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Análise

ESG - Modismo ou necessidade?

A sociedade não suporta mais atividades que agridem o meio ambiente sem a devida compensação

Fábio Hoelz de Matos
04/11/2022 às 11:06.
Atualizado em 04/11/2022 às 11:06

Fábio Hoelz de Matos (Arquivo pessoal)

A sociedade se preocupa, atualmente, com essas questões com maior afinco.

Num mundo predominantemente capitalista, o meio ambiente, os projetos sociais e a governança (processos e transparência) formam, para os negócios, a trilogia necessária para o desenvolvimento econômico sustentável e equilibrado.

A sociedade não aceita mais discriminação de qualquer sorte, fome, educação precária, locais sem saneamento básico, pessoas sem acesso a esporte, lazer e cultura.

A sociedade não suporta mais atividades que agridem o meio ambiente sem a devida compensação. Sem sustentabilidade. Sem mitigação.

A sociedade só acredita nas instituições que possuem transparência, por meio de processos assertivos. E tudo isso impacta na vida das pessoas e por consequência, dos negócios. Empresas que desrespeitam as diferenças, cada vez mais perdem espaço, tendo prejudicados seus resultados.

É inaceitável qualquer tipo de assédio, de comentários e atitudes que atentam contra o bem-estar do semelhante.

Empresas que não se preocupam com o meio em que vivemos, também perecerão. 

O meio ambiente sustentável é amplo, deve atingir a salubridade e proteção no local de trabalho, nas cidades, na fauna e na flora. 

Há que investir na sustentabilidade, no consumo consciente e na economia circular.

Empresas que ignoram a governança, a conformidade (compliance), os processos e a transparência, sucumbirão, pois não demonstrarão segurança jurídica, trazendo incertezas e prejudicando os resultados. Crucial aqui, avaliar os riscos do negócio com vistas a mitigação e consequente perenidade.

Necessário, que as empresas revejam seus contratos, suas políticas de condutas e suas obrigações com o governo, com destaque às tributárias e trabalhistas.

Meio ambiente sustentável, sociedade equilibrada e métodos de governança objetivos e transparentes, formam um só corpo. Os assuntos estão interligados e devem ser observados no conjunto.

As empresas que não aderirem a esse movimento premente e indispensável, está suscetível à derrocada. Aplicar o ESG (Environment, Social and Governance) nas empresas não é um modismo!

É uma necessidade de existência!

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Fábio Hoelz de Matos é advogado tributarista

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