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AÇÃO EM REDE

AGFE planeja hub de inovação e novas ações de capacitação para 2023

Agência de Fomento Empresarial do Alto Tietê, que reúne 26 empresas, revela projetos para o próximo ano

Carla Olivo
03/12/2022 às 07:09.
Atualizado em 04/12/2022 às 19:58

EM AÇÃO Grupo da AGFE em reunião no Ministério da Economia (Imagem: Divulgação)

Em 2023, a Agência de Fomento Empresarial do Alto Tietê (AGFE), que está completando um ano e quatro meses de atividades, pretende desenvolver 10 projetos definidos com a participação das 26 empresas de Mogi das Cruzes e região integrantes do grupo que, em breve, deve ganhar mais 10 associadas. 

Entre as novidades, as primeiras iniciativas serão a seleção e o treinamento de profissionais para atender demandas na área de serviços, em parceria com o Sebrae e Senac, programados para acontecer no decorrer deste mês até janeiro; o fórum Conexão Indústria, que reunirá cases empresariais de sucesso, entre fevereiro e março, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC); e a instalação de um hub de inovação para a indústria, também na instituição de ensino superior parceira.

Profissionais do curso de formação de soldadores (Imagem: divulgação / AGFE)

(Imagem: Divulgação)

Na avaliação do economista Claudio Costa, um dos diretores e fundadores da AGFE, a agência que nasceu em agosto de 2021 cresceu mais rápido do que se imaginava e atrai mais empresas da região interessadas em aderir à proposta com foco no desenvolvimento econômico e social. 

“Este acrescimento acentuado, em pouco tempo, nos deixa muito satisfeitos. A AGFE tem pouco mais de um ano de história, começou com 11 empresas, logo no início passou para 13 e hoje são 26, com grande representação e impacto econômico no Brasil, já que cada uma soma mais de 50 anos de história no país”, detalha.

Desde que a AGFE teve início, Costa destaca que as empresas aumentaram seus quadros de funcionários e, embora o momento atual seja de expectativa em relação ao próximo governo, se não houver mudanças bruscas, a aposta é de um ano bom, com o Brasil na rota dos investimentos. 

“Com tantas informações e coisas acontecendo, as empresas estão um pouco apreensivas e preocupadas com o que pode surgir. Mas este é um período em que elas estão fazendo o planejamento para 2023. Alguns países da Europa estão sofrendo com a questão da energia, outros com a guerra, a logística internacional não ficou bem, e tudo isso é uma oportunidade para o Brasil, que ainda é abundante em energia e tudo mais. Muitas associadas da AGFE estão investindo pesadamente no Brasil e esperamos que isso continue para gerar novos e bons empregos”, acredita o economista.

Diante da perspectiva positiva, ele revela que a prioridade é manter uma agência de negócios entre as empresas da AGFE e continuar trabalhando no programa de qualificação de mão de obra em parceria com entidades como Sebrae, Senai, Centro Paula Souza, entre outras, principalmente na atual fase de retomada econômica. 

Um dos temas importantes que devem ser explorados pela AGFE no próximo ano é a tecnologia, por isso, a intenção é criar o hub de inovação para a indústria, que deverá funcionar na UMC. “Terá ambiente de coworking, área de memorial de indústria e fórum de negócios. A AGFE emprega mais de 40 mil pessoas na cidade, então, queremos usar esta escala para negociar este potencial de redução de custos das empresas com fornecedores das áreas de alimentação, limpeza, serviços em linha geral, saúde, EPI (Equipamentos de Proteção Individual)”, defende Costa.

Ainda na UMC, o fórum Conexão Indústria, previsto para acontecer entre fevereiro e março, tem como meta reunir e debater vários cases de sucesso das indústrias que fazem parte da AGFE. “O evento terá exposição de produtos das associadas e estudantes, empresários e funcionários, principalmente das áreas de manufatura, engenharia de produtos e suprimentos, participarão deste intercâmbio de informações, onde serão discutidos os melhores cases. Vamos cadastrar os estagiários, pessoas que são trainees e fazem cursos de engenharia, administração e outros na universidade, na plataforma digital para que possam concorrer a estágios nas empresas da AGFE”, antecipa o diretor.

7 mil currículos na rede

Com 7 mil currículos, a plataforma digital Emprega AGFE, criada para melhorar os processos de recrutamento e seleção nas empresas, segue uma dinâmica diferente dos tradicionais bancos de emprego.

“Reunimos os principais currículos para os cargos mais demandados pelas indústrias e treinamos estas pessoas, que na grande maioria das vezes, são empregadas ao término do treinamento. A AGFE é uma agência que fomenta oportunidades e faz com que as conexões aconteçam, então, recentemente, a Prefeitura, por meio do Mogi Conecta, nos indicou as pessoas para receber treinamento em um curso de solda”, conta Claudio Costa, um dos diretores da AGFE. 

Após testes básicos de escrita, leitura e interpretação de texto, dos 300 inscritos, foram selecionamos 100 para o treinamento, sendo que, hoje, 60% já estão empregados no cargo de soldador ou na atividade de solda nas empresas associadas à AGFE. “Treinamos e, ao mesmo tempo, contratamos, sendo que a certificação que disponibilizamos tem forte validade profissional, gerando transformação social”, avalia.
Processo semelhante deve ocorrer entre este mês e janeiro, na área de serviços para atender a demanda, principalmente, da empresa Padrão Serviços, associada à AGFE, e do Club Med. “Vamos selecionar e treinar uma grande quantidade de pessoas. Temos reunião com o Sebrae para discutir isso e o Senac também deve participar. Estas pessoas farão o treinamento e automaticamente serão empregadas, porque entram na nossa plataforma digital. Queremos transformar as pessoas, oferecer treinamento, melhorar o conhecimento, para que consigam fazer o treinamento e se qualifiquem. As empresas da região, como o Clube Med, com mais de 800 empregos entre diretos e indiretos, e a Padrão, com mais de 3 mil, têm muitas vagas em aberto”, revela Costa.

Outra meta da AGFE é contribuir para retirar mais de 200 mil pessoas da informalidade em Mogi. “Elas usam muito os equipamentos sociais da Prefeitura, como nas áreas de Saúde e Educação, mas não geram impostos, porque são informais. Então, é importante formalizá-las com um bom emprego na indústria ou com um programa de empreendedorismo legal, que será discutido com o Sebrae. A ideia é dar oportunidade aos empreendedores locais da cidade. Há- empresas associadas da AGFE que compram muitos serviços fora de Mogi e queremos que elas comprem mais aqui”, frisa. 

Conheça as 26 associadas

AGCO do Brasil Soluções Agrícolas
Air Products
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Club Med
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Embu S/A Engenharia e Comércio
Gerdau
GM
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