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POLÊMICA

São Paulo "continuará vacinando" adolescentes contra a Covid-19

Em comunicado à imprensa, o governo de João Doria "lamenta a decisão do Ministério da Saúde", que tirou o público entre 12 e 17 anos da lista de grupos cuja vacinação é recomendada; Mogi também não acatará a determinação

O DiárioPublicado em 16/09/2021 às 15:09Atualizado há 1 mês
Para o Governo do Estado, o Ministério da saúde está "menosprezando o impacto da pandemia" / Divulgação - Vitoria Mikaelli
Para o Governo do Estado, o Ministério da saúde está "menosprezando o impacto da pandemia" / Divulgação - Vitoria Mikaelli

Assim como Mogi das Cruzes e outras cidades da região, o Estado de São Paulo não acatará a decisão do Ministério da Saúde, que tirou adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de grupos cuja vacinação contra a covid-19 é recomendada. Em um comunicado à imprensa, a gestão de João Doria (PSDB) é direta ao afirmar que "continuará vacinando" este público.

No texto, "SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países". Para justificar, o documento cita a aplicação da vacina em adolescentes "já realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações".

A nota ainda afirma que a decisão do Ministério da Saúde "cria insegurança e causa apreensão", além de "menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público". Confira a seguir, na íntegra:

"NOTA À IMPRENSA

O Governo de SP informa que continuará vacinando os adolescentes de 12 a 17 anos de idade por recomendação do Comitê Científico do Estado. A imunização começou em SP no dia 18 de agosto e já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas, ou seja, 72% deste público. 

SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países. A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações. A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles.

Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público. Três a cada dez adolescentes que morreram com COVID-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais.

Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso.

Governo do Estado de São Paulo".

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