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Insegurança

Virada Cultural tem arrastões, furtos, roubos e show interrompido

Segundo Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, 1,4 mil policiais militares e mais de 300 viaturas foram empregadas no esquema de segurança.

Agência O Globo
29/05/2022 às 16:19.
Atualizado em 29/05/2022 às 16:21

Durante a madrugada da Virada Cultura, os arrastões foram bastante frequentes (Reprodução)

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Virada Cultural tem arrastões, furtos, roubos e show interrompido

Segundo Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, 1,4 mil policiais militares e mais de 300 viaturas foram empregadas no esquema de segurança.

Agência O Globo
29/05/2022 às 16:19.
Atualizado em 29/05/2022 às 16:21

Durante a madrugada da Virada Cultura, os arrastões foram bastante frequentes (Reprodução)

Casos de agressão, furtos e roubos de celulares e arrastões assustaram parte do público da Virada Cultural na madrugada neste domingo (29) em São Paulo. No palco principal do evento, no Vale do Anhangabaú, no centro da capital, pessoas ficaram feridas depois de serem agredidas por bandos de criminosos.

Os arrastões foram bastante frequentes. Em dois casos ocorridos na região da República, maiores de idade se uniram a menores para roubar celulares dos participantes do evento. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), guardas municipais prenderam um maior de idade e detiveram dois menores depois de o trio ser reconhecido por vítimas como autores de um arrastão. Na ação, dois celulares, encontrados com os adolescentes, foram apreendidos e, por não haver comprovação de origem, encaminhados à perícia.

Em caso semelhante, policiais prenderam um maior de idade e detiveram um menor. Três celulares foram recuperados. A SSP ainda não divulgou o balanço de todas as ocorrências registradas desde o início da Virada Cultura, na tarde de sábado (28).

Segundo o G1, não foram apenas os criminosos que agiram com violência durante os roubos. Num flagrante da reportagem, agentes da Polícia Militar (PM) bateram com cassetete numa estudante, que ficou sangrando e precisou de atendimento médico. De acordo com o G1, Renata Andrino, estudante de psicologia, contou que questionou policiais sobre por que estavam batendo num rapaz, e acabou levando um golpe de cassetete na cabeça. Os frequentadores criticaram a inércia das forças de segurança e afirmaram que policiais e guardas-civis metropolitanos não agiram para impedir crimes.

Pelo menos um show foi interrompido antes do fim em decorrência da violência. Durante a apresentação, marcada para às 23h, o funkeiro Kevinho afirmou que pessoas estavam "se machucando" e que a decisão era uma orientação da prefeitura. No decorrer do show, algumas pessoas foram levadas por bombeiros ao pronto-socorro. Houve ainda cenas de correria e agressão.

Esquema de segurança

Em nota, a SSP informou que 1,4 mil policiais militares e mais de 300 viaturas foram empregados no esquema de segurança da Virada Cultural 2022. Afirmou ainda que, durante o evento, a PM disponibilizou Bases de Policiamento Comunitário, instalações físicas e o emprego do efetivo da operação Sufoco, que dobrou o número de policiais nas ruas desde o início de maio. Esses agentes foram deslocados aos pontos de maior concentração de público. Também houve apoio do Comando de Policiamento de Trânsito, Choque e do Comando de Aviação, além do uso de câmeras de viodeomonitoramento para a identificação de condutas suspeitas.

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