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DESENVOLVIMENTO

NGK supera marca de 2,5 bilhões de velas de ignição fabricadas

Fábrica de Mogi das Cruzes, instalada há 63 anos, também aposta no desenvolvimento de novos produtos e serviços

Carla Olivo
20/08/2022 às 07:12.
Atualizado em 20/08/2022 às 12:30

EM MOGI Em 1959, A NGK instalou a primeira fábrica fora do Japão (Foto: divulgação)

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NGK supera marca de 2,5 bilhões de velas de ignição fabricadas

Fábrica de Mogi das Cruzes, instalada há 63 anos, também aposta no desenvolvimento de novos produtos e serviços

Carla Olivo
20/08/2022 às 07:12.
Atualizado em 20/08/2022 às 12:30

EM MOGI Em 1959, A NGK instalou a primeira fábrica fora do Japão (Foto: divulgação)

Ao completar 63 anos, NGK do Brasil alcança uma nova marca histórica no país, superando o patamar de 2,5 bilhões de velas de ignição produzidas em sua fábrica de Mogi das Cruzes - a primeira instalada fora do Japão -, e também aposta em novos negócios.

Com produção mensal de 7 milhões de velas de ignição para abastecer os mercados brasileiro e sul-americano, além de países como México, Estados Unidos, França, Japão e Indonésia, a multinacional japonesa é líder no mercado de reposição e uma das principais fornecedoras de componentes originais de sistema de ignição. 

A empresa, que iniciou atividades na cidade em 1959, com 300 funcionários, hoje tem quadro formado por 1,3 mil colaboradores, mas segundo o diretor-gerente, Eduardo Tsukahara, já chegou a empregar 2 mil pessoas. “A fábrica começou em 1959, com a montagem das máquinas, mas a produção teve início em 1960, quando foram produzidas 385 velas naquele ano. Hoje, esta é a produção de apenas três dias. A empresa evoluiu bastante e chegar ao marco histórico de 2,5 bilhões de velas produzidas nos enche de orgulho e incentiva a continuarmos trabalhando para continuar crescendo ainda mais e atingir outros recordes”, destaca o diretor-gerente, Eduardo Tsukahara.
Segundo ele, atualmente o foco é o investimento em produtividade, para melhorar as máquinas, incrementar a eficiência e aumentar a produtividade. “Temos um desafio muito grande pela frente em relação ao motor a combustão, porque daqui a alguns anos, a eletrificação dos veículos vai afetar muito nosso negócio. Isso torna necessário criar mais eficiência para conseguir produzir mais com poucos recursos”, explica. 

Atenta às mudanças do mercado, a NGK também vislumbra novos negócios. “Estamos em processo de aprendizado, com muitas ideias e alguns produtos em fase inicial de desenvolvimento. No Brasil, também temos um setor que trabalha no desenvolvimento de novos negócios e produtos na empresa e isso é um desafio, assim como uma diretriz já lançada”, revela Tsukahara.

Uma das principais reformulação é a mudança de denominação da empresa, que a partir de 2023, passará a se chamar Niterra. “Hoje somos denominados como Cerâmica e Vela de Ignição NGK do Brasil. Nossa estratégica é visar o futuro e mostrar que estamos nos preocupando com a continuidade da empresa, para que possamos ter o compromisso de seguir investindo, criando novos negócios e uma organização para oferecer valores, emprego e novos produtos à sociedade”, adianta.

Enquanto isso, para manter a liderança no mercado e ampliar a capacidade produtiva, a empresa investe anualmente na modernização de suas instalações. Com 75,5 mil metros quadrados de área construída, no bairro do Cocuera, em Mogi, a filial brasileira abriga um dos seis centros tecnológicos da companhia no mundo, onde são desenvolvidos produtos com alto nível de tecnologia embarcada em atenção às transformações.

Para produzir cada vela de ignição, a NGK do Brasil emprega cerca de 150 processos tecnológicos de manufatura, intercalados por várias checagens eletrônicas e visuais, seguindo o mesmo padrão de qualidade da matriz, no Japão.

O diretor-gerente enfatiza que a fábrica mogiana, instalada em Área de Proteção Ambiental (APA), mantém cuidado redobrado com a preservação do meio ambiente, além de seguir a diretriz mundial da NGK, que tem metas definidas até 2030 para neutralidade de carbono e outras atividades, como tratamento de efluentes e ampliação da utilização de energia limpa.

As iniciativas estão inseridas no programa global Ecovision 2030, que estabelece metas de resposta às mudanças climáticas, expansão de produtos ambientalmente amigáveis, conservação de recursos hídricos e gerenciamento de resíduos. 

“A fábrica de Mogi é a pioneira no grupo em instalação de placas solares para reduzir o impacto. Isso está na nossa diretriz em relação à preservação ambiental e traz várias vantagens, como a economia. Colocamos as placas no terreno disponível em nossa planta, mas o próximo passo é utilizar o telhado para instalar placas solares e já há um projeto em vias de ter início em um dos prédios do Cocuera”, conta Tsukahara. 

Em média, a NGK gera 150 MWh/mês, o que rende economia de 7% no consumo. O plano é expandir o sistema fotovoltaico para ampliar a capacidade de geração em 36%. 

Detentora das marcas NGK (componentes automotivos) e NTK (sensores e ferramentas de corte), em 63 anos de operação no Brasil, a companhia também produziu mais 310 milhões de cabos de ignição, além de comercializar bobinas de ignição e velas aquecedoras sob a marca NGK e sensores de oxigênio (NTK)

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