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Agência de Fomento fortalece economia de Mogi das Cruzes

Agfe reúne empresariado mogiano que une forças para o desenvolvimento dos negócios na cidade

Natan LiraPublicado em 27/08/2021 às 14:36Atualizado há 29 dias
Foto: Eisner Soares / O Diário
Foto: Eisner Soares / O Diário

Com 40 mil empresas formalizadas - 22,7 mil do setor de serviços, 8,8 mil comércios, 3,3 mil da construção civil, 3,2 mil do ramo agropecuário, 2,3 mil indústrias e 238 de outras atividades -, segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Mogi das Cruzes ganhou nesta semana uma força econômica que irá refletir em toda a sociedade: a Agência de Fomento Empresarial (Agfe).

Neste cenário, o grupo lançado por representantes das maiores empresa da cidade, na última quinta-feira (26), em um dos espaços de eventos do Club Med Lake Paradise, nasce para desenvolver o potencial econômico da cidade, com objetivo de proporcionar aos associados um ecossistema empresarial alinhado com políticas sustentáveis, adequado e competitivo para a geração de oportunidades.

Segundo o presidente da Agfe, Fábio Hoelz Matos, diretor jurídico da Elgin, o sonho das empresas de fazer algo diferente na cidade começa a ser realizado. “É um ideal da cidade apartidária, em busca de desenvolvimento, geração de emprego e renda, para que Mogi seja, cada vez mais, um lugar melhor para se viver”, destacou.

Fábio Velloso, diretor executivo do grupo JSL, lembrou que Mogi tem grande diversidade de empresas, então a agência vem com o propósito de manter o serviço e produtos circulando na região. “Junto conseguimos resolver de forma melhor para todos. Sozinhos, agimos mais rápido, mas juntos, vamos mais longe”, pontuou.

A direção da Agfe está com o economista Claudio Costa, que lembrou que o objetivo é que o dinheiro que as empresas instaladas na cidade trazem ao município circule na cidade. “Toda empresa contrata um restaurante, um despachante, um serviço que, às vezes, é de fora. Com esse canal da agência, resolvemos tudo no município. Até mesmo para chegar nas universidades ou no Senai e mostrar qual que é nossa demanda de mão de obra e capacitar o morador da cidade para ocupar esses cargos. Não é criar uma nova escola, e sim usar a força que já temos aqui em nosso favor”, destacou Claudio.

Potencial para crescer a cidade tem. Ele é reconhecido pelo cônsul de Luxemburgo, Jan Einchbaun, representante da União Europeia, que destacou que um programa de financiamento da União Europeia tem o Brasil entre os países para investimento de 50 bilhões de euros. Em Mogi, há um projeto para transformar a cidade em digital. “Não somente para a melhora do serviço ao cidadão de Mogi, mas esse polo digital visa, principalmente, a capacitação de novas iniciativas, como uma fábrica de softwares, uma vez que a cidade é um centro logístico, para desenvolver a região e o cidadão da cidade”, detalhou.

Na avaliação do secretário municipal de Desenvolvimento, Gabriel Bastianelli, a cidade só tem a ganhar com mais uma agência de fomento, porque une diversas forças para ter mais capilaridade, melhor percepção das necessidades, bem como organização para crescimento e desenvolvimento. “A proposta da Agfe também se junta às demais entidades que visam o crescimento do município. É mais um player e vamos nos relacionar pelo bem da cidade”, explica.

O prefeito Caio Cunha (Podemos) ressaltou que a iniciativa é valorosa, sobretudo nesse momento de retomada da economia, após mais de um ano de pandemia, unindo forças para potencializar o que já existe em Mogi. “Quando empresários e outros segmentos se unem, a cidade já tem a ganhar. Tivemos um café [com o cônsul de Luxemburgo] porque tem muita coisa interessante para fazer entre Mogi e as cidades europeias, em educação, transparência, entre outras iniciativas. Essa relação é significativa e abre oportunidade para que a cidade se desenvolva ainda mais”, disse.

Deputado estadual pelo PSL, Oscar Castello Branco, sobrinho-neto do ex-presidente Humberto de Alencar Castello Branco, lembrou que o tio veio a Mogi, em março de 1967, onde criou um polo industrial porque reconhecia o potencial da cidade, perto do Porto de Santos e da capital, e eixo para o Rio de Janeiro, contando com a linha ferroviária da Central do Brasil e a rodovia Presidente Dutra. “O que faltava aqui era um alinhamento de ideias e ideais, por um objetivo comum: gerar renda, emprego, desenvolvimento, progresso e fartura, que é o que o povo brasileiro precisa”, disse.

A Agfe tem apoio das maiores empresas da cidade. “Boas práticas podem ser compartilhadas e as empresas têm demanda comum que permite compartilhar essa sinergia”, avaliou Adriano Machado, presidente da Hoganas Brasil.

Tiago Ferreira, CEO da MGITech, lembra que a busca da Agfe é por união das empresas da cidade, gerando benefício. “Mais do que ser uma agenda com propósito específico, a proposta é de fomentar o empreendedorismo, geração de emprego e desenvolvimento das empresas da região”, concluiu.