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DESENVOLVIMENTO

Agfe quer estimular o desenvolvimento econômico de Mogi e todo Alto Tietê

Entidade será lançada às 9 horas desta quinta-feira, na sede do Club Med Lake Paradise, com a presença de empresários de toda a região

DARWIN VALENTEPublicado em 26/08/2021 às 01:53Atualizado há 29 dias
Arquivo / Eisner Soares / O Diário
Arquivo / Eisner Soares / O Diário

Criar uma agenda de desenvolvimento econômico para Mogi das Cruzes, a partir de prioridades que deverão tornar as empresas mogianas ainda mais competitivas e capazes de fomentar novos negócios dentro da própria cidade; buscar aumentar a renda per capita da população e, ao mesmo tempo, tornar o ambiente industrial atrativo para a atração de novas empresas, elevando a arrecadação do município e dando condições para uma ampla melhoria na qualidade de vida para os mogianos.

Estes são alguns dos principais objetivos da Agência de Fomento Empresarial (Agfe), que será apresentada durante evento que acontece, às 9 horas desta quinta-feira (26), no Club Med Lake Paradise, no distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes.

Uma entidade que já nasce grande, como apoio de 13 das maiores empresas da região do Alto Tietê, dispostas a se unirem em torno de princípios que colaborem com o fortalecimento do setor na criação de oportunidades  destinadas a contribuir para o crescimento contínuo  de suas operações e também para o desenvolvimento econômico regional.

Presidida por Fábio Hoelz Matos, a diretoria da nova entidade tem ainda Fabio Albuquerque Marques Velloso (vice), Claudio Costa (diretor-executivo) e Tunico Urbano Andari (diretor de Relações Institucionais), todos dispostos a levar a Agfe  a ocupar o espaço de intermediação entre as empresas e outros setores da comunidade, como os poderes públicos, universidades e outros que podem oferecer contribuições importantes para melhorar o ambiente empresarial de Mogi e região.

“Hoje, cada indústria trabalha isoladamente, quando o importante é unir as forças locais e regionais como forma de contribuição para a solução de problemas comuns”, como afirma o economista Claudio Costa, um profundo conhecedor do setor empresarial do Alto Tietê. E ele aponta como um dos problemas mais cruciais do setor atualmente a formação de mão de obra especializada para atuar junto às empresas locais.

“Hoje – diz ele -, 51% dos funcionários das empresas da cidade são de Mogi das Cruzes; o restante vem de fora de Mogi. E por que isso acontece? Porque falta uma maior qualificação para as pessoas que estão aí, desempregadas, em busca de uma colocação e que dificilmente vão conseguir por não estarem devidamente preparadas para exercer determinadas funções dentro das empresas. Mesmo sendo funções aparentemente  simples  como entender um texto, por exemplo”.

Claudio não aponta responsabilidades por isso. Prefere olhar para frente e mostrar que um dos papéis da Agfe será intermediar as necessidades das empresas com as universidades, por exemplo, capazes de formação de mão de obra específica, assim como o Senai.

“Até algum tempo atrás, o pai tinha uma meta: enviar o filho para o Senai e formá-lo de modo a poder trabalhar em alguma indústria da cidade. Isso já não existe mais e o jovem hoje que ser “youtuber” ou atuar em algum outro ramo da tecnologia da informação. O Projeto Rumo deixou de existir e isso afastou os jovens das indústrias.

Precisamos retomar esse caminho”, afirma Claudio.

Ele cita outra “anomalia”, resultante da falta de maior comunicação entre as empresas, que são as compras entre elas próprias, buscando aproveitar ao máximo o potencial produtivo da cidade dentro da própria cidade. “Por que buscar, por exemplo, serviços de vigilância, locação de veículos e tantos outros fora de Mogi, se temos esses serviços de qualidade aqui mesmo em nossa cidade?”- indaga ele, que defende uma maior organização das empresas junto com o Sebrae e Prefeitura buscando fomentar negócios entre as empresas da própria cidade ou região.

Caberá à Agfe criar a agenda de desenvolvimento econômico capaz de resolver, por exemplo, o problema que impede as indústrias de Mogi de crescer. “A logística é ruim? Falta qualificação de mão de obra? O papel da Agfe será detectar tais problemas e juntamente com as indústrias e o poder público buscar soluções para eles”, diz Claudio, que desde quando foi secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Mogi, sempre bateu na tecla da necessidade de se aumentar a renda per capita dos mogianos, com mais gente de Mogi trabalhando na própria cidade e gerando mais renda para o município.

Ele cita o exemplo de Jundiaí, cidade de 415 mil habitantes, que possui atualmente 160 mil trabalhadores com carteira assinada, enquanto Mogi, com 450 mil moradores, tem somente 100 mil trabalhadores fora do trabalho informal e devidamente registrado em empresas.  “A população economicamente ativa de Mogi Mogi é de 23%, enquanto a de Jundiaí alcança 45%. Jundiaí tem 60 mil pessoas a mais com renda para consumo dentro da própria cidade, o que significa um ganho enorme para o comércio. Precisamos aumentar esse percentual em Mogi, absorvendo novas indústrias, preparando melhor o trabalhador e oferecendo a ele oportunidade para crescer dentro de sua própria cidade, mais próximo de sua família”, diz o diretor da Agfe.

Metas

A Agfe quer representa seus associados, de forma individual ou coletiva, em assuntos relativos ao poder público municipal, estadual e federal. Promete ainda criar um ambiente empresarial acolhedor que possibilite a geração de oportunidades de negócios para os associados, segmentando a agência em assuntos de interesse comum dos associados, estimulando discussões sobre esses temas, além de definir uma agência de prioridades que melhore continuamente a competitividade de seus associados.

Entre os fundadores da Agfe estão Adriano Barros (GM), Adriano Machado (Höganäs), Ana Andrade (Agco), Daniel Knudsen (Rud Correntes), Eduardo Tsukahara (NGK), Fábio Alvarez (Neobpo), Fábio Matos (Elgin), Fábio Veloso (JSL), Fernando Campos (Ponsse),  Janyck Daudet (Club Med), Marcus Cesar Marinho(Air Products), Rafael Gomes (Vamos)e Tiago Ferreira (Mogi tech).