem 150 anos de história e reúne uma série de construções importantes no âmbito histórico, como jazigos, capela e artes tumulares. “Vamos apontar jazigos e áreas importantes dentro do cemitério, para a salvaguarda da nossa história e também as referências artísticas que existem ali”, explicou Glauco.

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