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NOVO AUMENTO

Gasolina e gás de cozinha ficam pelo menos 7% mais caros a partir deste sábado

Enquanto a população paga cada vez mais caro por estes produtos, Bolsonaro descarta interferir na Petrobras ou congelar preços

Agência EstadoPublicado em 09/10/2021 às 14:37Atualizado há 8 dias
Divulgação - Pixabay
Divulgação - Pixabay

Mais uma vez, a Petrobras aumentou o preço de combustíveis. Desta vez, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, foram reajustados em 7,2%. Essa é a segunda alta anunciada em dez dias. Na terça-feira da semana passada, a empresa revisou o valor do óleo diesel em 9%.  A medida passa a valer neste sábado (9)

Para o consumidor final, porém, o aumento deve ser maior do que esse, segundo a Associação Brasileira das Entidades Representativas da Revendas de Gás LP (Abragás).

Além de uma possível recuperação da margem das distribuidoras, os revendedores falam que precisam cobrir altas de custos, entre eles, os dos combustíveis, utilizado no transporte do botijão.

"Os aumentos de preços além de pesar muito aos consumidores atingem diretamente o capital de giro dos revendedores, quanto mais caro o gás, mais dinheiro precisamos colocar no caixa para sustentar o fluxo", afirmou a entidade em nota.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) também vê pressão de custos sobre a revenda, com possível repercussão para o consumidor.

"Com este percentual, vemos pressão muito forte sobre as revendas, que terão dificuldade de repassar seus custos, já elevados pelo preço do diesel e gasolina, insumos importantes para eles. Temos que observar se haverá retração na demanda", diz o presidente da entidade, Sérgio Bandeira de Mello.

 Bolsonaro descarta interferir na Petrobras ou congelar preços

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (8) que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a condução da política econômica nacional. "Tenho falado com Paulo Guedes, não basta a economia, você tem que ter viés político", afirmou o chefe do Executivo na cerimônia alusiva à 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas (SP). Apesar disso, Bolsonaro garantiu que não vai interferir na Petrobras e ou congelar o preço dos combustíveis na canetada. "Não tenho poder sobre Petrobras", disse. "Já tivemos experiência de congelamento no passado".

As declarações vêm em meio à pressão do presidente por alguma medida que diminua o preço dos combustíveis, vilão da inflação, além das negociações pelo Auxílio Brasil, programa para substituir o Bolsa Família e tornar-se a vitrine eleitoral do governo nas eleições de 2022.

Com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Executivo quer alterar a incidência do ICMS sobre os combustíveis, mas enfrenta resistência de governadores. Nesta sexta, a Petrobras reajustou a gasolina e o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, em 7,2%.

Apesar da insatisfação com a alta dos preços, Bolsonaro também garantiu que não haverá rompimento de contratos em seu governo. "Quando se fala em combustível, nós somos autossuficientes, mas por que esse preço atrelado ao dólar? Eu posso agora rasgar contratos? Como é que fica o Brasil perante o mundo?", questionou.

O discurso do presidente em Campinas foi interrompido logo no início por gritos de "Fora Bolsonaro" e outras críticas ao governo. "Não vamos chegar ao nível deles. Sairei daqui imediatamente se ela manifestante me responder quanto é 7 vezes 8 ou raiz quadrada de quatro", respondeu o presidente no microfone.

Ele reconheceu, porém, que a sua gestão tem falhas. "Em parte dá certo nosso governo, não vou falar que é tudo 100%", afirmou. Em seguida, voltou a dizer que seu governo não tem corrupção. "Pode haver um dia, mas não vai ser por incentivo", acrescentou, sem considerar as denúncias de irregularidades na compra de vacinas contra a covid-19 expostas pela CPI da Pandemia.

A participação do chefe do Executivo para marcar investimentos do governo em ciência e tecnologia, especialmente em nióbio, uma retórica comum do presidente com sua base mais radicalizada, acontece no mesmo dia em que o Ministério da Economia diminuiu em 87%, de R$ 690 milhões para R$ 89,8 milhões, o encaminhamento de verbas para o setor neste ano via crédito suplementar. O pedido de corte foi revelado pela colunista Míriam Leitão, do jornal O Globo.

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