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CASO DO DF

'Não aceitava ficar sem beber': Givaldo Alves volta às ruas de Planaltina

No âmbito criminal, inquérito sobre denúncia de estupro de vulnerável contra Sandra Fernandes foi arquivado. Ele vinha sendo patrocinado há meses por investidor de criptomoedas

Agência O Globo
28/10/2022 às 16:21.
Atualizado em 28/10/2022 às 16:21

(Foto: reprodução / Metrópoles)

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CASO DO DF

'Não aceitava ficar sem beber': Givaldo Alves volta às ruas de Planaltina

No âmbito criminal, inquérito sobre denúncia de estupro de vulnerável contra Sandra Fernandes foi arquivado. Ele vinha sendo patrocinado há meses por investidor de criptomoedas

Agência O Globo
28/10/2022 às 16:21.
Atualizado em 28/10/2022 às 16:21

(Foto: reprodução / Metrópoles)

Givaldo Alves, de 48 anos, está de volta às ruas de Planaltina (DF). O — até então ex — morador de rua, que conquistou dinheiro e fama após a grande repercussão pelo país inteiro do caso envolvendo ele e a esposa de um personal trainer da cidade, diz ter tomado a decisão por conta própria. Ele vinha recebendo apoio e moradia do investidor de criptomoedas Diego Aguiar, no Rio de Janeiro, em troca de publicidade e, nos últimos meses, vinha ostentando fotos com carros de luxo, em baladas VIP e com mulheres. O homem, que se tornou uma figura controversa nas redes sociais, estaria enfrentando uma crise de alcoolismo.

"Estou morando nas ruas por minha opção", escreveu Givaldo numa rede social. "Estava ganhando muito dinheiro com os sinais do Diego, mas não estava feliz com o julgamento do povo em cima de mim".

A reportagem conversou com uma pessoa próxima a Givaldo, que confirmou que a escolha partiu do próprio, mas informou que a situação é diretamente ligada ao seu vício com bebidas alcoólicas. Ele chegou a ser internado para tratar as crises de alcoolismo, mas sem sucesso.

— Ele é viciado em álcool. Não aceitava ficar sem beber. Chegou a ser internado pela equipe, com anuência da família dele, para se reabilitar, mas não funcionou. Preferiu voltar às ruas para beber. Disse que o dinheiro não o fazia feliz e tudo que ele queria era ter a vida dele de volta — disse a pessoa, que prefere não se identificar.

Givaldo conta com 406 mil seguidores no Instagram, divididos entre quem o apoia e quem o critica.

Inquérito arquivado

O caso aconteceu em março deste ano. Câmeras de segurança de uma rua em Planaltina flagraram o momento em que o personal trainer Eduardo Alves tem um ataque de fúria ao encontrar a esposa, Sandra Mara Fernandes, no interior do próprio carro, nua e tendo relações sexuais com o então morador de rua Givaldo Alves. Ele espanca o homem. O caso inusitado envolvendo uma mulher casada de classe média e um homem em situação de rua acabou ecoando por todo o país.

E a história virou caso de polícia. Na noite em que tudo aconteceu, Sandra abordou Givaldo e o convidou para ter relações sexuais. Depois, à polícia, disse que teve uma espécie de surto psicótico, e que não sabia o que estava fazendo. Passou dias internada numa clínica de reabilitação. Ela e o marido acusaram o homem pelo crime de estupro de vulnerável, por supostamente ter se aproveitado de sua situação psicológica. O caso acabou arquivado.

— Já houve sentença determinando o arquivamento das investigações. Como bem apontamos durante o inquérito, não havia justa causa para uma persecução criminal, tese acolhida pelo próprio Ministério Publico, que solicitou o arquivamento, posteriormente determinado pelo magistrado — explicou o advogado de defesa de Givaldo, Mathaus Agacci; o personal trainer, por sua vez, foi indiciado por lesão corporal.

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