O cantor Agnaldo Timóteo faleceu no sábado (3), aos 84 anos, em decorrência das complicações da Covid-19. Ele será enterrado hoje (4) em cerimônia restrita aos familiares.

O artista estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio.

Ele já havia recebido a vacina, e os médicos acreditam que possa ter contraído o coronavírus entre a primeira e a segunda dose do imunizante. Ele estava intubado, desde o dia 27, segundo informaçoes do G1. Personalidades e críticos musicais destacaram a perda para o mundo artístico.

A família divulgou a seguinte nota: É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes da Covid-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha".

Cantor de músicas românticas e muitas regrações de canções internacionais, ele fez sucesso a partir da década de 1960, quando começou a se apresentar. Foi deputado federal e vereador no Rio e também em São Paulo.

Mineiro nascido em Caratinga, ele batalhou para chegar a fazer sucesso, no início da carreira. Ao gravar o disco "Surge um Astro", destacou-se com a música "Mamãe" (versão de "La Mamma", de Charles Aznavour) e passou a participar do programa “Jovem Guarda”. 

Com o álbum “Obrigado Querida”, lançado em 1967, alcançou o primeiro lugar nas gravadoras do país e seu primeiro grande hit foi “Meu grito”, canção de Roberto Carlos. A partir daí, se apresentava muitos shows e programas de televisão.

Ele também ficou conhecido, a partir da década de 1980, quando lançou a carreira política. Em 1982,  foi eleito deputado federal no Rio de Janeiro pelo PDT. Intempestivo, durante a gestão, brigou com Leonel Binrizola e transferiu-se para o extinto PDS.

Tentou ser governador do Rio, em 1986, mas foi derrotado por Moreira Franco.

Depois foi reeleito deputado federal em 1994, e renunciou dois anos depois para assumir o cargo de vereador no Rio.