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TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Elgin faz 70 anos em Mogi com investimentos e expansão

Empresa aposta no portfólio de 12 mil produtos para uso comercial e residencial

Carla Olivo
15/01/2022 às 07:30.
Atualizado em 15/01/2022 às 10:13

ELGIN Empresa com sede em Mogi desde 1952 aposta no pioneirismo e inovação (Foto: divulgação / Elgin)

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TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Elgin faz 70 anos em Mogi com investimentos e expansão

Empresa aposta no portfólio de 12 mil produtos para uso comercial e residencial

Carla Olivo
15/01/2022 às 07:30.
Atualizado em 15/01/2022 às 10:13

ELGIN Empresa com sede em Mogi desde 1952 aposta no pioneirismo e inovação (Foto: divulgação / Elgin)

Pioneira no setor de costura no Brasil, a Elgin, com a primeira fábrica instalada há 70 anos em Mogi das Cruzes, tem hoje um portfólio diversificado, com mais de 12 mil produtos para uso comercial e residencial, nos segmentos de ar-condicionado, automação comercial, energia solar, escritório, iluminação, mídias, informática, pilhas e carregadores, refrigeração, segurança, telefonia e eletroportáteis.

Elgin tem hoje um portfólio diversificado, (Foto: divulgação / Elgin)

Líder no segmento de refrigeração na América Latina, a empresa conta com o maior portfólio em automação comercial do país e é referência em outras áreas de negócios. Além de R$ 22 milhões recentemente investidos em prédios na fábrica da cidade, mudança da unidade de São José dos Campos para cá e compra de equipamentos, a Elgin aplicou mais R$ 3 milhões para aumentar a usina solar da unidade fabril com mais 500Kw. Na entrevista a seguir, o CEO e presidente executivo da Elgin, Rafael Feder, faz um balanço das sete décadas da empresa, fala do mercado e revela planos: 

Qual o balanço dos 70 anos da Elgin?
Balanço super positivo. Começamos com o setor de máquinas de costura e soubemos nos adaptar às novas realidades que o tempo nos trouxe. Sobrevivemos esses 70 anos por causa da solidez financeira, diversificação e muita vontade de trabalhar, com um time sempre muito dedicado. Hoje, somos um grupo nacional de referência bastante diversificado e que continua crescendo.

CEO da Elgin, Rafael Feder, faz um balanço das sete décadas da empresa (Foto: divulgação / Elgin)

Por que a recente mudança na identidade visual da empresa?
A cada mais ou menos 10 anos, é sempre bom olhar novamente para a marca e rever se ela está alinhada às novas realidades e aos desafios que a empresa renova. Essa é a segunda vez que renovamos o logotipo desde que entrei na empresa, em 2003. Fizemos um estudo profundo e vimos que precisávamos de algumas mudanças para a nossa modernização e uma maior aproximação dos clientes. Mudar a inicial “e” para caixa baixa apresenta um dos nossos maiores valores, que é a humildade. 

Em tempos de crise, como a Elgin consegue manter cerca de mil empregos na fábrica de Mogi?
Somos uma empresa que está atenta às mudanças do mercado e nos adaptamos às novas realidades. A fábrica aqui em Mogi é, principalmente, de refrigeração. O negócio cresceu e estávamos lá para aproveitar as oportunidades que tínhamos. Em 2018, fizemos a aquisição da HeatCraft do Brasil, que fazia parte do Grupo Lennox International, e na pandemia, fizemos a lição de casa para a redução das despesas da empresa para que pudéssemos continuar com nossa projeção de crescimento.

Qual a fórmula para ter alcançado crescimento de 45% em 2021, com projeção de 35% em 2022?
Não temos medo de errar, e quando erramos, mudamos a estratégia em tempo para consertar o erro. O crescimento de 35% está pautado, principalmente, nos segmentos de energia solar, automação comercial e meios de pagamento, iluminação e refrigeração. Os outros negócios também continuam crescendo, porém com menos intensidade.

Há outros investimentos previstos, além dos R$ 22 milhões em Mogi?
Acabamos de fazer esse investimento e agora a ideia é consolidarmos as operações na fábrica de Mogi. Fora isso, temos mais um complemento aumentando a usina solar da nossa fábrica com mais 500Kw, com investimento de mais R$ 3 milhões.

Hoje, qual a atuação da empresa no mercado mundial? Para quais países os produtos fabricados em Mogi são exportados?
A atuação em refrigeração acontece nos mais diversos segmentos de indústrias, de balcões e outros equipamentos de refrigeração que fornecemos componentes, distribuidores, supermercados, projetos de câmaras frias, instaladores em geral e redes de lojas de franquia. Nesses mercados, atuamos, principalmente, com unidades condensadoras e evaporadores. Mas o mais importante é o nosso “know how” para fazer sistemas de refrigeração sob demandas específicas para as mais diversas aplicações. Também não podemos deixar de mencionar as nossas máquinas de sorvete, que temos atuação, principalmente, em redes de franquias. Exportamos para Argentina, Colômbia, México, Chile, Peru, Equador, Bolívia, entre outros países.

Quais os principais produtos da empresa hoje?
Os principais produtos na fábrica de Mogi fazem parte da linha de refrigeração com unidades condensadoras, compressores, trocadores de calor, aletados em geral e evaporadores.

No segundo semestre de 2021, a Elgin lançou o primeiro edital de projetos incentivados na plataforma Prosas. Qual o objetivo desta iniciativa?
O objetivo principal foi darmos mais enfoque em nossa política de ESG usando verbas incentivadas, ou seja, dinheiro que seria destinado como pagamento de impostos para o governo e agora estão direcionados para causas sociais, todas com projetos aprovados e habilitados pelo governo em diversos programas. Fora isso, também temos focado a nossa política de ESG com outros temas sociais, como o voluntariado e o auxílio a instituições que ainda não possuem projetos aprovados, mas que consideramos relevantes, além do viés ambiental, onde estamos trabalhando no inventário de carbono. 

Quais as principais dificuldades enfrentadas no mercado atual e as expectativas para 2022?
Fora as questões da pandemia mundial, crise sanitária, o aumento dos juros, queda do poder de compra com mais inflação, entre outros desafios, a principal dificuldade agora são os aumentos de custos em geral. Desde matéria-prima, frete internacional, mão de obra e etc. Com isso, vem a preocupação de não conseguir repassar esses aumentos e termos quedas nos resultados, mas seguimos confiantes em nossa projeção de crescimento para 2022.

Há dificuldades na contratação de funcionários? Por quê?
Sim, há dificuldades para contratar, principalmente, pela falta de preparo da mão-de-obra qualificada. Exemplo disso é a complexidade para conseguir alguns trabalhadores, desde a função de soldadores. Haja vista, estamos participando da Agência de Fomento Empresarial (AGFE) para termos mais condições de, junto a outras empresas da região, ajudarmos na formação e qualificação desses profissionais. Por isso, esse relacionamento com outras empresas é tão importante para nós da Elgin, pois acreditamos que a base de uma companhia cada vez mais sólida vem da atuação de funcionários qualificados, que se desenvolvam com as evoluções da empresa.

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