POLÊMICA

Câmara de Mogi é palco de novos protestos contra corrupção

AVALIAÇÃO Câmara recebeu ontem documentos sobre contratos que serão analisados para decidir sobre abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) a fim de investigar denúncias contra grupo de parlamentares. (Foto: divulgação - CMMC)
AVALIAÇÃO Câmara recebeu ontem documentos sobre contratos que serão analisados para decidir sobre abertura da Comissão Especial de Inquérito (CEI) a fim de investigar denúncias contra grupo de parlamentares. (Foto: divulgação – CMMC)

A Câmara de Mogi foi palco de novos protestos realizados ontem por integrantes de uma “frente suprapartidária” que levaram novamente um caixão ao local para “enterrar a corrupção” no Legislativo, alvo de críticas e manifestos públicos na cidade após a repercussão das denúncias apresentadas pelo Ministério Público contra o grupo de vereadores suspeito de envolvimento em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

O tema também voltou a ser discutido na sessão de ontem para votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), aprovada em duas discussões na Casa. A matéria define diretrizes para elaboração do Orçamento do Município para 2021, que prioriza investimentos em saúde, mobilidade urbana, saneamento básico, moradia, desenvolvimento econômico, promoção do esporte e lazer, com previsão de receita de R$ 1,8 bilhão para o ano que vem.

O presidente da Câmara, Sadao Sakai (PL), informou que também recebeu ontem as cópias solicitadas à Prefeitura dos contratos públicos investigados por suspeitas de favorecer empresas ligadas ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e à Secretaria Municipal de Saúde.

A partir da análise desses documentos, os vereadores irão decidir se devem ou não abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar irregularidades nos contratos que teriam sido intermediados por parlamentares em favor de empresas denunciadas pelo MP. O caso envolve os vereadores Diego Amorin (MDB), Jean Lopes (PL) e Carlos Evaristo (PSB), detidos em Tremembé; além de Francisco Bezerra (PSB) em domiciliar, e Antônio Lino (PSD), ainda foragido (veja detalhes no site www.odiario.net.br).

Na sessão, Rodrigo Valverde (PT), Iduigues Martins (PT) e Caio Cunha (PODE), insistiram na abertura da CEI como forma de avaliar e acompanhar as denúncias feitas pelo MP, dar satisfação à sociedade, mostrar quem está de fato envolvido e impedir que toda a Casa pague o preço e seja condenada pela opinião pública de forma injusta, especialmente nesse período pré-eleitoral.

No entanto, o vereador Francimário Farofa Vieira (PL) lembrou do acordo feito entre eles, na semana passada, quando todos concordaram que iriam primeiro analisar o material dos contratos, antes de tomar a decisão final sobre a CEI.

Protestos

O grupo de manifestantes deu início à “marcha da caneta” para conseguir as assinaturas de adesão para abertura da CEI na Câmara. O movimento começou no Largo do Rosário, antes dos protestos em frente à Câmara. Um dos integrantes, Eugênio Paccelli, explica que o material será entregue à presidência da Casa “para forçar a abertura da CEI” e, se isso não ocorrer, pretendem levar esse caso também ao MP.


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