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TEMPORAL NA SERRA

Quem é o prefeito que, em seu quarto mandato, encara a tragédia de Petrópolis

Rubens Bomtempo assumiu o cargo quase um ano depois de ter sido eleito. Ele teve os seus direitos políticos suspensos por improbidade administrativa e não pôde assumir o posto

Agência O Globo
18/02/2022 às 13:26.
Atualizado em 18/02/2022 às 13:26

O Vale do Cuiabá, em Petrópolis: arrasado na enxurrada de 2011 (Crédito: Pedro Kirilos / O Globo)

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Quem é o prefeito que, em seu quarto mandato, encara a tragédia de Petrópolis

Rubens Bomtempo assumiu o cargo quase um ano depois de ter sido eleito. Ele teve os seus direitos políticos suspensos por improbidade administrativa e não pôde assumir o posto

Agência O Globo
18/02/2022 às 13:26.
Atualizado em 18/02/2022 às 13:26

O Vale do Cuiabá, em Petrópolis: arrasado na enxurrada de 2011 (Crédito: Pedro Kirilos / O Globo)

Responsável pela reestruturação de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, depois das chuvas que deixaram 122 mortos até esta sexta-feira (18), o prefeito Rubens Bomtempo (PSB) assumiu o cargo quase um ano depois de ter sido eleito em 2020. Bomtempo, que já foi prefeito da cidade em outras três ocasiões, teve os seus direitos políticos suspensos em 2019, por improbidade administrativa, e não pôde assumir o posto até dezembro do ano passado, após longa batalha judicial. A ação que o manteve afastado da prefeitura ocorreu por causa do parcelamento de débitos do município com o Instituto de Previdência dos Servidores. Os valores não teriam sido quitados por ele, em um mandato anterior.

Com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o permitiu assumir o cargo, o seu vice, Paulo Mustrangi (Solidariedade), também foi diplomado. Antigos adversários políticos, Bomtempo e Mustrangi concorreram juntos em 2020, em uma dobradinha que levou 55,18% dos votos no segundo turno das eleições municipais. Mustrangi era o prefeito da cidade na tragédia de 2011, quando as chuvas deixaram mais de mil mortos em toda a região serrana.

Desde então, os dois se revezaram na prefeitura de Petrópolis, sem que seguissem as recomendações feitas pelo relatório da CPI da Região Serrana, finalizada em agosto de 2011 na Assembleia Legislativa do do Rio (Alerj).

Ao reassumir o cargo em dezembro, Bomtempo postou em suas redes sociais: "Para mim está sendo um momento de retomada de muitos projetos que não conseguiram dar sequência  desde 2016. E a gente acredita que tem capacidade para fazer com que Petrópolis possa se reencontrar com seu povo, sua gente. É isso o que a população espera". Durante o período em que esteve afastado, a cidade ficou sob o comando do presidente da Câmara dos Vereadores, Hingo Hammes (DEM). 

Correligionário de Marcelo Freixo (PSB), Bomtempo o recebeu em visitas à Região Serrana, quando o pré-candidato tentava ampliar seu eleitorado visando as eleições deste ano. Outro aliado político, Alessandro Molon, que deseja concorrer ao Senado, pode ser visto em postagens recentes. 

Apesar disto, Bomtempo tem bom trânsito com o governador Cláudio Castro (PL), ao lado do qual esteve em importantes votações na Alerj, durante o período em que foi deputado estadual. Nesta sexta, ele acompanhará o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em um sobrevoo à região afetada pelas chuvas. Segundo o presidente informou em live na internet, a proposta da viagem é tomar conhecimento do que aconteceu, com mais profundidade, e anunciar as ações do governo federal. Até o momento, a tragédia das chuvas na Cidade Imperial deixou 116 pessoas desaparecidas, além dos mortos.

— Entrei em contato com ministros e falei como governador Claudio Castro, que me colocou a par do que estava acontecendo. Nós começamos a trabalhar em conjunto para diminuir o sofrimento dessas famílias e ver o que poderíamos fazer de concreto a partir daquele momento — disse Bolsonaro, em pronunciamento.

Bomtempo agradeceu a visita. 

— Nossa prioridade nesse primeiro momento é trabalhar nas frentes de trabalho de resgate às vítimas.Depois, liberar as principais artérias da cidade para garantir o retorno dos serviços essenciais, como a energia elétrica, o transporte público e a coleta de lixo. Também, concomitante, aclher as vítimas e todos os seus familiares. Estamos trabalhando em conjunto, amparados pelos governos estadual e federal.

Petrópolis também deve receber nesta sexta-feira (18) a visita de deputados federais da bancada do Rio, a fim de fazer um levantamento sobre todos os danos e os prejuízos no município.

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